Nordic Union - hard rock melódico de alta qualidade

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 18:31

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O Nordic Union é a junção dos músicos Ronnie Atkins (vocal, Pretty Maids), Erik Martensson (guitarra, baixo, teclado, membro do W.E.T. e Eclipse) e Magnus Ulfstedt (bateria, também do Eclipse) para formarem uma banda de "melodic hard rock", mais conhecido como AOR.

O resultado está no debut lançado recentemente, intitulado apenas Nordic Union. O nome provavelmente vem do fato dos músicos serem divididos entre suecos e dinamarqueses.


NORDIC_UNION_COVER

A faixa de abertura, The War Has Begun, é uma das melhores; extremamente empolgante e no segundo refrão você já está cantando junto. A pegada se mantem em Hypocrisy e Wide Awake.

A bela balada Every Heartbeat dá uma acalmada nos ânimos. 21 Guns é ótima e é mais rockão, direta. Falling tem melodias açucaradas, prato cheio para os fãs do gênero, assim como Point of No Return, que apesar de tudo tem um riff mais heavy metal.

A principal característica deste disco é que ele não perde o ritmo em momento algum. Não tem uma sequência de faixas ruins e fracas que quebram o andamento. Se você for fã do gênero pode ouvir do começo ao fim. Prova disso é a última faixa, Go, que é uma das melhores de todo o trabalho.

Ótimo.

8.0

Foo Fighters: EP mostra que banda é a maior

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 18:01

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Com certo atraso eu parei para ouvir o último EP lançado pelo Foo Fighters no fim de 2015, St. Cecilia, e após o término dos 18 minutos e 5 canções do disco o sentimento mais verdadeiro é o de "quero mais".
É um EP afirmativo, é como se a banda te falasse: "olha, estou colocando no mercado um EP com 5 faixas que vai te mostrar porque somos a maior banda de rock do mundo".

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O disco anterior da banda, Sonic Highways, havia sido, em certa maneira, mais experimental e St. Cecilia traz a banda a um rock básico mais direto e cru, mais porrada no ouvido e com uma qualidade indiscutível.

Se este disco for um indicativo de como será a sonoridade do próximo disco completo da banda, o caminho é bom.

A faixa que dá nome ao trabalho é um rock tradicional que mantém aquela veia pop dos caras; ótimas melodias de ponte e refrão.

Sean e Savior Breath tem a veia mais punk rock da banda, especialmente a segunda. Iron Rooster é a balada do álbum e tem a presença do guitarrista blueseiro Gary Clark Jr.

E a última é The Neverending Sigh, pesada e melódica, boas estrofes, bom refrão e um crescendo legal no final.

Dave Grohl é o cara. Pat Smear (guitarra), Taylor Hawkins (bateria), Nate Mendel (baixo) e Chris Shifflet (guitarra solo) formam o resto da banda.

Rami Jaffee gravou os teclados e Ben Kweller fez backing vocal na faixa-título.

O EP foi gravado no Hotel Saint Cecilia, em Austin no Texas.

9.5

Last in Line - antiga banda de Ronnie James Dio lança primeiro álbum

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 19:11

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Em 1983, depois de já ter passado pelo Elf, Rainbow e Black Sabbath, Ronnis James Dio decidiu partir para a carreira solo e para isso juntou músicos de competência clara para tocar seus clássicos e novas composições: Vivan Campbell na guitarra, Jimmy Bain no baixo e Vinny Appice na bateria, a formação que gravou o debut Holy Diver (1983);  Claude Schnell entrou como tecladista para o álbum seguinte, The Last In Line (1984) e essa formação se manteve ainda em Sacred Heart (1985) The Dio E.P. (1986).
Aos poucos a formação da banda de Dio foi mudando e após a morte do vocalista, em 2010, os membros "originais" resolveram se juntar ao vocalista Andrew Freeman para tocar covers do Dio ao vivo sob o nome de Last in Line.
LAST IN LINE
Antes do lançamento do primeiro disco Heavy Crown, Schnell abandonou o grupo fazendo com que a formação "mais" original, a que gravou Holy Diver, é que entrasse em estúdio com a produção de Jeff Pilson (ex-baixista de Dio também). O futuro da banda ainda é incerto devido ao repentino falecimento de Jimmy Bain em meio à divulgação disco novo em uma turnê com o Def Leppard.
Musicalmente, Heavy Crown obviamente tenta resgatar aquela sonoridade clássica dos primeiros discos de Dio, e isso fica evidente em faixas como Devil In Me, com aqueles riffs característicos de Campbell. Martyr faz o papel daquelas composições mais rápidas à lá We Rock.
Algumas outras boas canções como I Am RevolutionStarmaker Orange Glow fazem o disco soar bom (apenas isso) de maneira geral; mas dada a expectativa criada em torno da ex-banda de Dio se reunir, acaba sendo um pouco decepcionante ao término das 12 faixas. Talvez se o disco fosse mais curto, com 8 ou 9 canções, a audição seria mais prazerosa.
6.0

Lugnet - Resenha do álbum "Lugnet"

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 18:40

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Nas minhas pesquisas por bandas que ainda não conheço sempre que vejo que o grupo nasceu na Suécia eu já sei que as chances de me desagradar serão pequenas, independendo até do gênero. A Suécia tem uma cena forte de bandas de metal extremo melódicas e até mesmo de hard rock e melodic hard rock, porém o que o Lugnet pratica é um hard rock setentista, aquele som vintage que está em certa moda no meio do rock/heavy metal.
Formado por Roger Solander (vocais), Marcus Holten (guitarra), Fredrik Jansson (bateria), Lennart Zethzon (baixo) e Danne Jansson (guitarra), o Lugnet soltou o seu disco de estreia, autointitulado, e o disco é uma pedrada onde a banda toda mostra muito talento, tanto na execução como na composição.
lugnet
São 8 faixas pesadas que vão do hard rock básico e passam pelo blues, que é o mais próximo que tem de uma balada, como é o caso da linda Tears in the Sky. Os riffs rápidos de All The Way abrem o disco de forma impressionante; Sails lembra alguma coisa do Thin Lizzy (com mais peso). Em Veins os teclados pavimentam o terreno para uma das canções com mais feeling do álbum.
A segunda metade do trabalho tem a rápida It Ain't Easy, a roqueira Gypsy Dice (uma das melhores do disco), a pesadaça In the Still of the Water e o encerramento com a longa e viajante Into the Light, pouco mais de 10 minutos onde a banda passeia por um pouco de tudo que mostrou nas canções anteriores.

Excelente. 
8.5

De Wolff - outra banda que resgata o passado com brilhantismo

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 18:20

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Recentemente escrevi sobre o disco novo da banda The Temperance Movement, White Bear, e comentei como é bom ver bandas como essa ou como o Black Keys, o Blues Pills ou o Vintage Caravan, que soam modernas e atuais e ao mesmo tempo prestam uma bela homenagem à sonoridade psicodélica dos anos 60.
E o grupo holandês DeWollf é mais uma grata surpresa nesse sentido. Eu não conhecia a banda e olhando em seu website vi que Roux-Ga-Roux já é o sétimo trabalho da banda, entre eps e discos ao vivo desde 2008, o que é um número considerável.
de
A mistura de psicodelia, blues, hard rock e timbres sessentistas/setentistas nunca vai soar de mais para este que vos escreve.
Eu não passei impune ao órgão de Baby's Got a Temper, à introdução suingada de What's the Measure of a Man, ao blues de Black Cat Woman ou ao simples e eficiente solo de Easy Money. E dá-lhe fuzz e blues!
Outros temas como Love Dimension ainda destacam-se pelos belos vocais de apoio ou pelos longos improvisos blueseiros como Tired of Loving You.
Se está na moda tentar resgatar o rock psicodélico dos anos 60, eu espero que seja uma moda dessas bem duradouras.
O DeWolff é formado por Pablo Van de Poel (vocal e guitarra), Luka Van de Poel (bateria) e Robin Piso (teclados, vocais).
Nota 8.5

Resenha: The Cult – Hidden City

Posted by Rose Gomes | Posted in , | Posted on 11:08

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Talvez o que mais chame atenção à primeira audição de Hidden City, décimo trabalho dos ingleses do Cult, seja o vocal de Ian Astbury, aparentemente mais grave. Mas o novo álbum da banda – último da trilogia que se iniciou com  "Born Into This" (2007) e "Choice of Weapon" (2012) - vai muito mais além disso.

As doze faixas de Hidden City abordam temas espirituais que tratam sobre renascimento e redenção. “Os gurus de hoje tentam vender curas e ideias, como se fossem um novo fenômeno, o papel do artista é responder - não reagir -, observar, participar e compartilhar através das palavras e da música. Não há autoridade mais elevada que o coração”, declarou Astbury em recente comunicado à imprensa.

A banda  continua fazendo e muito bem o hard rock já conhecido do público, com instrumental rigoroso e preciso, tendo como forte destaque as batucadas do excelentíssimo John Tempesta.

Entre as mais interessantes faixas deste primoroso trabalho estão Dark Energy, No Love Lost, a soturna Birds of Paradise, Hinterland, G O A T, Avalanche of Light e Heathens.


The Cult – Hidden City (2016):

1."Dark Energy"
2."No Love Lost"
3."Dance the Night"
4."In Blood"
5."Birds of Paradise"
6."Hinterland"
7."G O A T"
8."Deeply Ordered Chaos"
9."Avalanche of Light"
10."Lilies"
11."Heathens"
12."Sound and Fury"

8,0


Mustaine - Memórias do Heavy Metal

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 17:23

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Quase cinco anos após seu lançamento, tive a oportunidade de ler a autobiografia do criador e líder do Megadeth, Dave Mustaine, que foi lançado no Brasil pela editora Benvirá em 2013.
De facílima leitura - além de agradável - o livro é certeiro: Mustaine escreve sobre tudo o que o leitor quer saber. Não tem papo furado sobre infância, contos de avós, pais e tios, nada. Foca na música e na personalidade e vida pessoal de Dave de quando começou a se tornar um músico até os dias em que foi escrito.
Apesar de muitas vezes se colocar em uma posição de "o fodão" da história (inúmeros casos em que Dave se coloca como o cara que dá porrada em todo mundo, que era o mais corajoso da turma, que dava pontapé e soco em não sei quem, que viu James Hetfield ser covarde em ocasião que ele - Dave - se ferrou sozinho, etc, etc), ao mesmo tempo o próprio mostra como nunca, até os dias de hoje, aceitou bem sua saída do Metallica e que a maior parte da carreira do Megadeth foi baseada em superar o Metallica. Seja na qualidade da música, na agressividade, velocidade, como em vendas e reconhecimento.
Dave detalha como foi a traumática expulsão que sofreu no Metallica, assim como fala um pouco sobre como foi se encontrar com Lars na gravação do fatídico documentário "Some Kind of Monster", do Metallica. Também passa por suas internações, problemas com membros da banda, problemas pessoais, opiniões sobre política, polêmicas com bandas anticristãs e uma série de fatos que são interessantes para todos os fãs.
De um jovem drogado (e traficantezinho), briguento, que foi expulso da banda de sua vida e teve que encarar uma viagem de 4 dias de volta para casa sem um dólar no bolso a líder de uma das maiores bandas de heavy metal da história, criada pelo puro ódio ao acontecimento anterior, cuja vida foi recheada de polêmicas, das internações em clínicas de reabilitação até o momento de sua conversão ao cristianismo, Dave Mustaine faz de Memórias do Heavy Metal um desabafo sincero e acima de tudo um exemplo de superação.
mustaine-memorias-do-heavy-metal-ligia-braslauskas-literaturar7-7001

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