O som da semana: Abbath, tributo ao Metallica e David Bowie

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 20:13

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O  ex-vocalista e guitarrista do Immortal, Abbath Doom Occulta (me amarro nesses nomes) se aventura em seu primeiro disco solo, autointitulado, após deixar a banda; mas não espere nada diferente de sua ex-banda. É o mesmo tipo de black metal e, sinceramente, é muito foda. Particularmente não sou um apreciador do gênero, mas o Immortal é uma banda que sempre gostei. O grande destaque do disco é Root of the Mountain, que alterna momentos mais lentos com outros mais rápidos, mas completamente cadenciada. To War é excelente e tem alguns riffs mais thrash e death metal por aqui e ali; Winter Bane Fenrir Hunts são outras que merecem uma boa ouvida a todo volume.




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Eu tenho um cansaço natural com discos tributo talvez porque uma minoria me agradou de verdade; acho que já vi muito mais discos bons de uma banda que decide gravar um disco de covers do que várias bandas interpretando o som de uma em um disco só. Aqui é meio diferente, em A Tribute to Metallica - Master of Puppets, são 8 bandas interpretando somente um disco do Metallica, o clássico Master of Puppets. Destaques: Ensiferum em Battery, Tankard em Damage Inc., Bullet For My Valentine em Welcome Home (Sanitarium) e o Trivium em uma estupenda versão da faixa que dá nome ao disco. Já as outras 4 bandas não me agradaram e infelizmente o Mastodon está entre elas; sua versão de Orion me pareceu muito despretensiosa e deveras mal produzida. O Afflicted assassinou Leper Messiah com um timbre de guitarra horrível. John Garcia em That Thing That Should Not Me e Chimaira com Disposable Heroes não foram um total decepção mas também não fizeram nada demais.


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Agora que já passaram-se alguns dias de sua morte já posso postar algo relacionado a isso sem que as pessoas pensem que é "coisa do momento" ou "oportunismo"; eu já havia me manifestado que não gostei nem um pouco de Blackstar, o último disco do cantor lançado dois dias antes de sua morte. Reescutei o álbum para traçar essas linhas com o pensamento de que o cara já sabia que iria morrer e que, como disse seu produtor Tony Visconti, queria fazer um álbum de despedida. Consegui compreender toda a melancolia que envolve as 6 faixas, mas continuei não gostando do disco como um todo. Faço exceção à faixa Lazarus, que ao ouvir a letra e assistir ao vídeo fica perceptível a mensagem que Bowie quis passar para quem gosta de sua música e é um troço simplesmente emocionante a partir do momento em que você se toca sobre todas as mensagens - já não tão - subliminares da letra, uma verdadeira carta de despedida. O resto do álbum definitivamente não me agradou pois soa meio caótico, desesperado, bagunçado (talvez fossem mais sinais...) e essa mistura de melancolia com caos sonoro não me agradou dessa vez. 
(não sei por qual motivo o link para o clipe original não podia ser postado)

FotorCreateda

Adeus, Black Sabbath!

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 15:36

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Texto publicado em 15/01/2016 em Riffs e Conversas
No próximo dia 20, na cidade de Ohama no Estado de Nebraska, na América, o Black Sabbath dará início ao fim.
Será o primeiro show da The End Tour, a despedida dos criadores do heavy metal dos palcos, dos álbuns, de tudo.
Sim, o gênero musical que nós tanto amamos só existe por causa desses caras: Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward (o último não fará parte da turnê). Não adianta alguns idiotas tentarem menosprezar o Sabbath dizendo que "ain, mas em 1960 e alguma coisa teve uma banda que já tocava pesado" ou "ainn, ocultismo na música não começou com Black Sabbath". Se você é um desses, você ainda não sacou que heavy metal não é apenas tocar com distorção e muito menos começar a falar sobre ocultismo ou com uma perspectiva mais obscura. O Black Sabbath criou e definiu conceitos, padrões e definitivamente fez nascer um gênero. Ozzy com seu vocal longe de qualquer técnica, mas completamente dentro da proposta musical, soa único em diversos aspectos, desde o timbre até a característica de seguir os riffs de Tony, passando por aqueles agudos memoráveis que ainda jovem conseguia alcançar; Tony Iommi, como já disse Scott Ian, do Anthrax, "criou todos os riffs do mundo, o que a gente faz são só variações do que ele já criou", camadas pesadas, timbre único e poderoso, quase assustador (Supertzar me dá medo e a intro de Falling Off the Edge of the World me faz temer o apocalipse); Geezer Butler escrevia a maioria das letras e ainda era capaz de criar hipnotizantes linhas de baixo gordas e pesadas; Bill Ward incorporava uma inesperada batida jazz e o swing das big bands no som pesado e tenso do Black Sabbath.
O primeiro disco, autointitulado, lançado em uma sexta-feira 13 de 1970 (nada mais justo para a invenção do heavy metal!) marcou sua própria história com os sinos da faixa-título e a letra de N.I.B. (basicamente Ozzy canta interpretando Satan); o segundo disco, Paranoid, é considerado por muitos o melhor, tem grandes clássicos, entre eles os maiores: Iron Man, War Pigs Paranoid.
Após serem acusados por grupos religiosos de satanistas (que grupo de heavy metal ou hard rock não passou por isso nos anos 70 e 80?), Geezer escreve a pancada After Forever, presente no terceiro álbum, Master of Reality (que, aliás, é a bíblia de qualquer fã de Stoner/Doom metal), onde faz uma verdadeira declaração de "não somos satanistas, pelo contrário, acreditamos em Deus e Ele é a salvação", o que muitos consideram como a primeira faixa de "metal cristão" já composta. O baixista é católico.
Vieram VOL. 4Sabbath Bloody SabbathSabotageTechnical Ecstasy e Never Say Die. Alguns são clássicos absolutos, outros nem tanto. Assim se findou a primeira década de existência da criadora e maior banda de heavy metal de todos os tempos com sua formação clássica e original. Entre 1980 e 1996 o Sabbath viveu uma feira com gente saindo e entrando a todo momento; foram mais 4 vocalistas depois de Ozzy (só os que gravaram discos oficiais), entre eles os lendários Ronnie James Dio, que também gravou álbuns históricos com a banda, Heaven and Hell e Mob Rules,  além de Dehumanizer, Glenn Hughes e Ian Gillan - que gravou um dos meus favoritos, Born Again. Tony Martin foi o que mais durou e gravou bons discos como Eternal Idol e Headless Cross.
Desde 1997, quando reuniu-se a formação original, só pudemos ver o Black Sabbath com Ozzy nos vocais. E desde a reunião de 2013, sem Bill Ward; que por problemas contratuais não retornou para o derradeiro álbum 13.
O Black Sabbath - e Ozzy Osbourne de maneira especial - foi muito importante para a minha "escola musical", pois foi a primeira banda pela qual eu me apaixonei de verdade.
Comecei a escutar heavy metal com Iron Maiden e aquilo me deixou completamente alucinado. Aquele mundo novo. Som novo. Visual novo. Era algo que eu não tinha contato. E eu fiquei vidrado no Iron Maiden por um bom tempo quando eu tinha cerca de 12 anos e ouvia minha fita K7 do Live After Death no meu walkman. Mas um tempo depois eu descobri a carreira solo do Ozzy Osbourne e por consequência o Black Sabbath. E foi pelo Black Sabbath que eu me apaixonei profundamente. Já deveria ter uns 13 anos pois foi quase na mesma época que a faixa Psycho Man começou a tocar nas rádios, em promoção do álbum ao vivo Reunion, de 1998. A partir daquele momento eu comprava qualquer revistinha chulé que tinha qualquer coisa do Ozzy e Sabbath, guardava graninha para comprar cds da banda - aliás, o primeiro cd que eu fui sozinho na loja comprar e tudo o mais, foi o próprio Reunion, em que paguei 38 reais numa segunda-feir, na única loja de cds que havia em Caieiras, depois de ganhar 40 reais do meu padrinho no domingo anterior. São memórias afetivas que eu desejo nunca esquecer. De qualquer maneira estão eternizadas aqui agora.
Eu tenho até hoje cada fala do Ozzy naquele disco decorada. Eu ouvia aqueles dois cds o dia inteiro. Era a minha banda preferida de todo o universo - mesmo que o meu universo naquela época (sem internet, ainda sem uma quantidade considerável de material impresso e meus amigos daquela época só ouviam metal extremo - costumo "brincar sério" que eu conheci a discografia completa de bandas como Cannibal Corpse e Benediction antes de conhecer por completo os discos mais clássicos de bandas do "bê-a-bá" como Deep Purple ou Led Zeppelin) era pequeno feito uma pulga comparado ao que eu conheço hoje em dia. E foi minha banda favorita durante muitos anos.
E pode ser que tenha deixado de ser minha banda favorita, ou melhor: uma vez favorita, sempre favorita; as outras é que vão se juntando à ela, que foi a primeira. Mas voltando... com o passar dos anos, outras bandas se tornaram essenciais na minha vida, mas eu tenho a certeza que muitas delas seriam completamente diferentes se não fossem Ozzy, Tony, Geezer e Bill terem se juntado no final dos anos 60 para inventar um novo tipo de rock.
Adeus e OBRIGADO, Black Sabbath! \m/
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Exmortus - resenha de "Ride Forth"

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 17:58

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Vindo da California, o Exmortus lança Ride Forth, seu quarto disco completo e aposta na mistura de sonoridade thrash metal com vocais inspirados na velha escola do death metal. Nessa mistura toda e com a inclusão de boas melodias e dobras de guitarra, a banda soa em alguns momentos como as bandas de death metal melódico europeias.
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Speed of the Strike e Relentless, a dupla que abre o álbum, pode te mostrar o parágrafo acima em forma de som. Os riffs cavalares de For the Horde estão entre os melhores do disco.
No decorrer do álbum, a audição vai ficando um pouco repetitiva, mas nada que chegue a comprometer a qualidade do trabalho em si. Algumas coisas saem um pouco do padrão comum, como a excelente Black Sails, em que o instrumental te leva a algum lugar após um caminho tortuoso.
Mas o grande destaque mesmo vai para a versão death metal prog de Appassionata, de Ludwig Van Beethoven, cujo vídeo você pode conferir abaixo:



Nota 6.5

Top 5 velharia: 5 sons que completam 20 anos em 2016

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 11:34

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Elas já são consideradas verdadeiros clássicos e fizeram parte de alguns momentos de nossas vidas. O mais estranho é se dar conta que lá se foram 20 anos desde que as ouvimos pela primeira vez! Sim meu amigo, estamos velhos!

Listei 5 sonzeiras que nem parecem, mas já vão completar 2 décadas nos próximos meses e o legal dessas listas é que podemos ter uma ideia de como estava a cena musical da época.

Dá uma conferida:

Deep Purple - Sometimes I Feel Like Screaming: Presente no 15º álbum de estúdio da banda – Purpendicular - Sometimes I Feel Like Screaming se tornou um clássico imediato por conta de seu belo instrumental melódico (com destaque para a performance guitarrística de Steve Morse, que havia acabado de entrar na banda) e interpretação intensa de Ian Gillan. A canção ganhou uma belíssima versão orquestrada em 2000.




The Wallflowers - One Headlight: A canção lançada no 2º álbum dos caras, intitulado Bringing Down the Horse, foi uma das mais tocadas do ano e apareceu em 58º posição na lista “100 Greatest Pop Songs of All Time" da revista gringa Rollling Stone, fazendo da banda do rebento de Bob Dylan – Jakob Dylan- uma das mais populares da época.






Metallica - Mama Said: Em novembro de 1996 o Metallica lançou Load, sexto (e polêmico) álbum que enfrentou forte crítica dos fãs mais conservadores por ter enveredado por um caminho mais voltado ao hard rock, diferente do som thrash que fazia anos antes. O maior destaque do álbum fica por conta da faixa Mama Said, que se tornou uma das mais conhecidas da banda. A composição de James Hetfield e Lars Ulrich apresenta claras influências de blues e country.




Rush - Test for Echo: Só em se falar de Rush já sabemos que se trata de um som clássico, afinal a banda é uma das mais importantes do rock. A sonzeira que traz instrumental preciso e se destaca pelo peso na guitarra e batera, além de um baixo bem presente e marcado, está presente no álbum de mesmo nome, 16º trabalho da banda.




Bush – Swallowed: Nem parece, mas a baladinha do bonitão Gavin Rossdale & cia presente no álbum Razorblade Suitcase, segundo trabalho da banda, está para completar 20 anos! O som que é marcado por guitarras melódicas e interpretação dramática é bem a cara dos saudosos anos 90.




O novo hard n' blues de Londres: The Temperance Movement

Posted by That Rock Music | Posted in , , | Posted on 14:12

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O The Temperance Movement chegou ao seu segundo disco, White Bear, agora em janeiro de 2016, quase três anos após seu debut homônimo de 2013, que mostra mais uma banda apostando na nostalgia da sonoridade psicodélica dos anos 60 e 70 e na mistura do blues com o hard rock. Prato cheio para quem gosta desse tipo de som e também parece quem gosta de southern rock, embora a banda seja de Londres, na Inglaterra.
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A banda foi formada em 2011 e hoje conta com o vocalista Phil Campbell, o guitarrista Paul Sayer, o baixista Nick Fyffe (que já tocou no Jamiroquai) e pelo baterista Damon Wilson, que trazem um som coeso e com cara de experiente; nada em White Bear soa como uma banda praticamente novata. A mistura de belas melodias vocais com a timbragem antiga e o blues fazem desse um disco gostoso de ouvir do início ao fim.
Three Bullets Get Yourself Free mostram a que a banda veio. A Pleasant Peace I Feel é uma balada que explora a psicodelia da banda enquanto Modern Massacre traz algo mais agressivo (sem sair do gênero praticado pelo grupo). Battle Lines é suingada e ótima, uma das melhores do trabalho. A faixa título não fica atrás e é uma das mais southern aqui presentes.
Destaque ainda para The Sun and Moon Roll Around Too Soon, uma das mais gostosas do disco, e pelo encerramento com a lindíssima balada I Hope I'm Not Losing My Mind.
É muito bom perceber que, em meio a um dos piores momentos da história do rock no mainstream, ainda há bandas como o The Temperance, ou o The Black Keys, o Blues Pills  ou o The Vintage Caravan honrando o passado sem soar datado e com cara de novidade.

8.0

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