O que há de novo? Dum Brothers é o que toca!

Posted by João Carlos Martins | Posted in , | Posted on 21:42

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Por João C. Martins

Sempre tive uma vontade tremenda de conhecer bandas novas e nunca me importei com o gênero, apesar de eu ser um rockeiro em larga escala e, possivelmente, incurável. Devo muito disso a minha esposa, que, desde quando éramos somente amigos, já me apresentara uns Indies do momento, até aqueles que a galera idolatra hoje e na época não passavam de um expoente do underground. Chapas como Carlão, Kaléu, Evandro, Rodrigão (meu padrinho de casamento), Jansen, Roberto, Silas Join, Luis Fabiano e outros que não me lembro agora, me trouxeram uma gama infinita de estilos, dos mais variados. Desde os Dethão extremo aos Djent mais bagunçados, dos clássicos brasileiros aos Hardcores californianos, dos Black Metal finlandês às jazzeras contemporâneas, do Oi! ao punk anarquista, enfim, sem dúvida alguma uma tremenda prevaricação musical. Isso sem falar do meu guru instrumental, Endell, que me ensinou muito mais que um bando de acordes, mas sim desde contar 1, 2, 3, 4 até horas de bate-papo, só pra conhecermos um som novo. É muita gente boa envolvida e com isso muita música boa.

Tendo em vista essa minha aptidão por ir atrás ou me concederem, que seja, o novo, sempre procuro conhecer umas bandas que estão surgindo por aí. Tem muita coisa que me faz entortar o bico? Claro que tem, mas da mesma forma tem muita coisa boa mandando ver. Recentemente, o Luisão, do estúdio Antônio's, aqui da Penha – muito bom por sinal – postou o EP, que colaborou nas gravações, de uma banda chamada Dum Brothers. Achei a foto dos caras no Facebook legal, à lá Death From Above 1979, e fui ouvir. 




Power duo formado por Bruno Agnoletti (bateria) e Raul Zanardo (voz e guitarra)

Aqui cabe um adendo: Parabéns às bandas que logo lançam seus sons no Spotify, pois têm de tudo pra crescer. Ninguém mais perde tempo baixando música. Comprar CD/LP aí vai depender da clientela, mas ter que garimpar download é muito anos 2000.

Voltando ao assunto, ouvi o som dos caras e definitivamente gostei. Sem exageros e sem depreciações. Gostei da simplicidade do Rock que se propõe a fazer, principalmente por me lembrar umas bandas de Stoner e similares que admiro muito, por conta desses riffs oriundos do Desert Rock. Bandas como Kamchatka, The Bad Light (que também é um duo guitarra e bateria), até mesmo o Kyuss, no riff introdutório de Volta pro Sul, terceira faixa do EP, buscam bastante esses elementos que, pra mim, são muito interessantes, por mero gosto pessoal. Mas é claro que eu posso estar falando um monte de bosta aqui e que não tenha nada a ver e, além disso, é bom frisar que não gosto nem acho bacana ficar comparando as bandas. Foi só um elogio, haja vista que gosto das bandas citadas acima.

Os caras lançaram um EP, chamado Pt. 1, bem curtinho, dá uns quinze minutinhos de áudio só, mas que já prospecta algo de muito bom por vir. Particularmente, me sinto muito feliz em ver os camaradas indo pra frente com suas bandas, seja lá como for, aos trancos e barrancos, ensaiando de madrugada, tendo que carregar as coisas em carro pequeno... Só pra ressaltar, nem conheço os manos do Dum Brothers, mas fico feliz por eles mesmo assim. Posso dizer que sou e sempre serei um entusiasta do Rock. Onde houver uma banda vou aplaudir, mesmo que seja o único a fazer isso.

Pois bem, recomendo muito o som dos caras e aguardo o melhor pra eles, novos singles, EPs, Full Lenghts e tudo mais que puder vir. Tudo de melhor para o estúdio Antonio's também e que continue com essa pegada, dando força aos juvenis e varonis do rock.

Mete play na tecnologia, chapa!

Steven Wilson: EP de "sobras" com cara e qualidade de disco completo

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 11:07

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Steven Wilson é o grande embaixador do Rock Progressivo nos tempos atuais; o cara é multi-instrumentista, produtor e colabora constantemente com os grandes nomes do gênero como King Crimson, Jethro Tull, Marillion, Yes e Anathema. Este mini album é intitulado porque indica que é um meio termo, um caminho, entre o seu quarto disco solo, Hand. Cannot. Erase. (2015) e o seu próximo e quinto álbum completo de estúdio.

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As 6 faixas aqui presentes foram coletadas de sobras de gravações de seus últimos dois álbuns de estúdios, o supracitado de 2015 e o clássico The Raven That Refused To Sing (And Other Stories) (2013).
My Book of Regrets é um épico de quase 10 minutos ao melhor estilo Steven Wilson: a gente nem sente passar. Só curte cada segundo da canção com o imenso feeling que o cara consegue colocar em cada nota. Year of the Plague é um lindo tema instrumental comandado por um dedilhado hipnótico que te leva junto até o fim.

Happiness III é uma das melhores e conta com as ilustres presenças do baterista Marco Minnemann e do guitarrista Guthrie Govan, acompanhando o baixista Nick Beggs e Wilson, claro. Uma tema prog "pra cima", com uma leve veia pop que Steven Wilson sabe como poucos colocar em um gênero que é antítese do pop como é o rock progressivo.

Aliás, é importante destacar os músicos que acompanharam Steven ao longo daquele período e que marcam presença neste "mini disco": Adam Holzman tocou todo tipo de instrumentos "de teclas" no disco todo, como piano, rhoodes, minimoog, Hammond, etc; Dave Kilminster foi o guitarrista de algumas faixas; Nick Beggs tocou baixo no disco todo; Craig Blundell e Chad Weckerman se dividem na bateria, além da já citada faixa em que Minnemann aparece.

A parte final do álbum começa com Sunday Rain Sets In, outra instrumental que vai da sensibilidade ao peso e retorna com um final melancólico; Vermillioncore começa com um riff de baixo que serve de base para improvisações que culminam em um riff pesado que eleva o "espírito" da faixa até o final. Destaque para a pegada matadora do baterista Craig Blundell aqui.

A última faixa é uma releitura de Don't Hate Me de sua antiga banda, o Porcupine Tree, com a participação da cantora israelense Ninet Tayeb, que cantou brilhantemente e adicionou um sentimento extra nessa bela composição que certamente foi uma ótima esoclha para fechar o disco. Aliás, nessa faixa é importante também destacar as atuações de Blundell (novamente), Beggs,  Holzman e também de Theo Travis, um excepcional saxofonista, flautista e clarinetista, que tocou também em Sunday Rain Sets In também. Sensacional.

Steven Wilson é definitivamente "o cara" do rock progressivo da atual era e consegue fazer um "mini album" com sobras que tem qualidade para ser um dos grandes lançamentos de prog do ano.

9.5

Nordic Union - hard rock melódico de alta qualidade

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 18:31

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O Nordic Union é a junção dos músicos Ronnie Atkins (vocal, Pretty Maids), Erik Martensson (guitarra, baixo, teclado, membro do W.E.T. e Eclipse) e Magnus Ulfstedt (bateria, também do Eclipse) para formarem uma banda de "melodic hard rock", mais conhecido como AOR.

O resultado está no debut lançado recentemente, intitulado apenas Nordic Union. O nome provavelmente vem do fato dos músicos serem divididos entre suecos e dinamarqueses.


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A faixa de abertura, The War Has Begun, é uma das melhores; extremamente empolgante e no segundo refrão você já está cantando junto. A pegada se mantem em Hypocrisy e Wide Awake.

A bela balada Every Heartbeat dá uma acalmada nos ânimos. 21 Guns é ótima e é mais rockão, direta. Falling tem melodias açucaradas, prato cheio para os fãs do gênero, assim como Point of No Return, que apesar de tudo tem um riff mais heavy metal.

A principal característica deste disco é que ele não perde o ritmo em momento algum. Não tem uma sequência de faixas ruins e fracas que quebram o andamento. Se você for fã do gênero pode ouvir do começo ao fim. Prova disso é a última faixa, Go, que é uma das melhores de todo o trabalho.

Ótimo.

8.0

Foo Fighters: EP mostra que banda é a maior

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 18:01

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Com certo atraso eu parei para ouvir o último EP lançado pelo Foo Fighters no fim de 2015, St. Cecilia, e após o término dos 18 minutos e 5 canções do disco o sentimento mais verdadeiro é o de "quero mais".
É um EP afirmativo, é como se a banda te falasse: "olha, estou colocando no mercado um EP com 5 faixas que vai te mostrar porque somos a maior banda de rock do mundo".

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O disco anterior da banda, Sonic Highways, havia sido, em certa maneira, mais experimental e St. Cecilia traz a banda a um rock básico mais direto e cru, mais porrada no ouvido e com uma qualidade indiscutível.

Se este disco for um indicativo de como será a sonoridade do próximo disco completo da banda, o caminho é bom.

A faixa que dá nome ao trabalho é um rock tradicional que mantém aquela veia pop dos caras; ótimas melodias de ponte e refrão.

Sean e Savior Breath tem a veia mais punk rock da banda, especialmente a segunda. Iron Rooster é a balada do álbum e tem a presença do guitarrista blueseiro Gary Clark Jr.

E a última é The Neverending Sigh, pesada e melódica, boas estrofes, bom refrão e um crescendo legal no final.

Dave Grohl é o cara. Pat Smear (guitarra), Taylor Hawkins (bateria), Nate Mendel (baixo) e Chris Shifflet (guitarra solo) formam o resto da banda.

Rami Jaffee gravou os teclados e Ben Kweller fez backing vocal na faixa-título.

O EP foi gravado no Hotel Saint Cecilia, em Austin no Texas.

9.5

Last in Line - antiga banda de Ronnie James Dio lança primeiro álbum

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 19:11

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Em 1983, depois de já ter passado pelo Elf, Rainbow e Black Sabbath, Ronnis James Dio decidiu partir para a carreira solo e para isso juntou músicos de competência clara para tocar seus clássicos e novas composições: Vivan Campbell na guitarra, Jimmy Bain no baixo e Vinny Appice na bateria, a formação que gravou o debut Holy Diver (1983);  Claude Schnell entrou como tecladista para o álbum seguinte, The Last In Line (1984) e essa formação se manteve ainda em Sacred Heart (1985) The Dio E.P. (1986).
Aos poucos a formação da banda de Dio foi mudando e após a morte do vocalista, em 2010, os membros "originais" resolveram se juntar ao vocalista Andrew Freeman para tocar covers do Dio ao vivo sob o nome de Last in Line.
LAST IN LINE
Antes do lançamento do primeiro disco Heavy Crown, Schnell abandonou o grupo fazendo com que a formação "mais" original, a que gravou Holy Diver, é que entrasse em estúdio com a produção de Jeff Pilson (ex-baixista de Dio também). O futuro da banda ainda é incerto devido ao repentino falecimento de Jimmy Bain em meio à divulgação disco novo em uma turnê com o Def Leppard.
Musicalmente, Heavy Crown obviamente tenta resgatar aquela sonoridade clássica dos primeiros discos de Dio, e isso fica evidente em faixas como Devil In Me, com aqueles riffs característicos de Campbell. Martyr faz o papel daquelas composições mais rápidas à lá We Rock.
Algumas outras boas canções como I Am RevolutionStarmaker Orange Glow fazem o disco soar bom (apenas isso) de maneira geral; mas dada a expectativa criada em torno da ex-banda de Dio se reunir, acaba sendo um pouco decepcionante ao término das 12 faixas. Talvez se o disco fosse mais curto, com 8 ou 9 canções, a audição seria mais prazerosa.
6.0

Lugnet - Resenha do álbum "Lugnet"

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 18:40

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Nas minhas pesquisas por bandas que ainda não conheço sempre que vejo que o grupo nasceu na Suécia eu já sei que as chances de me desagradar serão pequenas, independendo até do gênero. A Suécia tem uma cena forte de bandas de metal extremo melódicas e até mesmo de hard rock e melodic hard rock, porém o que o Lugnet pratica é um hard rock setentista, aquele som vintage que está em certa moda no meio do rock/heavy metal.
Formado por Roger Solander (vocais), Marcus Holten (guitarra), Fredrik Jansson (bateria), Lennart Zethzon (baixo) e Danne Jansson (guitarra), o Lugnet soltou o seu disco de estreia, autointitulado, e o disco é uma pedrada onde a banda toda mostra muito talento, tanto na execução como na composição.
lugnet
São 8 faixas pesadas que vão do hard rock básico e passam pelo blues, que é o mais próximo que tem de uma balada, como é o caso da linda Tears in the Sky. Os riffs rápidos de All The Way abrem o disco de forma impressionante; Sails lembra alguma coisa do Thin Lizzy (com mais peso). Em Veins os teclados pavimentam o terreno para uma das canções com mais feeling do álbum.
A segunda metade do trabalho tem a rápida It Ain't Easy, a roqueira Gypsy Dice (uma das melhores do disco), a pesadaça In the Still of the Water e o encerramento com a longa e viajante Into the Light, pouco mais de 10 minutos onde a banda passeia por um pouco de tudo que mostrou nas canções anteriores.

Excelente. 
8.5

De Wolff - outra banda que resgata o passado com brilhantismo

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 18:20

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Recentemente escrevi sobre o disco novo da banda The Temperance Movement, White Bear, e comentei como é bom ver bandas como essa ou como o Black Keys, o Blues Pills ou o Vintage Caravan, que soam modernas e atuais e ao mesmo tempo prestam uma bela homenagem à sonoridade psicodélica dos anos 60.
E o grupo holandês DeWollf é mais uma grata surpresa nesse sentido. Eu não conhecia a banda e olhando em seu website vi que Roux-Ga-Roux já é o sétimo trabalho da banda, entre eps e discos ao vivo desde 2008, o que é um número considerável.
de
A mistura de psicodelia, blues, hard rock e timbres sessentistas/setentistas nunca vai soar de mais para este que vos escreve.
Eu não passei impune ao órgão de Baby's Got a Temper, à introdução suingada de What's the Measure of a Man, ao blues de Black Cat Woman ou ao simples e eficiente solo de Easy Money. E dá-lhe fuzz e blues!
Outros temas como Love Dimension ainda destacam-se pelos belos vocais de apoio ou pelos longos improvisos blueseiros como Tired of Loving You.
Se está na moda tentar resgatar o rock psicodélico dos anos 60, eu espero que seja uma moda dessas bem duradouras.
O DeWolff é formado por Pablo Van de Poel (vocal e guitarra), Luka Van de Poel (bateria) e Robin Piso (teclados, vocais).
Nota 8.5

Resenha: The Cult – Hidden City

Posted by Rose Gomes | Posted in , | Posted on 11:08

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Talvez o que mais chame atenção à primeira audição de Hidden City, décimo trabalho dos ingleses do Cult, seja o vocal de Ian Astbury, aparentemente mais grave. Mas o novo álbum da banda – último da trilogia que se iniciou com  "Born Into This" (2007) e "Choice of Weapon" (2012) - vai muito mais além disso.

As doze faixas de Hidden City abordam temas espirituais que tratam sobre renascimento e redenção. “Os gurus de hoje tentam vender curas e ideias, como se fossem um novo fenômeno, o papel do artista é responder - não reagir -, observar, participar e compartilhar através das palavras e da música. Não há autoridade mais elevada que o coração”, declarou Astbury em recente comunicado à imprensa.

A banda  continua fazendo e muito bem o hard rock já conhecido do público, com instrumental rigoroso e preciso, tendo como forte destaque as batucadas do excelentíssimo John Tempesta.

Entre as mais interessantes faixas deste primoroso trabalho estão Dark Energy, No Love Lost, a soturna Birds of Paradise, Hinterland, G O A T, Avalanche of Light e Heathens.


The Cult – Hidden City (2016):

1."Dark Energy"
2."No Love Lost"
3."Dance the Night"
4."In Blood"
5."Birds of Paradise"
6."Hinterland"
7."G O A T"
8."Deeply Ordered Chaos"
9."Avalanche of Light"
10."Lilies"
11."Heathens"
12."Sound and Fury"

8,0


Mustaine - Memórias do Heavy Metal

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 17:23

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Quase cinco anos após seu lançamento, tive a oportunidade de ler a autobiografia do criador e líder do Megadeth, Dave Mustaine, que foi lançado no Brasil pela editora Benvirá em 2013.
De facílima leitura - além de agradável - o livro é certeiro: Mustaine escreve sobre tudo o que o leitor quer saber. Não tem papo furado sobre infância, contos de avós, pais e tios, nada. Foca na música e na personalidade e vida pessoal de Dave de quando começou a se tornar um músico até os dias em que foi escrito.
Apesar de muitas vezes se colocar em uma posição de "o fodão" da história (inúmeros casos em que Dave se coloca como o cara que dá porrada em todo mundo, que era o mais corajoso da turma, que dava pontapé e soco em não sei quem, que viu James Hetfield ser covarde em ocasião que ele - Dave - se ferrou sozinho, etc, etc), ao mesmo tempo o próprio mostra como nunca, até os dias de hoje, aceitou bem sua saída do Metallica e que a maior parte da carreira do Megadeth foi baseada em superar o Metallica. Seja na qualidade da música, na agressividade, velocidade, como em vendas e reconhecimento.
Dave detalha como foi a traumática expulsão que sofreu no Metallica, assim como fala um pouco sobre como foi se encontrar com Lars na gravação do fatídico documentário "Some Kind of Monster", do Metallica. Também passa por suas internações, problemas com membros da banda, problemas pessoais, opiniões sobre política, polêmicas com bandas anticristãs e uma série de fatos que são interessantes para todos os fãs.
De um jovem drogado (e traficantezinho), briguento, que foi expulso da banda de sua vida e teve que encarar uma viagem de 4 dias de volta para casa sem um dólar no bolso a líder de uma das maiores bandas de heavy metal da história, criada pelo puro ódio ao acontecimento anterior, cuja vida foi recheada de polêmicas, das internações em clínicas de reabilitação até o momento de sua conversão ao cristianismo, Dave Mustaine faz de Memórias do Heavy Metal um desabafo sincero e acima de tudo um exemplo de superação.
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Resenha: Suede – Night Thougths

Posted by Rose Gomes | Posted in , | Posted on 09:55

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Os britânicos do Suede estão de volta com mais um trabalho que garante a identidade da banda, que sempre fez um britpop com pitadas dramáticas, guitarra marcante e sentimento aflorando muito além da pele.

Night Thougths, lançamento deste promissor início de ano, parece ser o irmão mais novo de Bloodsports - último álbum lançado pela banda até então – , prova disso é a faixa Outsiders, que figuraria facilmente no trabalho de 2013 sem causar nenhuma estranheza. Ao ouvir o disco me perguntei se estaria a banda seguindo uma trilogia e quem sabe daqui há uns poucos anos o terceiro álbum possa ser lançado completando estes dois últimos tão “casados” entre sí.

Pode ser viagem desta cabeça que voz escreve. Ou não.

Das 12 faixas do 17º trabalho de Brett Anderson & cia, destaco a já citada Outsiders, No Tomorrow, I Don't Know How to Reach You e Like Kids, que resgata toda a essência da banda.





1 - "When You Are Young"
2 - "Outsiders"
3 - "No Tomorrow"
4 - "Pale Snow"
5 - "I Don't Know How to Reach You"
6 - "What I'm Trying to Tell You"
7 - "Tightrope"
8 - "Learning to Be"
9 - "Like Kids"
10 - "I Can't Give Her What She Wants"
11 - "When You Were Young"
12 - "The Fur & the Feathers"


8,0

Dream Theater ousa com disco duplo e distópico

Posted by TRMB | Posted in , | Posted on 19:34

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Resenha de fã é complicada... como diz o professor Regis Tadeu, todo fã é um idiota. Eu sou fã do Dream Theater, logo sou idiota? Tentarei não ser...
Eis que o quinteto de metal progressivo lança seu novo álbum, The Astonishing, o terceiro consecutivo com a atual formação (James LaBrie no vocal, John Petrucci na guitarra, John Myung no baixo, Jordan Rudess nos teclados e Mike Mangini na bateria) e que foi mais uma vez produzido por John Petrucci, que desta vez além da produção cuidou das letras do trabalho, que é o primeiro disco conceitual do Dream Theater em quase quinze anos.
The Astonishing é duplo e possui uma quantidade enorme de faixas, são 20 no primeiro cd e mais 14 no segundo. Fica impossível fazer uma resenha do tipo "faixa a faixa" até mesmo porque um disco dessa magnitude merece algumas boas e focadas audições antes de qualquer coisa.
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A história é interessante - apesar de um pouco clichê -, trata-se de uma distopia que se passa em 2285 onde a música não é mais praticada por seres humanos e somente por máquinas, e um grupo de rebeldes tenta derrubar o Grande Império do Norte, que controla o lugar. Ao longo das 34 faixas em pouco mais de 2 horas você escuta as aventuras de personagens como Gabriel, Evangeline, Arhys, Imperador Nafaryus, Faythe, entre outros.
Quando a lista de canções do álbum foi totalmente divulgada eu imaginei que ao menos umas 15 dessas 34 faixas seriam aqueles prelúdios e interlúdios que duram menos ou pouco mais de 1 minuto e que geralmente são passagens instrumentais climáticas ou diálogos, mas para a minha absoluta surpresa, das 34 faixas apenas umas 5 tem essas características. O restante são canções completas mesmo; nada de grandes suítes desta vez. A canção mais longa tem 7 minutos e 40 segundos. 
Musicalmente tem a melhor sonoridade dos discos com Mike Mangini, o bumbo está mais nítido aqui e a timbragem dos demais instrumentos está melhor também. Ficou claro ao ouvir o disco de cabo a rabo que Jordan Rudess teve um papel importante na composição e falar da execução é chover no molhado, Rudess é de fato um dos grandes tecladistas da história; John Myung dispensa maiores comentários, o cara é um monstro; o já citado Mike mangini teve uma performance absurda e está muito mais solto dentro da banda e eu já o imagino fazendo aquelas caretas engraçadas tocando alguns temas desse disco ao vivo; deixo para o final os dois destaques individuais: James LaBrie fez um disco perfeito. Além de interpretar todos os personagens (é bom lembrar que isso aqui é uma ópera rock, com diversos personagens, teoricamente parecido com o que faz o Avantasia com 10 vocalistas diferentes, por exemplo), LaBrie não exagerou nas notas altas como tem costume e gravou um disco absolutamente correto. E John Petrucci... o grande idealizador da história, do conceito, o produtor e líder. Um monstro sagrado do instrumento (calma, fã! calma!) fez em The Astonishing alguns dos seus riffs e solos mais marcantes da carreira.
Como eu já escrevi, impossível aqui comentar faixa a faixa, o que digo é: se você gosta da banda, gosta de rock e metal progressivo, tire um tempo e escute o disco do início ao fim. 
A minha favorita? Our New World. Um hard rock melódico com um riff delicioso, as linhas de bateria são excelentes (old school, estilo Portnoy) e um refrão marcante. 
Outros destaques: a instrumental Dystopian Overture é um show à parte, com seus altos e baixos e clima circense. The Gift Of Music foi uma ótima escolha para primeiro single e The Answer é tão linda que dá até pena que ela não tenha nem 2 minutos. Eu gostei dessa abordagem mais circense também em Lord Nafaryus. As melodias iniciais the A Savior in the Square são emocionantes. A New Beginning também é um dos destaques do disco 1.
No disco 2 tem a já citada Our New World, a faixa que dá nome ao álbum, o segundo single Moment of Betrayal, a pesada The Walking Shadow e a emocionante Losing Faythe.
Meu lado fã daria uma nota 9 porque, como nem tudo é perfeito, 34 faixas é MUITA coisa e uma ou outra canção sempre acaba não sendo tão empolgante assim; nada que tire os méritos da história, dos músicos ou que arruine o andamento do disco. Meu lado blogueiro dá nota 9 também, pelos mesmos motivos.

A Dystopia do Megadeth: que bom que a formação clássica não se reuniu!

Posted by TRMB | Posted in , | Posted on 19:34

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O Megadeth andava um pouco desacreditado após o fraco Super Collider, de 2013, e apesar de eu considerar Thirteen (2011) e Endgame (2009) ótimos álbuns, muitos fãs achavam que a banda estava no piloto automático lançando discos razoáveis e com uma formação que, apesar de competente, não demonstrava tanto sentimento.
Mudanças ocorreram: Chris Broderick (guitarra) e Shawn Drover (bateria) se mandaram no fim de 2014, restando os membros originais Dave Mustaine (voz e guitarra) e David Ellefson (baixo) sendo acompanhados por uma sombra da imprensa afirmando que a formação clássica da banda, um dos pilares do thrash metal, com Nick Menza (bateria) e Marty Friedman (guitarra) se reuniria. Até houve o contato e alguns ensaios, mas não deu certo.
E quando todos esperavam que Mustaine contrataria mais dois bons músicos, mas que nada acrescentariam no som da banda, eis que surgem os boatos - mais uma vez verdadeiros - de que a formação seria um verdadeiro dream team de músicos competentes: Chris Adler, o monstruoso baterista do Lamb of God, e Kiko Loureiro, o incrivelmente habilidoso guitarrista do Angra.
O fruto desta união é Dystopia, o tão aguardado novo disco do Megadeth, lançado em 20 de janeiro, que foi produzido pelo líder Mustaine e por Chris Rakestraw.
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Apesar de composto quase inteiramente por Mustaine, três excelentes faixas recebem créditos também do brasileiro: Post American WorldPoisonous Shadows e a instrumental Conquer or Die! Curiosamente são as 3 composições mais "diferentes" do álbum. Não saem do padrão da banda, mas apresentam alguns sintetizadores, passagens de piano (executadas por Kiko) e em geral um clima tenso marcam essa trinca de maneira especial.
As melhores faixas do disco já estão logo na abertura com a paulada The Threat is Real, cheia de riffs e solos maravilhosos, Dystopia com seu ritmo crescente, uma canção que te leva a algum lugar, na mesma pegada da clássica Hangar 18, e Fatal Illusion, tecnicamente perfeita e uma linha de baixo marcante; todas mostrando um novo Megadeth, não em sonoridade mas em vigor, energia e até em técnica. Kiko pode não ter participado ativamente da composição, mas a execução é ótima, os solos são memoráveis, daqueles que os fãs vão decorar as notas, e Chris Adler é, repito, um monstro e o melhor: o Megadeth é uma de suas bandas favoritas da adolescência. O cara além da técnica traz a paixão de um fã tocando em uma de suas bandas favoritas.
Uma curiosidade mórbida: fiquei um pouco aliviado a partir da terceira faixa porque, a menos que tenha passado batido, não se escuta a palavra câncer, que marca presença nas duas primeiras faixas do álbum.
A minha favorita é Lying in State, uma porrada de 3 minutos e meio com ótimos riffs e letra idem. Aliás, Dave Mustaine é um dos melhores letristas de thrash metal e suas canções continuam tratando sobre os temas de política mundial, violência, o cotidiano de um cidadão e, claro, distopias. O próprio título, segundo o próprio líder da banda, foi inspirado por distopias como Os 12 Macacos, O Planeta dos Macacos, Minority Report, Total Recall, 1984 A Revolução dos Bichos.
Dave Mustaine é diferenciado. E tem outros 3 caras diferenciados trabalhando com ele. É o melhor disco da banda em muitos anos. Talvez seja uma das poucas ocasiões na história do heavy metal que podemos dizer: "que bom que a formação clássica não se reuniu".
8.5

O som da semana: Abbath, tributo ao Metallica e David Bowie

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 20:13

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O  ex-vocalista e guitarrista do Immortal, Abbath Doom Occulta (me amarro nesses nomes) se aventura em seu primeiro disco solo, autointitulado, após deixar a banda; mas não espere nada diferente de sua ex-banda. É o mesmo tipo de black metal e, sinceramente, é muito foda. Particularmente não sou um apreciador do gênero, mas o Immortal é uma banda que sempre gostei. O grande destaque do disco é Root of the Mountain, que alterna momentos mais lentos com outros mais rápidos, mas completamente cadenciada. To War é excelente e tem alguns riffs mais thrash e death metal por aqui e ali; Winter Bane Fenrir Hunts são outras que merecem uma boa ouvida a todo volume.




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Eu tenho um cansaço natural com discos tributo talvez porque uma minoria me agradou de verdade; acho que já vi muito mais discos bons de uma banda que decide gravar um disco de covers do que várias bandas interpretando o som de uma em um disco só. Aqui é meio diferente, em A Tribute to Metallica - Master of Puppets, são 8 bandas interpretando somente um disco do Metallica, o clássico Master of Puppets. Destaques: Ensiferum em Battery, Tankard em Damage Inc., Bullet For My Valentine em Welcome Home (Sanitarium) e o Trivium em uma estupenda versão da faixa que dá nome ao disco. Já as outras 4 bandas não me agradaram e infelizmente o Mastodon está entre elas; sua versão de Orion me pareceu muito despretensiosa e deveras mal produzida. O Afflicted assassinou Leper Messiah com um timbre de guitarra horrível. John Garcia em That Thing That Should Not Me e Chimaira com Disposable Heroes não foram um total decepção mas também não fizeram nada demais.


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Agora que já passaram-se alguns dias de sua morte já posso postar algo relacionado a isso sem que as pessoas pensem que é "coisa do momento" ou "oportunismo"; eu já havia me manifestado que não gostei nem um pouco de Blackstar, o último disco do cantor lançado dois dias antes de sua morte. Reescutei o álbum para traçar essas linhas com o pensamento de que o cara já sabia que iria morrer e que, como disse seu produtor Tony Visconti, queria fazer um álbum de despedida. Consegui compreender toda a melancolia que envolve as 6 faixas, mas continuei não gostando do disco como um todo. Faço exceção à faixa Lazarus, que ao ouvir a letra e assistir ao vídeo fica perceptível a mensagem que Bowie quis passar para quem gosta de sua música e é um troço simplesmente emocionante a partir do momento em que você se toca sobre todas as mensagens - já não tão - subliminares da letra, uma verdadeira carta de despedida. O resto do álbum definitivamente não me agradou pois soa meio caótico, desesperado, bagunçado (talvez fossem mais sinais...) e essa mistura de melancolia com caos sonoro não me agradou dessa vez. 
(não sei por qual motivo o link para o clipe original não podia ser postado)

FotorCreateda

Adeus, Black Sabbath!

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 15:36

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Texto publicado em 15/01/2016 em Riffs e Conversas
No próximo dia 20, na cidade de Ohama no Estado de Nebraska, na América, o Black Sabbath dará início ao fim.
Será o primeiro show da The End Tour, a despedida dos criadores do heavy metal dos palcos, dos álbuns, de tudo.
Sim, o gênero musical que nós tanto amamos só existe por causa desses caras: Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward (o último não fará parte da turnê). Não adianta alguns idiotas tentarem menosprezar o Sabbath dizendo que "ain, mas em 1960 e alguma coisa teve uma banda que já tocava pesado" ou "ainn, ocultismo na música não começou com Black Sabbath". Se você é um desses, você ainda não sacou que heavy metal não é apenas tocar com distorção e muito menos começar a falar sobre ocultismo ou com uma perspectiva mais obscura. O Black Sabbath criou e definiu conceitos, padrões e definitivamente fez nascer um gênero. Ozzy com seu vocal longe de qualquer técnica, mas completamente dentro da proposta musical, soa único em diversos aspectos, desde o timbre até a característica de seguir os riffs de Tony, passando por aqueles agudos memoráveis que ainda jovem conseguia alcançar; Tony Iommi, como já disse Scott Ian, do Anthrax, "criou todos os riffs do mundo, o que a gente faz são só variações do que ele já criou", camadas pesadas, timbre único e poderoso, quase assustador (Supertzar me dá medo e a intro de Falling Off the Edge of the World me faz temer o apocalipse); Geezer Butler escrevia a maioria das letras e ainda era capaz de criar hipnotizantes linhas de baixo gordas e pesadas; Bill Ward incorporava uma inesperada batida jazz e o swing das big bands no som pesado e tenso do Black Sabbath.
O primeiro disco, autointitulado, lançado em uma sexta-feira 13 de 1970 (nada mais justo para a invenção do heavy metal!) marcou sua própria história com os sinos da faixa-título e a letra de N.I.B. (basicamente Ozzy canta interpretando Satan); o segundo disco, Paranoid, é considerado por muitos o melhor, tem grandes clássicos, entre eles os maiores: Iron Man, War Pigs Paranoid.
Após serem acusados por grupos religiosos de satanistas (que grupo de heavy metal ou hard rock não passou por isso nos anos 70 e 80?), Geezer escreve a pancada After Forever, presente no terceiro álbum, Master of Reality (que, aliás, é a bíblia de qualquer fã de Stoner/Doom metal), onde faz uma verdadeira declaração de "não somos satanistas, pelo contrário, acreditamos em Deus e Ele é a salvação", o que muitos consideram como a primeira faixa de "metal cristão" já composta. O baixista é católico.
Vieram VOL. 4Sabbath Bloody SabbathSabotageTechnical Ecstasy e Never Say Die. Alguns são clássicos absolutos, outros nem tanto. Assim se findou a primeira década de existência da criadora e maior banda de heavy metal de todos os tempos com sua formação clássica e original. Entre 1980 e 1996 o Sabbath viveu uma feira com gente saindo e entrando a todo momento; foram mais 4 vocalistas depois de Ozzy (só os que gravaram discos oficiais), entre eles os lendários Ronnie James Dio, que também gravou álbuns históricos com a banda, Heaven and Hell e Mob Rules,  além de Dehumanizer, Glenn Hughes e Ian Gillan - que gravou um dos meus favoritos, Born Again. Tony Martin foi o que mais durou e gravou bons discos como Eternal Idol e Headless Cross.
Desde 1997, quando reuniu-se a formação original, só pudemos ver o Black Sabbath com Ozzy nos vocais. E desde a reunião de 2013, sem Bill Ward; que por problemas contratuais não retornou para o derradeiro álbum 13.
O Black Sabbath - e Ozzy Osbourne de maneira especial - foi muito importante para a minha "escola musical", pois foi a primeira banda pela qual eu me apaixonei de verdade.
Comecei a escutar heavy metal com Iron Maiden e aquilo me deixou completamente alucinado. Aquele mundo novo. Som novo. Visual novo. Era algo que eu não tinha contato. E eu fiquei vidrado no Iron Maiden por um bom tempo quando eu tinha cerca de 12 anos e ouvia minha fita K7 do Live After Death no meu walkman. Mas um tempo depois eu descobri a carreira solo do Ozzy Osbourne e por consequência o Black Sabbath. E foi pelo Black Sabbath que eu me apaixonei profundamente. Já deveria ter uns 13 anos pois foi quase na mesma época que a faixa Psycho Man começou a tocar nas rádios, em promoção do álbum ao vivo Reunion, de 1998. A partir daquele momento eu comprava qualquer revistinha chulé que tinha qualquer coisa do Ozzy e Sabbath, guardava graninha para comprar cds da banda - aliás, o primeiro cd que eu fui sozinho na loja comprar e tudo o mais, foi o próprio Reunion, em que paguei 38 reais numa segunda-feir, na única loja de cds que havia em Caieiras, depois de ganhar 40 reais do meu padrinho no domingo anterior. São memórias afetivas que eu desejo nunca esquecer. De qualquer maneira estão eternizadas aqui agora.
Eu tenho até hoje cada fala do Ozzy naquele disco decorada. Eu ouvia aqueles dois cds o dia inteiro. Era a minha banda preferida de todo o universo - mesmo que o meu universo naquela época (sem internet, ainda sem uma quantidade considerável de material impresso e meus amigos daquela época só ouviam metal extremo - costumo "brincar sério" que eu conheci a discografia completa de bandas como Cannibal Corpse e Benediction antes de conhecer por completo os discos mais clássicos de bandas do "bê-a-bá" como Deep Purple ou Led Zeppelin) era pequeno feito uma pulga comparado ao que eu conheço hoje em dia. E foi minha banda favorita durante muitos anos.
E pode ser que tenha deixado de ser minha banda favorita, ou melhor: uma vez favorita, sempre favorita; as outras é que vão se juntando à ela, que foi a primeira. Mas voltando... com o passar dos anos, outras bandas se tornaram essenciais na minha vida, mas eu tenho a certeza que muitas delas seriam completamente diferentes se não fossem Ozzy, Tony, Geezer e Bill terem se juntado no final dos anos 60 para inventar um novo tipo de rock.
Adeus e OBRIGADO, Black Sabbath! \m/
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Exmortus - resenha de "Ride Forth"

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 17:58

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Vindo da California, o Exmortus lança Ride Forth, seu quarto disco completo e aposta na mistura de sonoridade thrash metal com vocais inspirados na velha escola do death metal. Nessa mistura toda e com a inclusão de boas melodias e dobras de guitarra, a banda soa em alguns momentos como as bandas de death metal melódico europeias.
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Speed of the Strike e Relentless, a dupla que abre o álbum, pode te mostrar o parágrafo acima em forma de som. Os riffs cavalares de For the Horde estão entre os melhores do disco.
No decorrer do álbum, a audição vai ficando um pouco repetitiva, mas nada que chegue a comprometer a qualidade do trabalho em si. Algumas coisas saem um pouco do padrão comum, como a excelente Black Sails, em que o instrumental te leva a algum lugar após um caminho tortuoso.
Mas o grande destaque mesmo vai para a versão death metal prog de Appassionata, de Ludwig Van Beethoven, cujo vídeo você pode conferir abaixo:



Nota 6.5

Top 5 velharia: 5 sons que completam 20 anos em 2016

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 11:34

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Elas já são consideradas verdadeiros clássicos e fizeram parte de alguns momentos de nossas vidas. O mais estranho é se dar conta que lá se foram 20 anos desde que as ouvimos pela primeira vez! Sim meu amigo, estamos velhos!

Listei 5 sonzeiras que nem parecem, mas já vão completar 2 décadas nos próximos meses e o legal dessas listas é que podemos ter uma ideia de como estava a cena musical da época.

Dá uma conferida:

Deep Purple - Sometimes I Feel Like Screaming: Presente no 15º álbum de estúdio da banda – Purpendicular - Sometimes I Feel Like Screaming se tornou um clássico imediato por conta de seu belo instrumental melódico (com destaque para a performance guitarrística de Steve Morse, que havia acabado de entrar na banda) e interpretação intensa de Ian Gillan. A canção ganhou uma belíssima versão orquestrada em 2000.




The Wallflowers - One Headlight: A canção lançada no 2º álbum dos caras, intitulado Bringing Down the Horse, foi uma das mais tocadas do ano e apareceu em 58º posição na lista “100 Greatest Pop Songs of All Time" da revista gringa Rollling Stone, fazendo da banda do rebento de Bob Dylan – Jakob Dylan- uma das mais populares da época.






Metallica - Mama Said: Em novembro de 1996 o Metallica lançou Load, sexto (e polêmico) álbum que enfrentou forte crítica dos fãs mais conservadores por ter enveredado por um caminho mais voltado ao hard rock, diferente do som thrash que fazia anos antes. O maior destaque do álbum fica por conta da faixa Mama Said, que se tornou uma das mais conhecidas da banda. A composição de James Hetfield e Lars Ulrich apresenta claras influências de blues e country.




Rush - Test for Echo: Só em se falar de Rush já sabemos que se trata de um som clássico, afinal a banda é uma das mais importantes do rock. A sonzeira que traz instrumental preciso e se destaca pelo peso na guitarra e batera, além de um baixo bem presente e marcado, está presente no álbum de mesmo nome, 16º trabalho da banda.




Bush – Swallowed: Nem parece, mas a baladinha do bonitão Gavin Rossdale & cia presente no álbum Razorblade Suitcase, segundo trabalho da banda, está para completar 20 anos! O som que é marcado por guitarras melódicas e interpretação dramática é bem a cara dos saudosos anos 90.




O novo hard n' blues de Londres: The Temperance Movement

Posted by That Rock Music | Posted in , , | Posted on 14:12

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O The Temperance Movement chegou ao seu segundo disco, White Bear, agora em janeiro de 2016, quase três anos após seu debut homônimo de 2013, que mostra mais uma banda apostando na nostalgia da sonoridade psicodélica dos anos 60 e 70 e na mistura do blues com o hard rock. Prato cheio para quem gosta desse tipo de som e também parece quem gosta de southern rock, embora a banda seja de Londres, na Inglaterra.
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A banda foi formada em 2011 e hoje conta com o vocalista Phil Campbell, o guitarrista Paul Sayer, o baixista Nick Fyffe (que já tocou no Jamiroquai) e pelo baterista Damon Wilson, que trazem um som coeso e com cara de experiente; nada em White Bear soa como uma banda praticamente novata. A mistura de belas melodias vocais com a timbragem antiga e o blues fazem desse um disco gostoso de ouvir do início ao fim.
Three Bullets Get Yourself Free mostram a que a banda veio. A Pleasant Peace I Feel é uma balada que explora a psicodelia da banda enquanto Modern Massacre traz algo mais agressivo (sem sair do gênero praticado pelo grupo). Battle Lines é suingada e ótima, uma das melhores do trabalho. A faixa título não fica atrás e é uma das mais southern aqui presentes.
Destaque ainda para The Sun and Moon Roll Around Too Soon, uma das mais gostosas do disco, e pelo encerramento com a lindíssima balada I Hope I'm Not Losing My Mind.
É muito bom perceber que, em meio a um dos piores momentos da história do rock no mainstream, ainda há bandas como o The Temperance, ou o The Black Keys, o Blues Pills  ou o The Vintage Caravan honrando o passado sem soar datado e com cara de novidade.

8.0

O som da semana: Fleshgod Apocalypse, Witchcraft e Ignite

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 18:53

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Marcha Royale abre o caminho para a destruição que se segue pelas 11 faixas seguintes deste quarto disco lançado pelos italianos do Fleshgod Apocalypse, King,que praticam um death metal técnico (desculpe a redundância)/ sinfônico. In Aeternum é a perfeita faixa de abertura após a introdução; épica ao estilo do grupo e tem o andamento certo para ser marcante e fazer o ouvinte não querer parar mais até o fim. Logo após vem Healing Through War, a melhor do disco, com riffs thrash em meio aos pandemônicos arranjos de orquestra. The Fool acelera um pouco mais enquanto a excelente Cold as Perfection dá uma quebrada no ritmo. O disco ainda tem as ótimas SyphilisGravity e a porrada Mitra. Um ótimo lançamento desses caras que com menos de 10 anos de existência já conquistaram uma base sólida de fãs e uma discografia correta.

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Nucleus é o novo trampo do Witchcraft, banda sueca de hard/doom/stoner/psicodélico e qualquer outra coisa boa e similar que você queira nominar. Quinto trabalho dos caras, o segundo pela Nuclear Blast, o disco já abre com uma das melhores composições da banda, Malstroem, que tem quase 9 minutos, 3 deles dedicados à bela introdução que é seguida por vocais melódicos mas ao mesmo tempo melancólicos em uma base arrastada. Sensacional. A curtinha Theory of Consequense talvez seja um contraponto à primeira faixa pela duração e é igualmente boa. A quase dançante The Outcast, com diversas mudanças de clima, é outra que se destaca. A faixa-título é um épico de quase 15 minutos que é seguido pela carregada An Exorcism of Doubts. Aos que preferem os temas mais curtos e melódicos, a banda trouxe as ótimas To Transcend Bitterness Chasing Rainbows. Excelente.

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Após 10 anos, os californianos do Ignite soltam um novo disco, A War Against You, que mantém as características da banda: o hardcore melódico característico daquela região da América. O vocalista Zoli Téglás é um excelente compositor tanto liricamente quanto melodicamente, criando refrãos marcante durande todo o disco. Begin AgainNothing Can Stop MeThis Is a War e The Suffering são exemplos disso. O Ignite pode se orgulhar porque depois de fazer seus fãs esperarem 10 anos por um disco soltou um trabalho que de forma alguma não faz jus à sua discografia passada.


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