Regis Tadeu mudou minha vida duas vezes

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 22:23

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Carlos H. Silva

Apesar do título clichê e forçado, é a realidade.

Muito do meu gosto musical de hoje se deve a dois vídeos do melhor crítico musical do Brasil - e polêmico, extremamente sincero, Regis Tadeu. Um de 2008, outro de 2010.

Em 2008, Regis foi ao programa do Jô Soares falar sobre sua paixão pelo vinil. Foi uma entrevista muito divertida em que o Jô, fã do CD, provoca o entrevistado e o Sexteto o tempo todo. Na parte final da entrevista, Regis colocou alguns vinis na vitrola, um deles de Ella Fitzgerald e outro do Gentle Giant.
Foi nesse ponto que tudo mudou para mim.
Até aquele momento eu conhecia o rock progressivo “por cima”. Leia-se “eu conhecia Rush, Yes, Pink Floyd, Genesis, Supertramp, King Crimson, etc”. Na época o que eu mais ouvia era metal extremo e o rock progressivo era um universo que eu estava começando a explorar.

Aqueles primeiros segundos de “The Runaway”, do disco “In a Glass House”, que o Regis tocou no programa exerceram em mim uma influência que basicamente definiu o meu gosto musical de hoje.

A partir daquele exato momento – literalmente após a entrevista - eu mergulhei no rock progressivo e em todas as suas vertentes – do metal progressivo ao rock progressivo italiano, do neo-progressivo dos anos 80 à Cena de Canterbury, do avant-garde ao new prog, do psicodélico ao Djent. E obviamente isso tudo também me levou ao jazz e à música clássica, em menor escala.

Portanto, um divisor de águas na minha vida (mais clichê).





O segundo momento foi o vídeo que o crítico fez como um Guia Básico de por onde começar a ouvir a obra de Frank Zappa. No meu mergulho na música progressiva eu passei por Frank Zappa, é claro, mas eu confesso que de primeira e principalmente por não ter escolhido os álbuns certos para começar, eu não me dei bem. Porém, cerca de 2 anos depois, em 2010, ao assistir o vídeo abaixo eu segui as recomendações do Tio Regis e foi um tiro certeiro. Não só o Zappa se tornou um dos meus músicos favoritos como acabou sendo muito mais fácil gostar dos álbuns que não me tinham descido muito bem dois anos antes. E teve o fato de a musicalidade do Zappa ter me impressionado de tal maneira que meu gosto passou a ser muito mais “crítico” em relação às partes técnicas e a criatividade de todos os discos que eu ouvia a partir de então. Ter mergulhado e me apaixonado pela obra do Frank Zappa foi o grande responsável de hoje eu só gostar de ouvir música com fones de ouvido: é muito melhor para prestar atenção aos detalhes das canções.




Valeu, Régis Tadeu!


Ready an' Willing: 35 anos da boa sonzera do Whitesnake

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 09:25

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No último domingo um dos discos que mais aprecio do Whitesnake completou 35 primaveras. Ready an' Willing continua – mesmo depois de três décadas e meia – um álbum extremamente necessário àqueles que prezam por um bom instrumental e vocais fortes e intensos dos bons tempos de David Coverdale.


Mas mimimis à parte por conta da decadência vocalística de nosso lindáaaaaão, vamos aos fatos reais deste belo trampo: Ready an' Willing é o terceiro álbum de Coverdale à frente de seu Whitesnake e traz alguns dos bons nomes do rock por trás da sonzeira instrumental, citando nada mais, nada menos, do que a lenda Jon Lord nos teclados e Ian Paice na batera, nomes que assim como o próprio Coverdale, arregaçaram tudo e um pouco mais numa das melhores bandas dos anos 70, o Deep Purple.

O disco faz um bom passeio pelo hard rock e heavy metal, dando leves escapadelas pela deliciosa suavidade do blues, caso da deliciosa Love Man.


Ready an' Willing traz como destaques um dos melhores hits da banda, Fool For Your Loving, com instrumental cru e limpo, como apenas o bom rock and roll sabe ser, destacando toda a potencia vocal (in memorian) de Coverdale...

... Não podendo esquecer da purplezística She's a Woman, uma das melhores faixas do álbum, que destaca merecidamente o trabalho de Jon Lord ...


... E claro, a música que leva o título do álbum, Ready an' Willing, um delicioso e suingado hard rock com pitadas de blues.




1. Fool for Your Loving (Coverdale/Marsden/Moody) - 4:17
2. Sweet Talker (Coverdale/Marsden) - 3:37
3. Ready An' Willing (Coverdale/Lord/Moody/Murray/Paice) - 3:43
4. Carry Your Load (Coverdale) - 4:05
5. Blindman (Coverdale) - 5:08
6. Ain't Gonna Cry No More (Coverdale/Moody) - 5:51
7. Love Man (Coverdale) - 5:03
8. Black and Blue (Coverdale/Moody) - 4:05
9. She's a Woman (Coverdale/Marsden) - 4:08

• David Coverdale – vocal
• Micky Moody - guitarras
• Bernie Marsden – guitarras, vocal de apoio
• Jon Lord - teclados
• Neil Murray – baixo
• Ian Paice – bateria

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