Conheça a lenda por trás da banda Phantom’s Divine Comedy

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 09:07

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O Phantom’s Divine Comedy (ou apenas Phantom), é uma das bandas mais misteriosas que surgiram nos anos 70. O álbum dos caras, Phantom’s Divine Comedy Part 1 lançado em 1974, levantou diversos boatos e uma lenda foi criada em torno do então vocalista “Phantom”: muitos acreditavam se tratar de Jim Morrison, ex-intérprete do Doors, falecido em 1971.
Não se sabe muito a respeito da banda e as informações são bastante desencontradas, o que alimenta ainda mais o mistério, mas ao ouvir atentamente o disco fica evidente que não se trata de Morrison, apesar da semelhança no tom da voz do cantor.
Sobre o Phantom’s Divine Comedy, ou PDC (para encurtar), o que foi divulgado é que os caras eram da cidade de Detroit, Michigan (EUA) e foram descobertos por um empresário durante uma apresentação na lendária casa de shows Grande Ballroom. Na época, a banda era conhecida pelo nome de Walpurgis e contava com Ted Pearson (que também atendia por Tom Carson e posteriormente por Arthur Pendragon) nos vocais, guitarra e piano (nada de Jim Morrison!), James Rolland na batera, Harold Breadly no baixo e Russ Klatt no teclado. Em questão de alguns dias eles já estavam dentro do estúdio preparando seu primeiro álbum pela Capitol Records.
Espertos e ambiciosos como só os grandes produtores musicais sabem ser, ao perceber a semelhança entre as vozes de Pearson e do Rei Lagarto, logo trataram de espalhar o boato de que havia uma possibilidade de Morrison não ter morrido e ter gravado o álbum para seus fãs. Desta forma, os integrantes da banda tiveram seus nomes substituídos por letras na contracapa do disco e o vocalista passou a atender pelo nome de “Phantom” ou fantasma em português, como você pode conferir abaixo:


Sobrou até mesmo para os integrantes do Doors e durante uma entrevista ao programa USA Today, uma fã perguntou ao finado tecladista da banda, Ray Manzarek, se ele havia participado das gravações do álbum do PDC e o músico negou prontamente. “Não participei e o Phantom não é o Jim Morrison. Seu nome é Ted-alguma-coisa. Mas parece muito com Morrison, não é?”
Assim passaram-se 40 anos e durante todo este tempo tais rumores foram alimentados. Até hoje este assunto é discutido nos fóruns e muitos acreditam que Jim está vivo (ou pelo menos estava quando gravou o álbum do Phantom). Mas nota-se claramente que isso é uma mentira deslavada e desleal de empresários que visavam apenas garantir umas verdinhas.
O álbum em questão é bastante raro mas você encontra facilmente nos torrents e links da vida espalhados pelo maravilhoso mundo da internet. São nove faixas  que passeiam pelo psicodélico com toques sombrios e letras que abordam temas místicos, prato cheio para os adoradores do gênero (como esta que vos escreve).
Entre os grandes destaques do disco estão Tales From a Wizard (que de início lembra bastante o Doors), Calm Before the StormBlack Magic/White Magic  e  Welcome to Hell, evidenciando  bem o teclado e a guitarra, que aliás apresenta riffs bem engenhosos.


Eu aconselho a audição deste belo disco não só àqueles que curtem um som psicodélico setentista como também aos que ainda sustentam o rumor absurdo de que se trata de Jim Morrison. 


Postado originalmente em Cadê Meu Whiskey?

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