2015: Equipe do blog lista os melhores discos do ano

Posted by TRMB | Posted in , | Posted on 19:36

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Apesar deste ter sido o ano mais "parado" do Blog, certas coisas não mudam - e nem devem. A velha e famigerada lista de Melhores do Ano mostra que nossos ouvidos continuam atentos às novidades e também às coisas "de sempre". Sinto orgulho de ver essa lista e notar alguns discos que passam desinteressadamente pelos ouvidos de muitos críticos de música não passaram incólumes por aqui.

Uma percepção geral que tenho é que as pessoas gostam de ouvir somente os álbuns das bandas que já conhecem; não se atentam para "aquela banda nova" ou "aquela banda daquele gênero para o qual eu nunca dei bola" ou "aquela banda que eu não conheço e lançou aquele disco que todo mundo está falando mas eu não vou ouvir" ou simplesmente não buscam pela novidade. Por isso é sempre interessante acessar sites de fora e ver o que é que está rolando, de quem estão falando bem ou mal e ver até as listas desses caras, buscar esses discos e entender os porquês.  Por isso fico feliz ao notar que na lista de cada um de nós aqui do blog há pelo menos uma banda recém descoberta por aquele que se responsabilizou em colocar na lista dos melhores.

Aproveito para desejar a todos que chegaram até a esse post um excelente 2016, repleto de alegrias, saúde, paz e muito rock n' roll. Do lado de cá, tentaremos retornar com força total.

Vamos aos costumes.

Carlos H. Silva.

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Lista de João C. Martins:





Acid King - Middle of Nowhere, Center of Everywhere: Feito da maneira mais pesada e arrastada possível é a maneira que defino este disco do Acid King. Se a sua parada não for um bom e velho Doom, aconselho nem chegar perto desse disco, pois confesso que até eu demorei um pouco pra gostar dele. Apesar disso, o estilo vocal da Lori S, também guitarrista da banda retoma bastante àquelas minas dos anos 90 que bombaram nas paradas de sucesso. Bom disco, décimo lugar pra ele.



 

Kamchatka - Long Road Made of Gold: Este é um disco que em meados de 2015 estava entre os três primeiros da minha lista. Três suecos bluezeiros e rockeiros, que decidiram lançar um disco no melhor estilo ZZ Top, sendo possível encontrar nele belíssimos riffs de guitarra, solos incríveis, linhas de baixo muito bem executadas, isso tudo sem contar a charmosa canção Rain, que para mim foi o crucial para estarem na minha lista. Pena para eles que este ano foi repleto de coisa boa, caso contrário estariam no topo. 




Caspian - Dust and Disquiet: Entrou na minha lista assim como o Thomas Giles ano passado: não sei como nem porquê. Um puta de um instrumental absurdo, clássico e rockeiro. Pesado ao extremo e suave na mesma proporção. Toda vez que eu coloquei o disco para rodar, tive que ouvir no mínimo duas vezes de tão complexo que era. Confesso que ate este exato momento não entendi muita coisa, mas sei que foi um dos melhores desse ano. Separation No. 2, Ríoseco e Darkfield, são aquelas que você não pode deixar de fora da sua playlist de Réveillon.





Kylesa - Exhausting Fire: Mais uma vez Kylesa está na minha lista, claro que esse ano com uma importância maior que da última vez.Realmente foi necessário tirar o chapéu em 2015 para o que eles foram capazes de fazer. Deixaram de lado aquela chatice que faziam para se aprofundarem num mundo experimental, do qual espero que não saiam mais. O disco teve pedradas atrás de pedradas, todas num nível de construção animalesco. Falling e Lost and Confused comprovam isto que estou falando. Ah! Além disso, não deixe de conferir o cover de Paranoid que fizeram da maineira mais Doom possível.





Uncle Acid & The Deadbeats - The Night Creeper: Pelo visto, esse foi o ano do Doom! Riffs incríveis, apesar de um pouco cansativos devido a repetição, mas algo completamente plausível tendo em vista que o gênero pede isso. É uma banda que faz um rockão, clássico 4 por 4 e sem frescura, qualquer fã de Sleep se sentiria satisfeito ao ouvir o trampo que fizeram nesse álbum. Waiting for Blood, Inside e Slow Death são as minhas queridinhas.






Ghost - Meliora: Piadas infames sobre o nome do disco, "Por que o Ghost B.C. é uma bosta?", eu odeio o Ghost, bando de satanistas, blá blá blá e mais uma vez, o Ghost está na minha lista. É preciso deixar claro que, Meliora não causou o mesmo impacto que Opus Eponymous e Infestissumam, contudo os caras sabem fazer um típico Rock and Roll setentista e isso é o bastante pra me cativar, sejam eles desafinados, fracos, primários ou não. A linha de baixo de From the Pinnacle to the Pit, é a coisa mais simples que já ouvi na minha vida e ao mesmo tempo consegue se uma das coisas mais incríveis que já ouvi na minha vida! Dá pra aceitar isso? Pois bem, parabéns ao Ghost por insistirem com o Rock. Ouça o disco todo!





Naxatras - Naxatras: Uma banda da Grécia. Só por isso já mereceria algum lugar na lista. Só que, além disso, os caras detonaram absolutamente tudo! Foi incrível, ouvir um disco de mais de uma hora de duração e não querer pular nenhuma faixa. Muitas canções com pouquíssimas falas, mas todas com riffs, que decidi nomear de "Riffs Mediterrâneos", pois nunca tinha ouvido algo parecido. I am the Beyonder, Sun is Burning e Ent são as que me levam para outra dimensão.





Mutoid Man - Bleeder: Agora é pra falar sério. Esse foi o disco mais pesado que eu ouvi nesse ano. Impossível definir de que são feitos esses caras. Umas músicas nuns tempos ímpares, de 5 por sei lá quanto, além de que tudo feito da maneira mais pesada que você não pode imaginar. Claro que não se esperava algo diferente, sabendo que dois caras que tocaram no Converge iriam se juntar para um novo projeto. Mas, definitivamente, uma única palavra pode definir este disco: Incrível! Bridgeburner, Reptilian Soul e Dead Dreams, além do disco todo.





Baroness - Purple: Aos quarenta e oito do segundo tempo de 2015, Baroness decidiu lançar seu quarto álbum de estúdio, isso sem contar os dois primeiros EPs. Não podia ser diferente e tudo o que eu disser aqui parecerá obsoleto. O Baroness não erra! É uma banda formidável, absurda, incrível, sem palavras. Canções emocionantes até o talo e de um peso interminável. Enquanto algumas bandas lançam álbuns conceituais, o Baroness tem uma discografia conceitual. Chupa Brasil. Escute o álbum todo, mas deixe para estourar o volume quando chegar em Shock Me, Chlorine & Wine e Desperation Burns.





Clutch - Psychic Warfare: Tudo o que eu ouvi antes desse disco tinha potencial para ser o primeiro colocado. Tudo o que eu ouvi depois dele, eu até considerava a possibilidade de desbanca-lo, mas ninguém foi capaz de ultrapassar a única banda de Stoner viva desde o seu início, com a mesma formação e tudo mais. Claro que podem haver outras, mas o Clutch além de tudo é uma banda independente, lança o que quer, como quer, da forma que quer e sempre arregaça! Um disco monstruoso. Vale a pena do início ao fim. X-Ray Visions, A Quick Death in Texas e Son of Virginia, são pra escutar alto.



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Lista de Rose Gomes:








Richie Kotzen - Cannibals: A influência da black music sempre presente nos trabalhos de Kotzen se mostra muito mais forte desta vez, trazendo o soul e o  funk americano como os grandes destaques.  O baixo e  guitarra (tocadas pelo próprio músico) aparecem bem carregados de suingue, com cada faixa se mostrando surpreendentemente diferente uma da outra. É como se um produtor da Motown disesse: “Ok, vamos gravar um álbum de hard rock , mas do nosso jeito!” Disco escandalosamente gostoso do início ao fim!



Mumford & Sons – Wilder Mind: O álbum dos ingleses traz um rock alternativo, no melhor estilo indie, gênero que vem despontando a cada dia com mais bandas de excelente qualidade e um som mais inovador e atual. Pegada dramática, batida intensa, interpretação vigorosa; todos os elementos que me prendem em bandas deste estilo.



Muse – Drones: As  12 faixas do disco trazem o já prometido rock and roll que os integrantes haviam declarado que estaria mais presente do que nunca neste novo trabalho. Riffs empolgantes, belos solos de guitarra e baixo, e a sempre intensa e dramática interpretação de Matt Bellamy fazem de Drones um dos melhores álbuns de 2015 – e da banda também.




Lindemann - Skills in Pillso álbum do projeto Lindemann, feito em parceria com o multi-instrumentista sueco Peter Tägtgren (PAIN, Hypocrisy), traz 11 faixas inteiramente cantadas em inglês com letras recheadas da habitual malícia rammszística . O instrumental – assim como o vocal – é pesado e agressivo, remetendo na maioria das vezes ao som do Rammstein, e talvez aí more a graça do projeto, já que os fãs da banda alemã se encontram “órfãos”, mesmo que momentaneamente, de um som novo dos caras. Porradaria das boas do começo ao fim! 



Iron Maiden – The Book of Souls: As 11 faixas do álbum duplo se dividem entre claras influências do metal progressivo e do heavy setentista , transbordando técnica e peso em todas as suas variações. Nem mesmo o vocal de Bruce Dickinson – comprometido à época das gravações em decorrência de um câncer na língua – deixou a desejar, o vocalista perceptivelmente se entregou faixa a faixa nos trazendo um trabalho de excepcional qualidade. E se o vocal está arrasador, o instrumental, como sempre, manteve o alto padrão Maiden de qualidade, aquele que nos presenteia com riffs inteligentes e melodiosos, solos insanos e claro, os notórios e alucinantes dedilhados na linha de baixo matadora do mestre Steve Harris.



Duran Duran – Paper Gods: Muitas bandas tentam, mas poucas conseguem se reinventar sem perder a essência, o Duran Duran é um belo exemplo disso. Paper Gods é um álbum completamente atual e muito bem feito. Se nos anos 80 os ingleses agitavam a pista, nos dias de hoje continuam dando conta do recado. O disco é um trabalho delicioso com várias faixas dançantes e até baladinhas leves, ideal se para ouvir do começo ao fim.



Stereophonics – Keep the Village Alive: Recheado de influências que vão claramente do punk rock ao melhor estilo Sex Pistols, até o bom funk, Keep the Village Alive é um disco vigoroso, cheio de energia e ao mesmo tempo tranquilo, com composições otimistas e delicadas. Há quem diga que KTVA é um álbum mediano, mas  prefiro confiar no meu gosto que atesta ser um excelente registro.



The Winery Dogs – Hot Streak: A banda manteve a identidade e qualidade (indiscutível, diga-se de passagem), mas preferiu focar-se em algo claramente mais técnico, deixando evidente que se afastou de faixas mais marcantes, como no caso do primeiro álbum, lançado em 2013. Disco indicado para músicos que, digamos assim, queiram aprofundar mais seus conhecimentos, pois é uma senhora aula de boa música!



Coldplay – A Head Full of Dreams:  O Coldplay é aquela banda de extremos, ou se ama, ou se odeia, e na maioria das vezes seus trabalhos causam polêmicas discussões até mesmo entre os fãs mais fervorosos do grupo. Mesmo recheado de participações (algumas até bem pop), o álbum em momento algum cai por este lado, como muito ouvi por aí.  Há diversos elementos musicais que ainda fazem o Coldplay soar como uma banda de rock alternativo e demonstram que eles ainda mantêm a identidade.




Art Nation – Revolution: Tive uma grata surpresa ao ouvir há poucos dias o álbum da banda sueca Art Nation. Nem mesmo cheguei a fazer uma resenha sobre ele, o que foi um tremendo erro! Pra quem curte um bom “AOR de raiz” é um prato cheio! Instrumental limpo, honesto e pegada bem hard. Ponha pra tocar no carro e pegue a estrada!


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Lista de Carlos H. Silva:





Iron Maiden – The Book of Souls: Sobre esse disco do Iron Maiden ou escreve-se muito ou escreve-se pouco. Não dá para resumir nem para elogiar com comedimento. Basta apenas algumas afirmações: é o melhor disco desde Brave New World, tem a melhor produção desde o mesmo e tem potenciais novos clássicos: Speed of Light, The Book of Souls, The Red and the Black, If Eternity Should Fail Empire of the Clouds.



Nightwish – Endless Forms Most Beautiful: Que Floor Jansen caiu como uma luva no Nightwish não demorou muito para todos perceberem. Restava a dúvida de como seria um disco da banda com ela. O resultado foi o melhor possível. Particularmente já é o meu disco favorito da banda. Canções suaves como Élan e Edema Ruh transitam facilmente com pauladas como Weak Fantasy Yours Is An Empty Hope. Sem mencionar a épica e já clássica The Greatest Show On Earth.



Toto – XIV: O Toto é uma das melhores bandas de AOR de todos os tempos (da primeira leva de AOR mesmo, o yatch rock) e é impressionante como não perdem a classe. Temos aqui um disco que é um clássico do início ao fim. Com a elegância típica de Steve Lukather comandando tudo. Running Out of Time, Burn, Holy War, 21th Century Blues, Orphan, Unknown Soldier... Argh! Uma melhor que a outra!



Black Star Riders – The Killer Instinct: Eu simplesmente amei este disco novo do Thin Lizzy. Os caras foram respeitosos com Phil Lynott ao não usar o nome Thin Lizzy, mas é o Thin Lizzy e pronto. É uma bela homenagem. Os caras respeitam o legado e sonoridade da banda e construíram novos clássicos: a faixa-título não sai do meu playlist desde que o disco saiu. E é uma paulada atrás da outra: Bullet Blues, Finest Hour, Sex, Guns & Gasoline até a excelente You Little Liar. Que delícia de disco.



Symphony X – Underworld: Mais um ótimo registro do Symphony X, considerada uma das maiores bandas de prog metal do mundo. Particularmente gosto muito dessa fase que está o SX nos últimos álbuns. Soa mais agressivo e cada vez mais bruto, sem deixar a técnica de lado em momento algum. São músicos fantásticos e canções como NevermoreTo Hell and Back e In My Darkest Hour já estão entre as melhores da carreira.


Unreal City – Il Paese Del Tramonto: Este foi um ano forte para o mundo progressivo em todos os seus subgêneros, e eis que um dos melhores trabalhos veio da Itália, terra fértil do gênero, com esse quarteto que foi capaz de criar belas melodias que fazem jus às grandes bandas históricas de progressivo daquele país. Quando ouvi Oniromanzia pela primeira vez uma alegria apareceu de súbito por estar ouvindo algo tão belo. Lindas passagens instrumentais, músicos fantásticos e criatividade em alta.



Blackberry Smoke – Holding All The Roses: Que maravilhoso é o Southern/country rock desses caras. Fique parado ao ouvir Let Me Help You, Holding All the Roses, Living in the Song ou Rock n’ Roll Again. Não dá. Esse disco é um presente para nós.



Riverside – Love, Fear and the Time Machine: Como já escrevi, foi um ano especial para o rock progressivo e aqui está mais um dos meus destaques no gênero. Os poloneses do Riverside souberam fazer um disco complexo de prog e acessível ao mesmo tempo. As canções são cheias de feeling e passagens inspiradoras. Definitivamente uma banda elegante... ouça Caterpillar and the Barbed Wire.



Periphery - Juggernaut: Alpha & Omega: os americanos do Periphery já estão na lista de bandas favoritas de todo fã de prog e djent; sua música mistura a técnica e peso absurdos de bandas como Meshuggah com melodias que costumamos ouvir de bandas do metal moderno americano. Neste álbum duplo a banda não deixa a bola cair em momento algum; o disco não soa cansativo depois de 17 faixas e é um verdadeiro petardo para quem gosta de músicos excelentes.




Saxon - Batterimg Ram: Originalmente eu havia colocado o disco do Venom para fechar a lista, mas 2015 foi um ano com muitos discos muito bons e as coisas ficavam mudando na minha cabeça o tempo todo. Escutei esse disco do Saxon novamente há alguns dias e não pude deixa-lo de fora. O Saxon é uma das bandas mais tradicionais do gênero heavy metal (tradicional na música e na história) e uma das mais ativas também; estão lançando discos em uma média de a cada 2 anos e sempre com muita qualidade. Riffs certeiros, vocal direto e belas melodias. A faixa-título é uma das que mais ouvi no ano.

"Secret Garden", o ótimo retorno do Angra

Posted by TRMB | Posted in , | Posted on 13:27

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Passando pela sua terceira grande reformulação, agora com o italiano Fabio 'estan cansadinhos?' Lione (Rhapsody of Fire, Vision Divine) no vocal e com Bruno Valverde na bateria, o trio remanescente, Kiko Loureiro, Rafael Bittencourt (guitarras) e Felipe Andreoli, recolocou o nome da banda na cena do power/progressive metal com o lançamento de Secret Garden, que saiu primeiro no Japão em dezembro de 2014 e no resto do mundo em janeiro de 2015.
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Trata-se de um disco conceitual, contando a história de um cientista que perde sua esposa e seu trabalho e passa a questionar sua fé e seus conceitos após isso. Segundo o guitarrista Rafael Bittencourt, o fato de a banda ser formada por membros com diversas religiões (Rafael é umbandista, Fabio é católico, Bruno é protestante, Felipe é ateu e Kiko, segundo ele, "não tá nem aí") ajudou na composição desse lado mais espiritual das letras e nas fases que o personagem passa.
Musicalmente é o disco mais progressivo do Angra, já evidenciado logo na faixa de abertura Newborn Me, além dos singles Final Light e Storm of Emotions.
Uma outra novidade foi a presença constante de Rafael cantando. O guitarrista assume os refrãos da já citada Storm of Emotions, canta integralmente a progressiva Violet Sky e a pinkfloydiana Silent Call e divide com Doro Pesch os vocais em Crushing Room.
Há outra participação importante em Secret Garden: a holandesa Simone Simons (Epica) que canta sozinha a faixa título do álbum, uma emocionante semi-balada.
Ainda representando o lado progressivo - e maior - do disco, tem a excelente Upper Levels, que infelizmente não ganhou uma presença nos setlists da banda.
Do Angra mais power/speed metal tem as ótimas Black Hearted Soul e Perfect Symmetry que podem agradar em cheio os fãs de canções mais rápidas da banda.
Um ótimo retorno e certamente o melhor trabalho da banda em cerca de 10 anos. A atual formação tem tudo para amadurecer e retornar daqui um ano ou menos com um disco ainda mais forte e sólido - mesmo com a entrada de Kiko no Megadeth e sua substituição temporária por Marcelo Barbosa (Almah).
O disco foi produzido na Suécia por Jens Bogren e contou também com a participação de Bruno Sutter (Detonator) e Alirio Netto (Age of Artemis) em vocais de apoio.

Kid Rock: "First Kiss" foi um dos destaques do ano

Posted by TRMB | Posted in , | Posted on 14:49

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A carreira de Kid Rock é interessante. De um dos ícones do nu metal passou a integrar o time dos que praticam o Southern Rock. E First Kiss é um disco delicioso de ouvir do início ao fim. Para quem, como eu, adora aquela sonoridade southern, blues, country, que remete ao Sul da América é um prato cheio.
kid rock
As letras são um caso à parte. Boas histórias, divertidas, que te fazem mergulhar no clima da canção e querer escutar esse disco sentado em uma cadeira de balanço segurando uma espingarda na sua fazenda no Texas. A faixa-título, Good Times, Cheap Wine e Johnny Cash (dispensa comentários) mostram bem isso.
Impossível não destacar as excelentes Drinking Beer With Dad Best of Me.
Kid produziu o disco com o auxílio de Dan Huff em algumas faixas. Todos os instrumentos soam bem. Uma produção cristalina, nada fora do lugar e nada em cima de nada.
Excelente. Rock n' Roll agitante e relaxante ao mesmo tempo.


"Rock N' Roll" com o Buckcherry

Posted by TRMB | Posted in , | Posted on 10:03

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O título do álbum é simples, certeiro e reflete bem o som da banda: Rock n' Roll.
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Seguindo a velha tradição americana de bandas que fazem aquele rock n' roll mais potente, hard rock sem deixar o Rolling Stones de lado, os caras chegaram ao seu sétimo trabalho, produzido pelo próprio guitarrista Keith Nelson.
Bring It On Back abre o disco flertando um pouco com os anos 90, Tight Pants vem na sequência com sopros e festa garantida. A bela balada The Feeling Never Dies abre o caminho para as ótimas Cradle The Madness.
Rain's Falling mostra a versatilidade da banda em um arranjo mais blues, às vezes quase jazz. Pena que a voz de Josh Todd não combina muito com isso.
Sex Appeal Get With It encerram o disco de forma digna, são duas das melhores do trabalho.
Rock N' Roll ainda conta com as boas Wish To Carry On Wood.
Um bom disco que mostra que o Buckcherry é mais uma daquelas bandas certas na época errada...

Happy, Happy Helloween!

Posted by TRMB | Posted in , | Posted on 17:47

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De algumas bandas os fãs pedem, solicitam, demandam, exigem inovações, novidades, novas sonoridades, experimentações. De outras, espera-se que fique tudo onde e como estava. AC/DC, Motörhead e Lynyrd Skynyrd estão entre essas. E assim é o Helloween também.
Precursor do metal melódico, apelidado carinhosamente de "happy metal", por ser sempre algo "pra cima", a banda chega à simbólica marca de 15 discos lançados com My God-Given Right, décimo com a voz do carismático Andi Deris, marcando a volta da banda à gravadora Nuclear Blast.
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Todos os clichês (que nós, fãs, amamos) estão lá: bumbos velozes, guitarras dobradas, solos bem feitos, refrãos empolgantes, baixo pulsante; faixas como Battle's WonStay Crazy e a divertida Lost in America com certeza caíram no gosto dos fãs.
Destaco ainda a faixa de abertura Heroes, que é mais cadenciada, e a última, You, Still of War, mais épica com quase 8 minutos.
Do material bônus, Free World é excelente e merecia estar entre as escolhidas para o disco principal.
Happy, Happy Helloween.

Retrospectiva 2015 – “Blaster”, de Scott Weiland And The Wildabouts

Posted by TRMB | Posted in , | Posted on 19:31

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Não, não é porque Scott Weiland morreu que esse disco está aqui.
Carlos H. Silva
Lançado ao fim de março, "Blaster" é um puta disco delicioso de ouvir, rock básico, festeiro e nostálgico no ouvido. Que o diga as fantásticas ModzillaWay She Moves e Hotel Rio, a trinca que abre o álbum e mantem o clima em festa para o restante dos pouco mais de 45 minutos.
James Iha (Smashing Pumpkins) participa na ótima Blue Eyes, um dos melhores refrãos do disco.
O baixista Tommy Black e o guitarrista Jeremy Brown completam o time ao lado dos bateristas Danny Thompson e Mike Avenaim, que se revezaram na bateria.
Ninguém sabia, mas podemos dizer que o último trabalho feito por Scott Weiland foi sim um dos grandes lançamentos de 2015; afinal, tente escutar pérolas como Beach Pop 20th Century Boy e ficar parado...

Excelente.
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R.I.P.

Retrospectiva 2015 - Marilyn Manson com "The Pale Emperor"

Posted by TRMB | Posted in , | Posted on 19:21

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Logo teremos as listas de melhores de 2015 postadas neste blog, e paralelamente a isso fiz uma lista com bons trabalhos  que não entraram na minha lista particular (mas que podem ter entrado na lista dos outros membros do blog).

Carlos H. Silva

E para começar:

Uma das mais agradáveis surpresas de 2015: o trabalho lançado por Marilyn Manson.



Em The Pale Emperor, lançado em 15 de janeiro, produzido pelo próprio e por Tyler Bates, o músico apresenta um disco completamente diferente do que todos estão acostumados: influências de blues, rock e psicodelia dos anos 60/70, além de estar mais próximo do hard rock do que do heavy metal. Manson já citou que Muddy Waters, Rolling Stones e The Doors foram grandes inspirações para este trabalho.
Aliás, sobre essa última, basta ouvir as excelentes Third Day of A Seven Day Binge e The Mephistopheles of Los Angeles para sacar a “porção Jim Morrison” do disco.
The Devil Beneath my Feet, Cupid Carries a Gun juntamente com as ótimasKilling Strangers, que tem um clima de melancolia e se assemelha mais aos discos anteriores do cara, e Deep Six, roqueira com climão de rock alternativo, são os demais destaques desse grande trabalho de Manson.
O próprio produtor Tyler Bates assumiu as guitarras e baixo do disco, dividindo os teclados com Marilyn, restando a bateria com Gil Sharone.

Capital Inicial lança novo Acústico gravado em Nova York

Posted by That Rock Music | Posted in | Posted on 12:23

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15 anos após o lançamento de Acústico MTV, o estrondoso sucesso que trouxe o Capital Inicial do segundo escalão do rock nacional para ser o líder da turma hoje em dia, os brasilienses resolveram fazer o seu “volume 2” – sem o selo MTV – para comemorar os últimos 15 anos de sucesso da banda.

A desculpa oficial é que a banda possui poucos registros ao vivo com a formação “clássica” (leia-se qualquer uma que tenha o vocalista Dinho Ouro Preto, o baixista Flávio Lemos e o baterista Fê Lemos) e que os últimos dois discos ao vivo foram registrados de forma elétrica em grandes shows para grandes plateias (Multishow Ao Vivo em Brasília, de 2008 e Rock in Rio 2011, lançado em 2013).

Para isso a banda ousou: decidiu gravar o seu novo Acústico em Nova York na casa de shows chamada Terminal 5, para uma plateia de muitos brasileiros entre 1500 pessoas.



Por razões óbvias, nenhuma canção do primeiro acústico foi regravada aqui e apenas uma única faixa anterior ao ano de 2002 foi tocada: Belos e Malditos, de 1989, com participação de Seu Jorge.

O carioca, aliás, deu a cara em outras duas faixas: o primeiro single, Vai e Vem, inédita, meio sem sal, mas que funciona para o rádio e também na clássica À Sua Maneira.
Outro que pintou no show de gravação foi Lenine, que participou positivamente em Não Olhe Pra Trás e  no cover da Legião Urbana Tempo Perdido (não poderia faltar uma canção da Legião, não é mesmo?!).

E por falar em cover, a banda tocou também Me Encontra, do Charlie Brown Jr., talvez aproveitando a participação especial do guitarrista Thiago Castanho, que gravou todo o disco com a banda e também fará a turnê. Aliás, a participação especial de Thiago foi positiva e o cara cumpriu bem o posto de “violão hero” nesse Acústico NYC, liderando uma grande quantidade de passagens durante todo o show; aliás, os violões foram bem representados: além de Castanho, há ainda Yves Passarell, o guitarrista da banda, Fabiano Carelli, que já é sideman do Capital há anos e o próprio produtor Liminha também acompanhou a banda no instrumento.

O restante do repertório foi formado por grandes sucessos da última década e meia dos caras: Quatro Vezes Você, Melhor do Que Ontem, Depois da Meia Noite, Como Devia Estar, Olhos Vermelhos, Mais em um arranjo diferenciado, além de outras como Ressurreição, O Cristo Redentor e Vamos Comemorar.


Ao todo são 23 faixas (9 a mais que o primeiro acústico), sendo 3 inéditas – além de Vai e Vem, tem A Mina, que é uma boa canção mas dá a impressão de que elétrica vai soar ainda melhor, e Doce e Amargo, que apesar de bons efeitos não tem nada de especial e não se destaca.

O álbum foi lançado em CD simples, DVD e um BOX com o DVD, 2 CD's e mais diversos brindes como fotos e até um bilhete de metrô de Nova York.

A banda liberou no YouTube seis canções do DVD:

Duran Duran: reiventando a new wave com Paper Gods

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 09:14

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Muitas bandas tentam, mas poucas conseguem se reinventar sem perder a essência e o Duran Duran é um belo exemplo disso. Com quase 40 anos de existência, um dos grandes nomes da new wave oitentista acaba de lançar um álbum completamente atual e bem feito.

Se nos anos 80 os ingleses agitavam a pista, nos dias de hoje continuam dando conta do recado, ao menos é essa a impressão que Paper Gods, o mais recente álbum dos moços me passou. Recheado de participações especiais, entre elas Janelle Monáe, John Frusciante (ex-RHCP) e até mesmo a garota-problema Lindsay Lohan, o disco é um trabalho delicioso com várias faixas dançantes a até baladinhas leves, ideal se pra ouvir do começo ao fim.

Paper Gods, Last Night in The City, You Kill Me With Silence, Pressure Off, Danceophobia e What are The Chances garantem bons momentos. Já as faixas Planet Roaring, Valentine Stones e Northen Lights (presentes na versão deluxe), poderiam figurar numa boa na versão simples.


Paper Gods (2015)


1."Paper Gods" (featuring Mr Hudson)


2."Last Night in the City" (featuring Kiesza)


3."You Kill Me with Silence"  


4."Pressure Off" (featuring Janelle Monáe and Nile Rodgers)


5."Face for Today"  


6."Danceophobia" (featuring Lindsay Lohan)


7."What Are the Chances?" (featuring John Frusciante)


8."Sunset Garage"  


9."Change the Skyline" (featuring Jonas Bjerre)


10."Butterfly Girl"  


11."Only in Dreams"  


12."The Universe Alone"  









Yesterday: 50 anos e 5 versões inusitadas para o clássico dos Beatles

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 10:35

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Hoje a canção Yesterday, grande sucesso dos Beatles, completa meio século. Composta por Paul McCartney após o músico ter “sonhado” com sua melodia, Yesterday continua reinando absoluta entre os maiores clássicos do rock.

Lançada no álbum Help! de 1965, Yesterday é a música com mais versões da história, segundo o Guinness Book.


Separei as versões mais inusitadas para celebrar os 50 anos deste grande clássico. Dá um confere:

Versão Punk


Versão Reggae



Versão Metal



Versão Bossa Nova



Versão Soul


Ghost: Meliora consolida a carreira da banda

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 19:55

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A maior sensação – por que não? – do metal dos últimos anos passou com sucesso em dois grandes testes: o do primeiro e o do segundo álbum. Alguns dizem que a pressão do segundo é ainda maior que a do debut. Isso não sei dizer. Mas depois de dois discos bem-sucedidos, o Ghost pode afirmar que já possui uma carreira estabilizada, uma base de fãs conquistada (e contando...) e um estilo musical e visual que chama a atenção daqueles que não os conhecem. Além, é claro, do mistério de "ninguém" saber quem são os cinco membros da banda, que se apresentam usando máscaras.

Meliora, que já vem gerando piadas infames (do tipo “o Ghost meliora a cada álbum”), significa algo como a “busca por algo melhor”, mostra uma banda que realmente sabe buscar o melhor de si dentro de seu gênero, comumente chamado de “occult rock” ou “occult metal”.

A fantástica capa foi baseada no filme “Metropolis”, de Fritz Lang, e sabe traduzir em imagem o sombrio e melódico som dos suecos.



Cirice foi a primeira canção a ser mostrada, e seus mais de 6 minutos destacam-se pela levada quebrada e o magnífico solo de guitarra. Majesty é definitivamente a melhor faixa. Um riff simples e arrepiante, acompanhado de teclados muito bem encaixados, uma levada lenta e cavalgada, melodias vocais de extremo bom gosto desembocam em um dos melhores refrãos do disco.

Absolution é outra que se destaca, uma faixa que vai crescendo e termina no ápice com um refrão melódico. Aliás, quando fala-se em Ghost, é impossível não mencionar a qualidade do vocalista Papa Emeritus (agora III) em encaixar belas melodias vocais. From the Pinnacle to the Pit e Deus in Absentia mostram bem isso.

Duas outras faixas merecem uma atenção especial: He Is, uma espécie de semi-balada conduzida por teclados e com ótimas guitarras gêmeas, e Mummy Dust,  a mais pesada e obscura.

Se existe um teste do terceiro álbum, o Ghost passou com sobras.


Nota 8.5

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