AC/DC e a grata surpresa de Rock Or Bust

Posted by Rose Gomes | Posted in , | Posted on 09:32

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     Já tem um certo tempo que perdi a empolgação com o AC/DC. De uns anos pra cá me parecia que escutar apenas uma música da banda já soava como ouvir um álbum completo, tamanha semelhança como as faixas se apresentavam aos meus ouvidos. Confesso que fiquei um tanto receosa com o novo trabalho dos caras, mas eu tinha que ouvir a Angus Young e cia, mesmo que fosse para ter a mesma impressão que tive no último disco (Black Ice, 2008). Claro que eu levaria em conta a fase difícil pela qual a banda passou durante as gravações do álbum com o diagnóstico de demência do guitarrista Malcom Young que foi obrigado a se afastar - sendo este o primeiro registro da banda sem sua presença - e alguns problemas legais e tóxicos trazidos pelo batera “vida loka” Phil Rudd. Levando em conta que o AC/DC é uma grande banda com anos de estrada e um trabalho instrumental de primeira, apertei o play do 16º trabalho dos caras, Rock Or Bust, e me surpreendi (positivamente) do início ao fim!

Neste trampo, a pegada hard pesadona remete aos bons tempos da banda e o som aparece mais definido do que nunca; a presença dos riffs lendários de Angus Young, as viradas potentes do problemático Rudd e os vocais esgarniçados do veterano (e vigoroso) Brian Johnson, deixam o álbum numa frequência bem interessante.

Rock Or Bust começa com a faixa-título e segue com o som hard robusto característico da banda e muito bem trabalhado nas faixas Play Ball, Miss Adventure, Rock the House e Sweet Candy, alternando a momentos mais calmos mas não menos vibrantes como nas faixas Dogs of War, Got Some Rock Roll Thunder, Hard Times e Emission Control, num hard rock com leves pitadas de blues. Fica quase impossível definir as faixas de maior destaque entre as onze que compõe o disco: todas são essenciais. 





Rock Or Bust pode não agradar tanto aos fãs mais exigentes, mas levando-se em conta os problemas que o AC/DC enfrentou nos últimos meses e a mesmice do último trabalho, definitivamente é um grande disco! Grata surpresa neste ano que achei que já havia acabado em termos de bons lançamentos.


Line up:

Brian Johnson (vocais)
Angus Young (guitarra)
Stevie Young (guitarra)
Cliff Williams (baixo)
Phil Rudd (batera)


Rock Or Bust (2014)- tracklist:

01. Rock Or Bust
02. Play Ball
03. Rock The Blues Away
04. Miss Adventure
05. Dogs Of War
06. Got Some Rock & Roll Thunder
07. Hard Times
08. Baptism By Fire
09. Rock The House
10. Sweet Candy
11. Emission Control


8,5


Postado originalmente no blog Cad~e Meu Whiskey?

Linkin Park: 'The Hunting Party' traz a velha banda de volta

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 11:38

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Carlos H. Silva

O Linkin Park ainda é um dos gigantes do rock ‘moderno’, uma das bandas que ainda faz turnês em grandes arenas pelo mundo e conseguiu se manter no topo mesmo com as grandes mídias musicais terem sido dominadas por qualquer outra coisa que não o rock na última década.

Hybrid Theory (2000) e Meteora (2003), seus primeiros álbuns, aliavam a qualidade das composições com o sucesso comercial e fez a banda torna-se o que é hoje. Os trabalhos seguintes, Minutes to Midnight (2007), A Thousand Suns (2010) e Living Things (2012), não me agradaram e talvez por isso eu tenha me empolgado tanto com The Hunting Party (2014) , o novo disco de Chester Bennington, Mike Shinoda e cia, quando o escutei pela primeira vez. Parece que estou ouvindo o sucessor natural dos dois primeiros álbuns.



Riffs empolgantes, refrãos acima da média (e radiofônicos) e o lado eletrônico deixado em segundo plano, sendo usado mais como um complemento especial do que como destaque absoluto. Isso fica claro em canções como Guilty of the Same, um dos novos clássicos instantâneos.

O álbum é repleto de convidados especiais: o guitarrista Tom Morello marca presença na melancólica e instrumental Drawbar; Page Hamilton (Helmet) participa da empolgante All for Nothing e Daron Malakian (System of a Down) participa de outra que já nasceu clássica, o single Rebellion, que tem um dos melhores refrãos de todo o disco. Há ainda o rapper Rakim na já citada Guilty of the Same.

A trinca War, Wastelands e Until It’s Gone no miolo do trabalho formam um dos melhores momentos da audição de The Hunting Party. A primeira é um hardcore com Chester se esgoelando, a segunda é um hit pronto que gruda na mente desde a primeira ouvida e a terceira poderia fazer parte do tracklist de Hybrid Theory sem fazer feio. A bela Final Masquerade também faz parte dessa turma que lembra os “velhos tempos”.

Keys to the Kingdom acaba sendo a mais fraca e é justamente a faixa de abertura. As boas Lines in the Sand, Mark the Graves e a instrumental The Summoning completam o tracklist do ótimo The Hunting Party.


Com esse disco, o Linkin Park continua representando o rock mais “moderno” e “atual” no mainstream com uma qualidade grande.

Banda:

Chester Bennington - Vocais
Rob Bourdon - Bateria
Brad Delson - Guitarra
Dave Farrell - Baixo
Joe Hahn - Programação e Samplers
Mke Shinoda - Vocais, guitarras e teclados

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