Hurtsmile: Retrogrenade - hard rock de alta qualidade

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 18:47

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Carlos H. Silva

Após uma estreia sem alardes em 2011 com um álbum autointitulado, o Hurtsmile solta em 2014 seu segundo disco, Retrogrenade. Para quem ainda não conhece a banda, trata-se de um projeto paralelo do vocalista Gary Cherone (Extreme, ex-Van Halen) junto com seu irmão Mark Cherone na guitarra, Joe Pessia no baixo e Dana Spellman na bateria.

O som é o velho e bom hard rock praticado por Cherone nas suas outras bandas, e Retrogrenade mostra o vocalista bebendo na sua própria fonte: algumas canções soam como o próprio Extreme e outras lembram coisas do Van Halen (não necessariamente de sua época).



A primeira canção, Rock n’ Roll Cliche, segundo o próprio vocalista é uma sobra de seus tempos de Van Halen e, olha, bate de frente com qualquer coisa que os irmãos VH tenham lançado de 1998 até aqui. Com riffs empolgantes e um vocal Dave Lee Rothístico (no estilo, não no tom) é a melhor faixa. Dá para ouvir clicando aqui.

Big Government com uma levada hipnotizante e uma letra muito boa, é o outro grande destaque do álbum, onde Cherone versa sobre como quanto maior o Estado fica, menor o Indivíduo fica, talvez até mostrando uma mensagem mais libertária ou liberal/conservadora de sua parte - ideologias à parte, é uma baita música (o lyric video está logo abaixo); Anymore (Don’t Want My Love), Wonder What, Walk Away e Pump It Up representam bem o lado mais hard rock e sujo do disco, mostrando Gary Cherone em ótima fase, sempre com seu tom esganiçado.


Há alguns momentos que soam como tentativas-de-uma-nova-More-Than-Words, o eterno hit-mór do Extreme, como a bela Melody for You e Sing a Song (My Mia), ambas com potencial radiofônico. Se a banda contasse com o apoio de uma grande gravadora, quem sabe?

Ainda há espaço para alguns pop-rocks bem interessantes como Hello I Must Be Going com um belo solo rock n’ roll, e I Still Do.


Bom trabalho, Cherone & banda! Ótimos riffs, ótima cozinha e quanto aos vocais de Gary: quem odeia seu tom de pato rouco em tom alto, pode passar longe, já quem se amarra no vocal do cara, como eu, aproveite o álbum todo.


Ouça “Let Me In Your Heart Again”, novo som do Queen

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 09:31

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Let Me In Your Heart Again  faz parte da nova campanha da Coca-Cola e  (RED) no combate à AIDS e  estará presente na coletânea 'Queen Forever',  que tem lançamento previsto para semana que vem.

Confira:



How to Dismantle an Atomic Bomb acreditem, já tem dez anos!

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 09:18

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E o How to Dismantle an Atomic Bomb, quem diria já está completando uma década de vida! Parece que foi ontem. O décimo-primeiro álbum de uma das bandas mais populares, amadas e odiadas do mundo, o U2, chegaria em novembro de 2004, após quatro anos do lançamento de All That You Can't Leave Behind, disco que rendeu uma celebrada turnê que por sua vez nos presenteou com ótimos DVDs, mas ao mesmo tempo, deixou os fãs tupiniquins com um grande nó na garganta tamanha frustração por não ter passado por terras brasileiras com seu espetáculo musical. Talvez por isso HTDAAB tenha chegado de maneira tão forte na lembrança desta que vos escreve, que sentia uma amargura quase que de uma órfã à espera de seu pai. Exagero? Nem tanto, coisa de fã apaixonada.

A produção do álbum ficou a cargo do já experiente produtor inglês e amigo de longa data dos caras, Steve Lillywhite, que trabalhou com a banda em seus mais importantes álbuns (a trilogia Boy, October, War, além de Joshua Tree e Achtung Baby) e conhece de longe todo o processo de criação u2niano.

As onze faixas que compõem a versão oficial (e doze na versão oriental) trazem um U2 mais carregado nos riffs e com boa combinação na cozinha, caso de Vertigo - primeiro single do álbum que tornou-se sucesso imediato - Love and Peace or Else, City of Blinding Lights e All Because of You. Não por acaso o vocalista Bono declarou à época do lançamento, que HTDAAB seria o primeiro trabalho mais Rock and Roll da banda irlandesa. “Levamos 20 anos, ou seja o que for, mas este é o nosso primeiro álbum de rock."

Uma forte característica que marca a trajetória do grupo é a maneira como Bono & Cia cantam o amor em todas as suas formas, coisa que podemos captar facilmente nas faixas Miracle Drug, A Man and a Woman (destaque para o baixo preciso de Mr. Adam Clayton), Love and Peace or Else (com a bateria agressiva de Larry Mullen) e a belíssima Original of the Species, que de acordo com o cantor, foi fortemente influenciada por composições de John Lennon.

Fechando o álbum a encantadora Yahweh vem com um quê de religião, outra marca registrada nas composições da banda, que sempre trata de assuntos mais politizados e suas crenças. Um ano e meio após o lançamento do álbum, The Edge e seus comparsas presenteariam seus apaixonados fãs brasileiros com duas apresentações históricas no Morumbi, em São Paulo, desfazendo o nó na garganta e aquela sensação ruim de que seria impossível vê-los por aqui novamente.


Impossível não se emocionar ao ouvir cada riff deste belo trabalho que remete à momentos únicos vividos com grande intensidade.


How to Dismantle and Atomic Bomb (2004)
                        Island /Interscope

1.     "Vertigo"   
        
2.     "Miracle Drug"   

3.     "Sometimes You Can't Make It on Your Own"   
     
4.     "Love and Peace or Else"    

5.     "City of Blinding Lights"    
   
6.     "All Because of You"  
 
7.     "A Man and a Woman"    
   
8.     "Crumbs from Your Table"   

9.     "One Step Closer"      

10.    "Original of the Species"     

11.    "Yahweh"  


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