Grammy 2014: Sabbath, Dream Theater, Volbeat e Anthrax entre os indicados

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 10:12

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Ontem foi liberada a lista dos indicados ao Grammy 2014, a maior premiação da música hoje em dia - não que isso tenha alguma importância para quem entende, porque música boa não é sinônimo de popularidade e o que o Grammy faz há algum tempo é seguir a onda. Mas ainda assim há premiações voltadas ao rock e ao metal (que geralmente nem são transmitidas na premiação ao vivo, mas que algumas vezes fazem justiça). Veja:


Melhor disco de rock de 2013:


13 — Black Sabbath
The Next Day — David Bowie
Mechanical Bull — Kings Of Leon
Celebration Day — Led Zeppelin
...Like Clockwork — Queens Of The Stone Age
Psychedelic Pill — Neil Young With Crazy Horse

Melhor performance de rock:


Always Alright — Alabama Shakes
The Stars (Are Out Tonight) — David Bowie
Radioactive — Imagine Dragons
Kashmir — Led Zeppelin
My God Is the Sun — Queens Of The Stone Age
I'm Shakin' — Jack White

Melhor performance de metal:


T.N.T. — Anthrax

God Is Dead? — Black Sabbath
The Enemy Inside — Dream Theater
In Due Time — Killswitch Engage
Room 24 — Volbeat Featuring King Diamond


Melhor canção de rock:


Ain't Messin 'Round — Gary Clark Jr., compositor (Gary Clark Jr.)

Cut Me Some Slack — Dave Grohl, Paul McCartney, Krist Novoselic & Pat Smear, compositores (Paul McCartney, Dave Grohl, Krist Novoselic, Pat Smear)
Doom And Gloom — Mick Jagger & Keith Richards, compositores (the Rolling Stones)
God Is Dead? — Geezer Butler, Tony Iommi & Ozzy Osbourne, compositores (Black Sabbath)
Panic Station — Matthew Bellamy, compositor (Muse)

Melhor disco de música alternativa:


The Worse Things Get, The Harder I Fight, The Harder I Fight, The More I Love You — Neko Case
Trouble Will Find Me — The National
Hesitation Marks — Nine Inch Nails
Lonerism — Tame Impala
Modern Vampires Of The City — Vampire Weekend

Melhor disco de rock e rock alternativo latino:


El Objeto Antes Llamado Disco - Café Tacvba
Ojo Por Ojo - El Tri
Chances - Illya Kuryaki And The Valderramas
Treinta Días - La Santa Cecilia
Repeat After Me - Los Amigos Invisibles

A lista completa com todos os gêneros você clicando aqui.





Melhores do ano: equipe lista os melhores discos lançados em 2013

Posted by TRMB | Posted in , | Posted on 09:58

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Chegamos finalmente ao primeiro Melhores do Ano do That Rock Music! Como será costume a partir de agora, em toda primeira semana de dezembro será postada a lista dos melhores lançamentos do ano na visão (ou audição) dos nossos editores e colunistas. Por se tratar de uma lista de "melhores", não será feito nenhum top, você conhecerá um pouco mais do gosto musical dos nossos editores lendo sobre os 10 discos que cada um elegeu como os melhores do ano - além das já clássicas menções honrosas.

Vamos lá...



--->>> Carlos H. Silva (Editor e Colunista)


#1 - "The Raven That Refused to Sing" - Steven Wilson


Há uma imagem compartilhada pela galera progger no Facebook que tem a capa de In the Court of the Crimson King do King Crimson com o título de "primeira obra-prima", e depois a capa de The Raven That Refused to Sing, de Steven Wilson com o título de "a mais recente obra-prima". Isso resume bem o porque este álbum figura no topo da minha lista, é um novo clássico do Rock Progressivo, são 6 longas faixas dotadas de uma beleza e complexidade típica do estilo, aliada ao ótimo senso de melodia de Steven. Um disco acima de tudo bonito. Perfeito. Nota 10. O único nota 10 desta lista. Não tenho mais o que falar sobre a não ser indicar a quem gosta do estilo ouvir.
Ouça: Luminol





#2 - "Dream Theater" - Dream Theater


Praticamente um disco de autoafirmação da nova composição do grupo, agora com Mike Mangini participando de todo o processo criativo, Dream Theater provavelmente tem esse nome por ter toda a essência da banda: o peso está aqui, as melodias estão aqui, o progressivo está aqui, o metal está aqui, as influências hard e pop rock estão aqui, a técnica absurda está aqui, tudo o que a banda significa está aqui. A banda soa incrível, está numa fase incrível e transparece uma garra enorme. Discaço!
Ouça: The Enemy Inside, The Looking Glass e The Illumination Theory





#3 - "Revocation" - Revocation


Fiquei até surpreso de não notar o álbum do Revocation na lista de melhores do ano em blogs e sites por aí, o som dos caras é um thrash/death metal técnico de primeira linha, um dos melhores do gênero e o álbum é pedrada após pedrada, são riffs insanos, viradas infernais de bateria, e o disco empolga da primeira à última faixa. Destaco Spastic e Scattering the Flock. Para mim já é um clássico do metal extremo técnico.
Ouça: Scattering the Flock







#4 - "The Underground Resistance" - Darkthrone


Eu adoro o resultado da transformação do Darkthrone. De uma das principais bandas de black metal da polêmica cena norueguesa dos anos 90, passou a lançar álbuns com influências grandes do speed metal oitentista, punk, thrash, doom e heavy metal tradicional. E tudo sujo e pesado conforme manda o black metal. São 40 minutos de riffs simples e diretos e uma viagem ao tempo; como não se recordar das bandas oitentistas ao ouvir Valkyrie? ou como não viajar nos 13 minutos de Leave no Cross Unturned? Da minha lista foi um dos primeiros a ser lançado (fevereiro/13) e permaneceu no top 10 desde o início. Simplesmente empolgante. Darkthrone rules.
Ouça: Dead Early




#5 - "Infestissumam" - Ghost

O Ghost já entrou para aquela turma do "ame" ou "odeie", né, não tem jeito. Os caras são bons e passaram com glórias pelo teste do segundo álbum. Aliás, Infestissumam é até melhor que o debut. Aquela velha mistura de heavy metal com Blue Oyster Cult e "occult rock" funciona bem e o lado teatral é interessante também. Muita canção boa, mas Monstrance Clock é uma das melhores músicas lançadas no ano. Um verdadeiro hino infernal. A canção e o disco. #TeamGhost
Ouça: Monstrance Clock







#6 - "AOR" - Ed Motta


Tenho vários motivos para este disco estar aqui, o principal deles, obviamente, é que foi um dos meus dez discos favoritos do ano, mas o fato de Ed Motta trazer para o público um AOR que andava esquecido, o de bandas como Steely Dan, também me agradou. Ed chamou um número grandes de convidados mais do que especiais e lançou um disco que é lindo do início ao fim. Melodias incríveis e inesquecíveis como em Flores da Vida Real, A Engrenagem e Mais do Que Eu Sei ficam guardadas e mostram o poder que o AOR tem. Isso sem contar que o cantor conseguiu sintetizar tudo o que o AOR significa em uma vinheta de 20 segundos chamada apenas... AOR.
Ouça: Flores da Vida Real e Engrenagem




#7 - "Kingdom of Conspiracy" - Immolation


Death metal sempre foi um dos meus 3 gêneros favoritos de música (junto com rock progressivo e thrash metal), mas ultimamente eu andava um pouco, não quero dizer decepcionado, mas talvez desanimado... nenhum disco estava me agradando de fato, por completo, mas Kingdom of Conspiracy, do Immolation, é uma destruição total e chegou chutando bundas. É definitivamente o disco do ano quando restringimos a lista ao metal extremo. Riffs infernais como em God Complex ou hipnotizantes como a fantástica The Great Sleep me fazem urrar: OLD SCHOOL DEATH METAL RULES!
Ouça: God Complex





#8 - "Altered State" - Tesseract


O Tesseract é uma banda britânica relativamente nova de rock progressivo, foi formada em 2007; Altered State é seu segundo disco completo e tem ótimas passagens com influências de música experimental, ambiente e muito rock progressivo moderno. São 4 faixas com duas ou três subdivisões cada (eu amo rock progressivo!) e um disco cheio de nuances e uma parte técnica muito bem tocada e produzida. Dá para ouvir detalhadamente cada instrumento e é um deleite para quem gosta do estilo.
Ouça: Palingenesis e Singularity






#9 - "Kata Ton Daimona Eaytoy" - Rotting Christ


Este novo trabalho do Rotting Christ também é uma aula de metal extremo. É uma banda até difícil de rotular, mas o que me importa mesmo é a parte técnica, que é ótima, empolgante, linhas vocais "pra frente", um som de guitarra pesado e bem trabalhado e a bateria tocada por Themis Tolis é de uma precisão impecável. Os gregos lançaram um trabalho muito coeso e de fácil audição do começo ao fim.
Ouça: P'unchaw Kachun-Tuta Kachun e Grandis Spiritus Diavolus








#10 - "The Mountain" - Haken


O Haken foi a minha grata surpresa do ano. Eu não conhecia a banda até pegar o disco por curiosidade e automaticamente, após ouvir todos, tornou-se uma das minhas bandas preferidas. Ingleses, os caras misturam metal progressivo com rock progressivo, jazz e música erudita. Uma combinação infálivel quando bem feita. A beleza melódica de canções como The Path (praticamente uma intro para o álbum) até a progressivóide anos 70 Somebody, passando pelo metal e o djent em Cockroach King e a acústica Because It's There, fazem deste um dos meus álbuns preferidos do ano.
Ouça: Atlas Stone




E como menções honrosas, cito: End of Disclosure, do Hypocrisy; Outlaw Gentleman & Shady Ladies, do Volbeat; Surgical Steel, do Carcass; 13, do Black Sabbath; Das Seelenbrechen, do Ihsahn; Habitual Levitations, do Intronaut; One of Us is the Killer, do The Dillinger Escape Plan; The Mouths of Madness, do Orchid e The Winery Dogs, do The Winery Dogs.


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--->>> Rose Gomes (Editora e Colunista)



    #1 - "People, Hell and Angels" - Jimi Hendrix

      Os solos excepcionais, a harmonia da banda, e o talento incontestável de Hendrix fazem desta uma das grandes obras-primas já proporcionadas aos adoradores da boa música. Os destaques ficam com os solos de Somewhere e Izabella, o blues perfeito e charmoso de Bleeding Heart, a pegada psicodélica-sessentista de Let Me Move You e Inside Out e o brilhante instrumental de Easy Blues (baixo hipnotizante!). People, Hell and Angels eterniza ainda mais o talento do inesquecível Jimi Hendrix. 

    



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#    2 -  "The Winery Dogs" – The Winery Dogs 

     O que temos quando se junta três exímios músicos dotados de um talento descomunal? A resposta é fácil, simplesmente um dos melhores álbuns do ano! O disco traz um tom vibrante que se faz presente em absolutamente todas as faixas. O toque preciso do experiente Sheehan, as viradas impactantes de Portnoy e o vocal intenso de Kotzen garantem o sucesso deste trabalho que já era um grande sucesso anunciado antes mesmo da minha primeira audição. Destaco as faixas Elevate, Desire e The Other Side.

  




     #3 - "13" - Black Sabbath 
    
   O que chama a atenção em 13 é o excelente instrumental, especialmente da guitarra e baixo. Os caras mantiveram a sonoridade de décadas atrás e músicas como The End of the Beggining e Damaged Soul (belíssimos solos) deixam isso bem claro. Destaco Loner e Live Forever, ambas com baixo foderoso e a forte e marcante presença da guitarra engenhosa de Tony Iommi.







#4 - "The Next Day" - David Bowie

O estilo inconfundível permanece, e a cada nova canção que começa há a certeza de que se trata do velho camaleão de sempre. Os grandes destaques ficam com a animada The Stars (Are Out Tonight), a graciosa Valentine´s Day com uma batidinha leve e um Bowie extremamente meigo,  a agitada How Does the Grass Grow?, Dance Out in Space e (You Will) Set the World On Fire, que traz um instrumental expansivo e empolgante. Disco bem produzido, bem executado e com grandes faixas.






 #5 - "Now What?!" - Deep Purple 

Disco de qualidade gritante. A guitarra de Steve Morse e o trabalho preciso do tecladista Don Airey roubam a cena do início ao fim. A pegada, mais hard do que nunca, mostra o potencial total da banda. Os destaques ficam por conta da belíssima A Simple Song, em que a guitarra de Morse parece flutuar em sua introdução, tamanha sensibilidade e timing do músico e All the Time in the World que remete encantadoramente às canções de Eric Clapton. Ainda vale destacar o  supremo trabalho feito pela cozinha em Body Line.








#6 - "Rewind the Film" -  Manic Street Preachers


Álbum carregado de uma sonoridade absolutamente grandiosa, mesclando com suavidade e talento os vocais de James Dean Bradfield e seus convidados. Os destaques ficam com a faixa-título Rewind the Film, canção nostálgica, bela e emocionante, Show Me the Wonder, a faixa mais “hit” do álbum com  melodia bem elaborada e ainda Anthem For A Lost Cause, Manorbier, e 30 Year War, canção  anti-Margaret Thatcher, composta antes mesmo de sua morte em abril deste ano. Rewind the Film mostra que a banda continua no caminho da boa música, feita com verdade, simplicidade e vigor.




#7 - "True North" - Bad Religion

O estilo punk que a banda abraçou ao longo da carreira se enxerga neste  trabalho, onde você tem a certeza de que se trata  do velho Bad Religion de sempre, principalmente em faixas como Robin Hood  in ReverseLand of Endless Greed. Os grandes destaques ficam por conta  de Fuck You, com as guitarras melódicas da dupla Baker & Hetson, tendo até direito a um solinho, a fantástica Vanity e My Head is Full of Ghosts, onde mais uma vez o batera Brooks Wackerman arregaça nas viradas, isso sem dizer que é sempre muito bom voltar a ouvir o  vocal singular do Greg Graffin.





#8 - "Bloodsports" - Suede 

Os ingleses do Suede não lançavam nada desde 2002 e retornaram com um disco bem atraente. O álbum mantém a mesma pegada britpop que consagrou a banda nos anos 90, porém com um toque mais moderno e marcante. O vocal de Brett Anderson permanece forte e intenso e no instrumental  as habilidades do guitarrista Richard Oakes  são bastante ressaltadas, principalmente nas faixas Snowblind e Hit Me. As músicas Barriers e It Starts and Ends with You são sem dúvida as grandes estrelas do álbum.





#9 - "... Like Clockwork" - Queens of the Stone Age 

Posso dizer que ... Like Clockwork me surpreendeu positivamente mostrando uma nova roupagem da banda, o que muito me agradou. O disco começa bem com Keep Your Eyes Peeled, que traz belas guitarras e um falsete que me lembrou U2 na época do Pop. I Sat by the Ocean vem na sequência com pegada indie atraente. Ainda destaco as imperdíveis If I Had a Tail, My God is the Sun, Smooth Sailing e a bela I Appear Missing mostrando que a banda acertou em cheio neste bem sucedido álbum.






# 10 - "Reflektor" - Arcade Fire

Um dos melhores trabalhos da banda, com vocais ousados e alegres e a participação mais do que especial do muso David Bowie.
Os destaques deste bem fadado disco ficam por conta da faixa-título, a dançante Reflektor, a embalantemente pitoresca Here Comes the Night Time e Normal Person, que tem uma batida mais rock, com os  vocais arranhados de Win Butler. Também não posso deixar de citar as incríveis It´s Never Over e Afterlife.

Menções honrosas: Painting, do Ocean Colour Scene; AM, do Arctic Monkeys; Youngblood, do Audrey Horne; Old Sock, do Eric Clapton e Drive, da Anneke van Giersbergen..


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--->>> João C. Martins (Editor e Colunista)




#1 - "The Mouth of Madness" - Orchid

 Em primeiro lugar, a banda que lançou maior tributo a Master of Reality do Black Sabbath, jamais visto. Desde a capa até as composições harmônicas, tudo lembra aquela raridade de 1971. Aí se você se flagrar dizendo: "Ah! Então é um cover do Sabbath!" Saiba que estará muito equivocado, que apesar dos referenciais serem muito vigentes, a qualidade ímpar dos caras mostra que foi feito assim em forma de homenagem, porém sem ser repetitivo. O CD vem com um poster sensacional da banda, além de todas as letras de todas as canções, e é claro os devidos agradecimentos. Silent One, Mouths of Madness, Mountains of Steel, Leaving it all Behind e Wizard of War, são algumas que mais chamam a atenção.




#2 - "O Instinto" - Rinoceronte


Para quem diz que o Rock brasileiro morreu, está aqui uma grande prova do contrário! Não só ainda vive, como também ocupa a segunda colocação de melhores de 2013. Essa banda é tão genial, pois deixa disponível no seu site a opção para você comprar este, seja o CD ou LP, permitindo também, aos que estão com o bolso cansado, o download gratuito dele, sem ter que logar ou fazer o que quer que seja. De tanta simpatia, eu não só o baixei como também comprei o bolachão dos caras. Já conhecida a maldição do segundo disco, para eles não foi problema, afinal passaram com nota máxima na prova, apresentando canções como O Instinto, Dizem por aí, Chemako e Quando Mais Vive..






#3 - "Abra Kadavar" - Kadavar


Uma banda relativamente nova, porém com um estilo totalmente setentista, não apenas no som, mas também no visual. Um Psicodelic Rock de qualidade incontestável e com uma veia Sabbathiana tremenda. Os barbudos mandaram ver nesse seu segundo registro fonográfico, passando evidentemente pela maldição do segundo disco. Com canções como Come Back Life, Doomsday Machine, Dust e Abra Kadavar, o empolgante trabalho dos alemães ainda dará muito o que falar.







#4 - "Infestissumam" - Ghost

 O meu caso com esse play foi de amor e ódio desde o seu lançamento, isso porque achava o Opus Eponymous (primeiro álbum) muito mais Rock 'n' Roll, enquanto o mais recente considerava um agrupamento de Summer Evil Hits. Mas eis que veio o Rock In Rio, e assistindo um vídeo da apresentação fiquei pasmo com a canção Monstrance Clock, que foi entoada por parte da galera com aquele ar de louvor ao mestre das trevas. Daí por diante passei a ouvi-lo com maior cuidado, e percebi que ele é sensacional! Além das famosas Secular Haze e Year Zero, Ghuleh/Zombie Queen, Depth of Satan's Eyes, Body and Blood, deram um propósito a mais ao mundo do Rock.





#5 - "Whales and Leeches" - Red Fang


Ah, Red Fang! Aguardei ansiosamente o lançamento de Whales and Leeches, desde o teaser que haviam disponibilizado de Crows in Swine, pois notava-se que o peso continuava sendo uma das características principais da banda, e que não decepcionou no que diz respeito ao prometido, contudo podiam ser melhores na criatividade. Muito dele se parece com os dois primeiros full lenghts da banda, deixe-se claro que com uma técnica muito mais elevada, embora com essa similaridade, que incontestavelmente é perceptível. As que recomendo nele são Every Little Twist, Blood Like Cream, This Animal e Doen.




#6 - "The Winery Dogs" - The Winery Dogs


Confesso que nunca acompanhei assiduamente a carreira de nenhum desses músicos absurdamente talentosos, entretanto quando ouvi I'm no Angel pela primeira vez, percebi que vinha fazendo muito mal. Mike Portnoy, o que falar? É de uma sutileza bruta naqueles tambores, consegue ser um paradoxo que combina; Richie Kotzen, toca guitarra de um jeito bem peculiar, canta muito bem, além de ser bonitão que só (desculpe-me), e aquele que eu considero o ponto de equilibrio na banda, Billy Sheehan que numa linha de baixo impressionante ditou o ritmo em muitas canções como Desire, You Saved Me, The Dying (minha favorita) e Elevate.



#7 - "Scenarios of Brutality" - Violator


Essa rapaziada desde 2002 já chama a atenção dos headbangers do mundo todo, e não é sem motivo, afinal o Thrash Metal feito pelos caras é de primeira categoria. A temática do disco é muito boa, pois fala da tirania parlamentar, com certeza sendo referência algo conterrâneo deles. Também ressalto o fato de terem me ajudado a tirar uma boa nota na aula de sociologia, já que utilizei a arte desse disco na apresentação que falva de etnocentrismo. As que evidencio aqui são No Place for the Cross, Echoes of Silence, Endless Tyrannies e Waiting to Exhale.







#8 - "To The Death" - Nervochaos


Paulêra! Um álbum muito bem trabalhado, que conta com uma pegada Death e Thrash em dados momentos. Tive o prazer de vê-los ao vivo esse ano em sua turnê de divulgação, e os caras estão realmente empolgados. Riffs sujos, solos agressivos e velozes, e a bateria que brutaliza todos os ouvidos. Foram um grande destaque do evento, e são na cena extrema nacional. Canções como The Exile, Mark of the Beast, Gospel of Judas e Warlords Unbounds, são algumas das obras mais impactantes nesse compilado.






#9 - "Animal Nacional" - Vespas Mandarinas


Não escondo de ninguém que é uma banda que eu admiro muito por serem, além de excelentes profissionais, muito simpáticos. Já fui a inúmeros shows deles, e sem tietagem, sempre troquei uma ideia bacana com os caras. O álbum Animal Nacional, é um dos melhores trabalhos brazucas dos últimos tempos, tendo canções como o hit Não Sei o Que Fazer Comigo, as belíssimas Vício e o Verso e Distraídos Vencerimos, além das engajadas socialmente Cobra de Vidro, O Inimigo e O Herói Devolvido, sem contar as emocionantes Só Poesia e Rir no Final, ou seja, um álbum com tanta coisa legal assim não poderia ficar de fora.



#10 - "... Like Clockwork" - Queens of the Stone Age

Em décimo na lista, muito porque esse disco demorou tanto para sair, e quando veio não foi tudo aquilo que (eu) esperava. É bem trabalhado, contou com a presença de muita gente legal, exemplos: Dave Ghrol (figurinha carimbada nos trabalhos da banda), Nick Oliveri em alguns backing vocals (nostalgia batendo), assim como Alex Turner, Mark Lanegan (também nada que não se esperasse) e a mais impressionante que foi a participação de Elton John na faixa Fairweather Friends. The Vampyre of Time and Memory é a que vem tendo grande divulgação devido ao ótimo vídeo clipe que produziram, contudo minha favorita seja If I Had a Tail. Mesmo assim décimo lugar para eles pela demasiada expectativa que criaram.


Menção honrosa à 13, do Black Sabbath; The Devil Put Dinosaurs Here, do Alice in Chains; Outlaw Gentlemen & Shady Ladies, do Volbeat; The Aftermath: Descension, do Coheed and Cambria e Ultraviolet, do Kylesia.


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Assista Smash It!, novo vídeo do Suicidal Tendencies

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 09:57

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Smash It! é parte do álbum 13.

Confira:





Max Cavalera: música para cobertura da Copa do Mundo na ESPN

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 09:53

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Max Cavalera criará as trilhas sonoras para a cobertura da ESPN para a Copa do Mundo 2014, no Brasil. As gravações começaram ontem e trazem as participações do produtor John Gray e de seu filho Zyon, na bateria.

Dream Theater: tecladista lança álbum com músicas ao piano

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 09:49

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Jordan Rudess, tecladista do Dream Theater, está lançando All That Is Now, álbum solo que conta com 13 faixas, gravadas ao piano. O financiamento foi feito pelos fãs, através do sistema de crowdfunding. A campanha também arrecadou para um álbum com orquestra, que sairá no ano que vem. 

Confira o tracklist:

01. Flash Of Hope
02. Pacific Waves
03. Spectral Haze
04. A Last Goodbye
05. State Of Being
06. Flying Into Blue
07. A Thousand Years
08. Uncovered
09. The Telling
10. Altitude High
11. The Untouchable Truth
12. Looking Beyond
13. Eye Wonder



BLUE CHEER, O avô do Stoner.

Posted by João Carlos Martins | Posted in , | Posted on 13:35

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A Caverna de John tem o orgulho de apresentar uma das bandas mais influentes, não apenas na história do Stoner, mas sim do Rock 'n' Roll em geral. Um dos percursores do Heavy Metal, nascido nos anos 60, especificamente em 1966, californiano, e fonte de inspiração, veja só, à Black Sabbath! A banda de hoje é BLUE CHEER!

BLUE CHEER!
Talvez você se lembre de quando conversamos sobre Hermano, banda de John Garcia (clique aqui para ver), e que em um determinado momento foi dito que o gênero dessa coluna tem um pai Inglês, Black Sabbath, contudo com um avô da Califórnia. Aquilo foi com intuito de chamar a sua atenção, já que estava até sublinhado, afinal de contas, quem seria esse tal avô? Evidentemente é o tema de hoje. 

Eles não são aquele tipo de banda que estamos acostumados a ver em links relacionados do youtube, ou ouvir tocando na rádio, pois apesar do nome que tem significado de Alegria azul (ou quase isso), e parecer bem fofo, eram muito pesados, tinham uma linha de baixo gordíssima, alguns riffs tidos como malignos, contudo as letras não aparentassem ter intencionalidade de propagar coisas más, a priori. O disco a ser falado, será o de estreia dos rapazes, Vincebus Eruptum (1968), e a formação nele foi: Dickie Peterson (Baixo e vocal), Leigh Stephens (Guitarra) e Paul Whaley (Bateria) - citados de acordo com a foto acima, da esquerda para a direita.


É uma obra-prima, realmente um álbum fundamental para qualquer um que goste de qualquer subdivisão no mundo do Rock. Ele contém seis faixas brutais, sou capaz até de dizer que não havia, na época, outra banda de tanta crueza como os caras. Era uma mescla de sujeira com raiva no cantar rasgado de Dickie, acompanhado da bateria sempre forte, riffs simples e muita distorção, exemplo disso da-se em uma frase que sempre era dita pelos seus integrantes, mais ou menos algo como: "Nós não criamos nada, o que fazemos apenas é pegar o blues e distorcê-lo até ficar irreconhecível".
A canção que abre o LP é Summertime Blues, vamos conferir.

 

Logo em sequência uma baladinha romântica, afinal todo mundo gosta de uma balada. Rock me Baby tem uma pegada mais voltada ao blues, porém a inconfundível guitarra de Stephens mantém a agressividade de sempre. Naquele tempo os grupos pareciam ser mais preocupados com esse fator chamado singularidade, que apesar de não terem tecnologia aos montes como hoje, cada um tinha algo de especial, não apenas nas características, mas sim sonoramente falando. Os timbres de Blue Cheer não são encontrados em outras bandas contemporâneas, tampouco em bandas atuais. Claro que uma característica ou outra é notável, mas nada muito similar, em partes algo bom, em outras ruim. Confira a número #2 nesse play.


Doctor Please é a terceira, e traz uma veia ainda mais agressiva dos caras. Composição de seu baixista e vocalista ela é mais longa nesse trabalho, e representa bem a questão da brutalidade deles. As palavras que parecem ser cuspidas no microfone, além de dar a sensação de ter sido gravada em uma única ida ao estúdio, pois conta com elementos que soam ser totalmente momentâneos, vale muito a pena ser ouvida.


A quarta é Out of Focus, também muito boa, ela tem ao término de todo riff um acorde muito doce e agradável, sem contar a dobra de guitarra perceptível no primeiro solo que dá um peso tremendamente maior para a canção.


  
Ela não é tão pomposa como as anteriores, talvez por uma razão que possa ser explicada com apenas duas palavras: Parchman Farm. Simplesmente a melhor do disco e é a que sucede a anteriormente citada, quem sabe por isso ela tenha esse papel de "levantadora". Sua introdução já é avassaladora, e possivelmente o que a torna tão esplêndida a esse ponto é o fato de repetir por diversas um verso numa estrofe, encerrando sempre com um verso mais curto. Se existe um nome técnico para isso eu não sei, caso não tenha invento um agora, chamará Fodão!


E encerrando o compilado Second Time Arround, que segue o mesmo ritmo de todas as cinco primeiras. Iniciando com umas viradas na batera, acompanhada pela guitarra um pouco mais à frente, mandando uma sonoridade que incontestavelmente proporcionou a várias bandas doravante a vontade de fazer algo parecido. Sem contar que próximo ao fim dela começa uma quebradeira que parece interminável, cheia de microfonia, parecendo ser tudo muito natural e improvisado, se puder ouça até o fim.


E esse é o Blue Cheer, se não o conhecia passou a conhecer, e se já conhecia com certeza concorda que é uma das melhores bandas da história!
Observações:


⦁    O nome do álbum é uma expressão do latim, que significa algo como, "Juntos Venceremos" (Não afirmo categoricamente, já que não se tem fontes confiáveis);


⦁    Há quem diga que as faixas Doctor Please e Out of Focus, foram escritas em torno de dez minutos por Dickie Peterson, paradoxalmente ao fato de serem as mais longas desse registro fonográfico;


⦁    Três das músicas que integram esse vinil são covers, sendo elas: Summertime Blues de Eddie Cochran (clique aqui para ouvir), Rock Me Baby de B.B. King (Clique aqui para ouvir) e Parchman Farm de Mose Allison (Clique aqui para ouvir), essa última fique claro que, sabe-se lá o porquê, no disco do Blue Cheer conste com o nome de Parchment Farm, embora o nome original faça muito mais sentido. Compare-as e escolha sua favorita.


Até a próxima.

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