Soulfly: "Savages" tropeça na sequência de grandes discos do Soulfly

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 20:37

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Carlos H. Silva

O Soulfly, desde o início, sempre teve por característica marcante as diferenças de gêneros e estilos encontrados em um único disco lançado pela banda. De passagens do metal extremo a sons modernos do novo metal americano, de sons típicos de instrumentos brasileiros a riffs old school que levam os fãs ao delírio. Tudo isso sempre andou junto em qualquer trabalho dos caras.

Desta vez a banda deu uma pisada de bola. Nada grave. Mas depois do crescendo em que a banda se encontrava - os últimos álbuns, Conquer (2008), Omen (2010) e Enslaved (2012), foram sensacionais! -, deu a impressão que Savages (produzido por Terry Date) foi um lançamento um pouco apressado e não muito amadurecido. A maioria das canções soam iguais - depois da abertura com Bloodshed , que é ótima, as demais canções parecem todas filhas da supracitada, mas não é tão difícil encontrar algumas pérolas ali no meio, como é o caso de Cannibal Holocaust , de longe a melhor do álbum. Marc Rizzo, que desde que entrou para a banda tornou-se o destaque instrumental da mesma com solos e riffs ótimos, além das influências de flamenco, se destaca com sua pegada quase death metal em meio a grooves e solos bem construídos, como em K.C.S. (que tem participação de Mitch Harris, do Napalm Death).
Outro que dá as caras aqui é Neil Fallon, do Clutch, que participa na cadenciada e moderna Ayatollah of Rock 'n' Rolla. Outra boa faixa é Master of Savagery , onde Zyon Cavalera (filho de Max) mostra que é um bom baterista e que tem um ritmo forte; aliás, o garoto gravou todas as faixas do disco e cada vez mais o Soulfly vai se tornando um mini-Cavalera Conspiracy, uma banda mais "família". O baixista Tony Campos completa o time e depois da ótima experiência cantando em Plata O'Plomo no álbum anterior, Max fez "duelo" com o barbudo novamente na ótima El Comegente
Em resumo, não está o mesmo patamar dos últimos discos, mas não é de todo ruim. Embora a maioria das canções soem parecidas, com muitas linhas vocais parecidas e muitos grooves parecidos - e em geral um disco muito lento, Savages é um lançamento que mantem o bom padrão da discografia que o Soulfly tem desde o início, mas deu um passo para trás na sequência de discos destruidores que a banda vinha lançando.
Nota: 6.0

  1. Bloodshed
  2. Cannibal Holocaust
  3. Fallen
  4. Ayatollah of Rock 'n' Rolla
  5. Master of Savagery
  6. Spiral
  7. This is Violence
  8. K.C.S.
  9. El Comegente
  10. Soulfliktion

Artista recria capas de Death e Black metal em obras infantis

Posted by TRMB | Posted in , | Posted on 19:11

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Helena Zmatlíková foi uma ilustradora checa muito conhecida por livros infantis, suas pinturas apareceram em mais de 20 línguas diferentes por todo o mundo. Em homenagem ao que teria sido seu 90° aniversário, o membro de uma banda de metal checa, Umbrtka, colocou alguns logos de bandas extremas em alguns dos desenhos mais famosas da ilustradora - e tem até banda brasileira. Veja:














Via Metal Injection

Ouça Life,Love & Hope, novo som do Boston

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 14:27

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Life,Love & Hope é parte do novo álbum do Boston de mesmo nome, que tem lançamento previsto para 3 de dezembro via Frontiers Records.

Ouça aqui.



Scorpions: confira o trailer e o tracklist do novo acústico

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 10:04

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O Scorpions realizou durante três noites de setembro no Lycabettus Theatre em Atenas, na Grécia, a gravação de seu novo DVD acústico.

Intitulado MTV Unplugged: Scorpions Live In Athens, o trabalho tem previsão de lançamento para 29 de novembro nos formatos de DVD, Blu-ray e CD.



Confira o tracklist e o trailer:


01. Sting In The Tail
02. Can’t Live Without You
03. Pictured Life
04. Speedy’s Coming
05. Born To Touch Your Feelings
06. The Best Is Yet To Come
07. Dancing With The Moonlight (new song)
08. In Trance
09. When You Came Into My Life
10. Delicate Dance – new song
11. Love Is The Answer (new song)
12. Follow Your Heart (new song)
13. Send Me An Angel
14. Where The River Flows
15. Passion Rules The Game
16. Rock You Like A Hurricane
17. Hit Between The Eyes
18. Drum-Athenica
19. Rock N’ Roll Band (new song)
20. Blackout
21. Still Loving You
22. Big City Nights
23. Wind Of Change
24. No One Like You
25. When The Smoke Is Going Down


Confira o vídeo de Subdivisions, do novo DVD do Rush

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 09:59

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Subdivisions é parte do DVD Clockwork Angels Tour do Rush.


Assista:




Assista Afterlife, novo clipe do Arcade Fire

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 09:55

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Afterlife é parte do novo álbum do Arcade Fire, Reflektor, e foi dirigido por Emily Kai Bock .


Confira:




Noel Gallagher sobre Oasis: "A banda não existe mais"

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 09:53

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Em entrevista para a Rolling Stone, Noel Gallagher pareceu bem enfático em relação a uma possível volta com o Oasis. O músico disse claramente que não voltará com a banda de maneira nenhuma. “Nós terminamos. Você ouviu isso, não ouviu? Deve ter escutado… Então, é, a banda acabou, a banda não existe mais. Não vou me envolver com eles. Se houver uma reunião, não estarei nela”.

No entanto, Alan McGee, produtor que trabalhou com o Oasis em 1993, acredita que a banda ainda pode voltar. Só que num futuro ainda distante e para uma turnê milionária.

Top 10 no mundo do Stoner!

Posted by João Carlos Martins | Posted in , | Posted on 22:51

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Como estamos numa onda de listas neste blog, optei por fazer uma brincadeira nessa caverna. Essa brincadeira nada mais é que uma lista também, hehe, contudo no mundo do Stoner, afinal aqui é a Caverna de John e blá blá blá.
A lista aqui será com o: Top 10 no mundo do Stoner! E só será permitido falar de uma canção de cada banda, não álbuns, não bandas como um todo, apenas uma canção.
Evidentemente são as "dez mais" na minha concepção que não é a mesma de todos, entretanto tentarei no mínimo citar dez bandas tremendamente influentes desse gênero. Bora lá macho!

#10 Wolfmother - Colossal


Wolfmother é o Stoner menos Stoner de todos, a característica dos caras é bem diferente da sujeira que está acostumado a ver nessa coluna, daí o décimo lugar, porém essa canção é realmente Colossal como diz o nome. Tem peso e é bastante nervosa, um riff compassado e um teclado tímido, sem contar que Andrew Stockdale dispensa comentários, décimo lugar para eles.

















 #9 Black Mountain - Old Fangs


Olha só quem da as caras por aqui novamente os meninos e menina do Black Mountain. Eles são fofos, fazem sim um Stoner, falam de amor e tudo mais. Mas se for pra falar de pedrada eles não deixam a peteca cair não minha joia. Lançaram no disco Wilderness Heart essa pancada e aqui ocupa o nono espaço.

 




 














#8 The Atomic Bitchwax - Gettin' Old


Apesar da veia muito mais Doom dos caras eles navegam tranquilamente nos vales do Stoner sem passar vergonha. Exemplo disso é justamente essa canção que chega a ter uma carga quase que hipnótico de tão compassada que é. Para quem não conhece é uma ótima recomendação e que em breve será tema de coluna.

 


















#7 Black Drawing Chalks - Swallow


Quando se fala de Stoner no Brasil é impossível não citar os Goianos, pois são uma das poucas nessa vertente por aqui e que conseguiram atingir o mainstream sem deixar suas características. Bandassa! Paulêra desde o primeiro play até o mais recente, a atenção principal fica por essa faixa por conta de sua densidade constante, grave na maior parte do tempo e é lógico que tendo uma banda Brazuca tão boa assim ela não iria ficar de fora dessa lista.

 

  














#6 Corrosion Of Conformity - Broken man

O álbum do qual essa faz parte é simplesmente um dos mais influentes de toda a história do Stoner. Todo mundo sabe que o C.O.C. iniciou com um estilo muito mais Punk/Hardcore que com o passar do tempo se modificou e se tornou peça fundamental na consolidação desse gênero. Vale mesmo muito a pena procurar informações sobre esses caras, eles não bricam em serviço.

 


















 #5 Queens Of The Stone Age - Feel Good Hit Of The Summer

Aí você me pergunta o porquê de ter escolhido justo essa... E eu não vou responder com um simples, porque eu gosto, não farei isso. Ela é um conjunto de mesmas coisas, desde a letra que não é mais que: "Nicotin, valium, vicodin, marijuana, ecstasy and alcohol (wooooow) C-c-c-c-c-cocaine..." Repetida por várias vezes, narrando nada mais que um dos muitos verões de Josh Homme. Além de tudo ela que abre o disco mais legal dos caras, Rated R, ou seja, merece estar aqui.
















 #4 Fu Manchu - King Of The Road

King of the road foi simplesmente a primeira vez que ouvi os caras e que pensei: Caramba, acho que posso dizer que gosto disso! É um dos trabalhos mais conhecidos e aclamado deles, com um refrão grudento, coisa comum neles, essa é para quem tem interesse em ingressar nesse estilo é um excelente começo.






  














#3 Dozer - Early Grace

Nem existem muitas palavras para se explicar Early Grace, ela destoa muito do disco todo do qual foi incluída, que é Madre de Dios, pois tem um ar extremamente sério, denso, pesado... Caberia incontestavelmente na pérola de 2005 Through the Eyes of Heathens, embora lá já exista outro excepcional trabalho dos caras que é Big Sky Theory. A de nossa terceira posição eu escuto todos os dias pelo menos uma vez.

 



 














#2 Red Fang - Every Little Twist

Esses moços lançaram recentemente um disco chamado Whales and Leeches - clique aqui e veja a resenha - que impressionou bastante na evolução técnica da banda, apesar de não fugir muito de tudo aquilo que já fizeram. Mas, como tudo nessa vida tem uma concessão adversativa Every Little Twist veio numa quebradeira auditiva sem precedentes, ou melhor COM precedentes, pois é como uma continuação da que era a minha favorita deles, Throw Up só que com uma técnica muito mais apurada. Segundo lugar para eles!
 















 #1 Kyuss - Green Machine

Simplesmente o maior clássico do 
Stoner Metal. Não há exagero ao dizer isso, qualquer um que escute essa porrada se arrepia do início ao fim. O riff contínuo, o curtíssimo solo do baixo, a bateria numa retidão ímpar e o vocal rasgado forma o hino dessa pátria imponente. Pertencente ao LP Blues For The Red Sun, o segundo trabalho de estúdio do Kyuss, ergue botão da vitrola até o topo e estronda toda a vizinhança. Vale ressaltar que a faixa que a antecede, diga-se de passagem a primeira do vinil, chamada Thumb combina perfeitamente quando ouvida antes do nosso primeiro lugar.

 










E esse foi o Top 10 no mundo do Stoner! Espero que tenha se divertido, até mais! \m/

Veja Bullet, novo clipe do Franz Ferdinand

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 09:43

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Bullet é parte do álbum Right Thoughts, Right Words, Right Action.

Confira:





Phenomena: planos para comemorar os 30 anos do projeto

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 09:40

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Em comemoração aos 30 anos  do início do projeto Phenomena, a banda revelou seus planos. Alguns shows já foram anunciados e um novo álbum será lançado, além de um DVD comemorativo e do relançamento dos trabalhos anteriores em formatos físico e digital. 

Glenn Hughes e John Norum, grandes nomes que passaram pelo grupo,  já foram escalados para os shows.

Bruce Springsteen: novo álbum em janeiro?

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 09:34

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Segundo a Billboard, Bruce Springsteen estaria se preparando para lançar um novo álbum em janeiro. A informação teria sido obtida através de fontes ligadas ao músico.

Lembrando que Springsteen está prestes a lançar seu novo single na próxima segunda-feira, 25.

Mick Jagger escolhe ator para interpretá-lo em filme sobre James Brown

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 09:30

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Mick Jagger escolheu o ator que irá interpretá-lo no filme Get on Up , que conta a vida do músico James Brown. Nick Eversman, 27,  participou das audições e ganhou o papel também pela semelhança física com o vocalista dos Rolling Stones.  O ator já trabalhou na série Missing  nos filmes Urban Explorer e Os Vampiros que se Mordam. Atualmente ele está na série Tomorrow People.

Get on Up traz a direção de  Tate Taylor e Chadwick Boseman no papel de James Brown. Viola Davis, Dan Aykroyd Octavia Spencer e Craig Robinson são outros nomes que completam o elenco do filme.

Clássico do Emerson, Lake & Palmer ganha relançamento comemorativo

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 09:46

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Brain Salad Surgery, álbum clássico do Emerson, Lake & Palmer, ganhará um relançamento acrescido de faixas bônus e remasterizado. A edição deluxe sairá em vinil 180 gramas, com uma camiseta exclusiva. Mais detalhes você encontra aqui.

Correio canadense lança envelopes autografados pelo Rush

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 09:43

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Toronto’s First Post Office está lançando envelopes personalizados do Rush. Os cem selos são todos autografados pelos três integrantes da banda. A empresa afirmou que eles nunca mais serão produzidos.

Graham Nash e David Crosby no novo disco de David Gilmour

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 09:40

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Em recente entrevista ao Needle Time, Graham Nash confirmou que participará do novo álbum solo de David Gilmour, junto de David Crosby. 

Será o primeiro lançamento de inéditas do guitarrista do Pink Floyd desde On An Island, de 2008.

Paul e Ringo à frente do especial de 50 anos do Ed Sullivan Show

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 09:37

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Paul McCartney e Ringo Starr serão os anfitriões do especial em homenagem aos 50 anos da 1ª aparição dos Beatles no Ed Sullivan Show no começo do ano. 

The Night That Changed America terá gravações no dia 27 de janeiro e irá ao ar em 9 de fevereiro.


Ghost: ouça as versões originais das canções do novo EP

Posted by TRMB | Posted in , , | Posted on 21:51

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O Ghost lançou um interessante EP (produzido por Dave Grohl) chamado If You Have Ghost com quatro escolhas peculiares de covers e mais uma versão ao vivo de uma canção própria, Secular Haze.

Ouça:

"If You Have Ghosts" - Roky Erickson (leia mais sobre ele clicando aqui)



"If You Have Ghosts" - Ghost





"I'm a Marionette" - ABBA




"I'm a Marionette" - Ghost





"Crucified" - Army of Lovers



"Crucified" - Ghost





"Waiting for the Night" - Depeche Mode



"Waiting for the Night" - Ghost





Ouça "Homestead", demo inédita de Bruce Springsteen

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 10:04

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 "Homestead" foi escrita para o álbum American Babylon de 1995.

Confira:



Vale lembrar que nesta terça o músico lança o single High Hopes.


Rush: banda vai parar por um tempo

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 09:59

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Em recente entrevista à Billboard, o  guitarrista Alex Lifeson  anunciou que Clockwork Angels Tour será o último lançamento do Rush em um bom tempo. “Nos comprometemos a tirar um ano de folga. Não temos planos nem queremos falar sobre o futuro da banda. Não é o fim ou algo do tipo. Mas vamos descansar e aproveitar a vida”.


Survivor trabalhando em novo álbum

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 09:57

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A banda Survivor anunciou através de suas redes sociais que está trabalhando no próximo álbum de estúdio. O grupo ainda não confirmou se o trabalho incluirá os dois vocalistas, Dave Bickler e Jimi Jamison, com quem a banda excursionou este ano.


Steven Tyler quer Rick Rubin em seu novo álbum solo

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 09:54

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Steven Tyler declarou em recente entrevista à Rolling Stone que gostaria de ter Rick Rubin  à frente da produção de seu novo álbum solo. “Acabei de voltar da Rússia. Terminamos a turnê do Aerosmith recentemente. Jantei com Rick Rubin na última noite. Estou preparando o estúdio”.


Gamma Ray: estúdio da banda é destruído por incêndio

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 09:49

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O estúdio da banda Gamma Ray, na Alemanha, foi destruído por um grande incêndio nesta segunda-feira, (18). De acordo com o vocalista Kai Hansen nada de útil deve ter sobrado.

O grupo espera o laudo final dos bombeiros para se manifestar de forma oficial.

Estúdio da banda em chamas.


O velho e esquecido "meu próprio gosto musical"

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 22:16

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Há alguns dias atrás eu estava assistindo no Youtube uma entrevista do Lobão no programa Agora é Tarde, apresentado pelo Danilo Gentili e em um determinado trecho o apresentador questiona o músico sobre o rock nacional, Lobão acabou falando também sobre a crítica especializada em rock e acabou dando dois exemplos de como para ele essa crítica "especializada" não existe:
1) segundo Lobão, em "uma revista grande", o jornalista ao fazer o review de seu disco ao vivo "Lino, Sexy & Brutal", afirmou que Lobão cometeu um erro na canção Ovelha Negra, de Rita Lee, ao trocar o "foi quando meu pai me disse filhA", por "foi quando meu pai me disse filho"; e
2) em uma outra revista, o jornalista ao fazer o review de um show seu afirmou que Lobão estava "sem repertório e por isso começou a tocar covers como "Vida Louca Vida" , de Cazuza", sem saber que, na verdade, a canção é do próprio Lobão!
Esses problemas levantados pelo lobo são, de fato, vergonhosos e resumem que a crítica especializada em rock no Brasil anda um tanto quanto... crítica (no sentido mais negativo). Nossos maiores e mais inteligentes nomes estão achando espaço na internet, como o sagaz Gastão Moreira fazendo o Heavy Lero, programa semanal com o genial Bento Araújo (como sempre digo, um dos três ou quatro caras que me fizeram querer ser jornalista musical), ou como o afiado Regis Tadeu, que mantem posts excelentes no Yahoo. Claro que esses caras não largaram a TV ou a mídia impressa, mas a impressão que dá é que as revistas que "cuidam" do rock no Brasil não tem mais a relevância de outros tempos.
E na internet (blogs, sites especializados) a coisa não muda. Só que pelo lado contrário, é um cuidado tão excessivo que a maioria acaba virando uma cagação de regras sem tamanho. Na internet todos são donos da verdade. O maior exemplo disso foi quando saiu o novo disco do Black Sabbath. Sendo de quem é e da maneira como foi (banda criadora do heavy metal, reunião dos membros originais, etc, etc, etc), logo a cagação comeu solta: de um lado a turma do "é Black Sabbath e se você não curtir esse disco você é um bosta que não entende porra nenhuma", do outro a turma do "só porque é Black Sabbath vocês estão babando ovo, não tem nada demais, vocês não entendem porra nenhuma". Tudo em nome da liberdade de expressão, não é mesmo?
O que aconteceu com o "eu gostei" e o "eu não gostei"? E o que aconteceu com os porquês de um ou de outro? Por que entender de música passa necessariamente pelo crivo do que o crítico acha que é certo ou não? Você tem a liberdade de achar um bosta quem discorda de você, mas seria muito mais legal explicar os motivos do que te leva a ter uma opinião diferente.
Eu sempre tentei escrever resenhas com a minha visão sem nunca impor a verdade absoluta do tipo "se você não concorda, você não entende nada". Eu tento demonstrar o porque acho aquilo que estou escrevendo, ou então demonstrar em palavras o que a música me passou. E esse também é um dos motivos do That Rock Music Blog! ter surgido. Tentar escrever em blogs de música hoje em dia (claro que há exceções) significa se alinhar com a opinião do dono do negócio. Não há poder para discordar. Coisa que eu abomino nesse tipo de meio de comunicação.

E isto acaba gerando uma influência - principalmente nos mais jovens, aqueles que "vão com a maioria" - do tipo "se os caras falaram, tá falado, é isso mesmo", coisas do tipo: "o fã de heavy metal tem que odiar new metal", "o fã de Iron Maiden vai expulsar o Avenged Sevenfold do palco no Rock in Rio", "o Monsters of Rock tem o dia da música da verdade e o dia dos moderninhos de merda", "eu só ouço metal extremo, o resto não é pesado, é lixo", "eu não ouço metal extremo, é só gritaria", "não ouço essas coisas velhas dos anos 70", e barbaridades do tipo. E todos os exemplos que eu citei eu já ouvi "ao vivo". Na lata. Esse paradigma tem que ser quebrado. Meus respeitos a quem sai na rua vestindo uma camiseta do Iron Maiden e ouvindo Korn no mp3. Meus respeitos também a quem não gosta dessas bandas mas as respeita, assim como os fãs.

Sua opinião é formada pelos caga-regras? Shame on you!
E é por isso também que quem escreve hoje neste blog - e quem poderá a vir escrever no futuro - tem total liberdade para emitir a opinião que quiser assinando seu nome no que escreve. Eu jamais proibiria qualquer um de falar bem do Nirvana no blog que eu edito porque eu não curto nem um pouco o Nirvana. E não acharia ninguém que diga que o Nirvana era genial um babaca.
Aqui no That Rock Music Blog! nós mostramos os porquês gostamos ou não gostamos, o que a música nos passa e não impomos, e nem nunca vamos impor, o que você deve ouvir e o que nós achamos que você é por gostar ou não gostar de determinada banda ou disco. Aqui não seguimos uma linha editorial do tipo "tais bandas são boas e tais bandas são ruins". Pelo contrário, eu até gostaria de ver mais opiniões diferentes aqui. Sempre me lembro de uma edição da Rock Brigade na época do lançamento de Psycho Circus, do Kiss, onde na matéria colocaram duas resenhas: uma de um redator que gostou do álbum e uma de um que não gostou.  Ainda quero ver isso acontecendo aqui no TRMB!
Não somos perfeitos, já erramos e erraremos mais vezes, mas aqui o leitor/ouvinte não será julgado por sua opinião ou gosto.
Aproveito também este post para oficializar o novo layout do Blog. Mais dinamismo e agilidade nas notícias e matérias especiais postadas aqui.
E não se esqueçam de divulgar o blog e a página no Facebook para todo mundo que gosta de música!
Carlos H. Silva




Beatles: assista ao novo vídeo da banda!

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 12:16

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O  novo vídeo dos Beatles, "Words of Love", faz parte do recém-lançado "On Air - Live At The 'BBC' Volume 2".

Confira:





Assista ao documentário "HEAR MY TRAIN A COMIN’” sobre Hendrix

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 12:13

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Com produção da PBS, o documentário da série “American Masters” dessa vez conta a história de Jimi Hendrix. “My Train A Comin" traz filmagens inéditas do Miami Pop Festival, em 1968, vídeos caseiros e entrevista com pessoas próximas a Jimi. Felizmente, a PBS disponibilizou o documentário na íntegra, mas só por alguns dias, corra e assista abaixo!


Joey Ramone negou turnê de US$ 1 milhão no Brasil por conta de doença

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 12:09

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Este mês será lançada no Brasil uma biografia sobre Joey Ramone escrita por seu irmão, Mickey Leigh, que conta a trajetória do músico, vocalista do Ramones.
O livro, “Eu dormi com Joey Ramone” (Ed. Dublinense), descreve uma briga sobre turnê de despedida na América do Sul, oferecida aos Ramones no final de 1996. A banda queria que Joey, mesmo diagnosticado com câncer desde 1994, viajasse para os shows, que poderiam render cerca de US$ 1 milhão, diz o autor. Doente, o vocalista recusou. “Alguns integrantes nunca o perdoaram por isso”, afirma Mickey ao G1.

Mickey Leigh  está no país para o lançamento do livro. No dia 12 de novembro, passou por São Paulo. Nesta segunda-feira (18), vai dar autógrafos no Rio de Janeiro, na Livraria da Travessa do Shopping Leblon, a partir das 19h.

Via G1

Meshuggah pela primeira vez no Brasil.

Posted by João Carlos Martins | Posted in | Posted on 21:01

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Dia 16/11 um dia inesquecível...


Esta data eu lembrarei para sempre, porque simplesmente participei de um evento histórico, porque simplesmente poderei dizer que junto de mais um monte de gente (cerca de 300 a 400 pessoas) vi uma das representações artísticas mais excêntricas e empolgantes do mundo, que é um show de Rock!
Com certeza haverá alguém para dizer: "Ah! mas show de Rock se tem aos montes por aí. O que fez desse algo tão magnífico?" E eu até entenderei esse ponto de vista, mas espero que fique claro que não foi apenas um show como outro qualquer, foi a primeira vez tanto para a banda, como para muitos daqueles que estavam ali, foi especial, foi a estreia em solo tupiniquim... foi MESHUGGAH! Notava-se a cara de empolgação deles e a felicidade por ver que aquela galera, que era pouca pela grandiosidade da banda, mas que não se cansava em nenhum segundo, que evidentemente berrou nas mais famosas, gritou pelas mais clássicas, contudo que não deixou, em hipótese alguma, de homenageá-los a cada fim de ato com um simples, mas emocionante: "MESHUGGAH! MESHUGGAH! MESHUGGAH!"

O meu texto de hoje começa com esse relato em forma de agradecimento, pois Meshuggah reviveu um pouco mais o meu espírito.

A banda de abertura (desculpe a falha técnica, mas não sei o nome) sem dúvidas tem boas influências, ouve coisas boas em seus Ipods e faz aquilo que estamos, relativamente, acostumados a ver em bandas norte-americanas como Battlecross, Killswitch Engage, até mesmo no Death Pop Metal do Suicide Silence - que fique claro que não há evidência nenhuma de que ela copie as citadas - sem contar que em várias passagens de suas canções entravam algumas harmoniosas e melódicas notas lembrando os supremos trabalhos de Mastodon em Crack the Skye por exemplo. Não se sujaram com um mal show, pelo contrário, ganharam ao término de todas as faixas minhas mãos em riste (as vezes uma só) em sinal de Heavy Metal \m/. Se comprometeram a fazer um som pesado, foram dignos de uma abertura ao titânico Meshuggah! Único ponto negativo, largaram os instrumentos no final da apresentação para dar mosh... é isso mesmo, para pular na galera... Não achei essa atitude muito bacana. Não pareciam ter a dimensão do tamanho da paulêra que estava por vir, ou até mesmo sabiam e tudo aquilo era na verdade nervosismo. Confesso que minha mentalidade idosa exige que Rock seja coisa séria, que acima de tudo se leve a sério aquela turma que está prestigiando sua fonte de remuneração. Não deixaram a desejar no que diz respeito a técnica, contudo precisam de grandes conselhos caso galguem ser uma grande banda no cenário, seja ele qual for.

Pontualmente às 20:00 a supremacia teve início.

As cortinas que haviam sido cerradas, novamente estavam escancaradas para a plateia. Fumaça e escuridão teciam aquele clima de expectativa sem fim. Então era a hora em que já não dava mais para prorrogar, um barulho contínuo passou a ser mais alto, parecendo uma engrenagem emperrada a forçar o giro, ou um monte de grilos... não sei explicar. Ah! Entrou Tomas Haake! Quando uma pequena parcela começou a gritar por seu nome surgiram enfileirados: Dick Lövgren, Marten Hagström, Jens Kiedman e Frederik Thordendal. Era o quinteto mais aguardado dos últimos anos em cima do palco, iniciando com a paulada de seu mais recente trabalho, o álbum Koloss e a track foi SWARM!
Infelizmente não consegui fazer um vídeo, mas algumas fotos ficaram bem bonitas. Me desculpe
Quando uma banda desse tamanho entra no palco, evidentemente você não fica esperando ver aquela parte mais legal da canção, porque todas as partes são sensacionais. Não espera que acertem aquela determinada passagem, porque você sabe que eles não erram. E sem nenhum tipo de exagero, hipérbole ou excesso, eles foram perfeitos! Eu me senti como se estivesse ouvindo o disco, pois ninguém dali deixa o ritmo cair, é o tempo inteiro em altíssimo nível.
Outro ponto a ressaltar é a presença de palco desses caras, embora meu foco principal nesse quesito fique por conta de Jens Kiedman apenas: Ele coloca um dos pés sobre as caixas frontais, curva-se à frente e guturaliza medonhamente, caminha para um lado e para o outro, fazendo pouco mais que mexer a cabeça de maneira robótica, seguindo o compasso da música, para cima e para baixo intercalando as vezes com umas levantadas de braço com aquele ar de: "Vocês não pediram? Tá aí!"
Como já evidenciei em outros artigos, não gosto de fazer comparações, porém, não sei se porque consegui um lugar parcialmente próximo do palco, os caras pareciam gigantes! Dava a sensação de que preenchiam o espaço do chão ao teto daquele lugar. São realmente monstros.

Apenas após as quatro primeiras atuações é que deram uma pequena pausa, tendo sido dito apenas pelo vocalista: "Brazil... This is Brazil..." e em meio a histeria de ouvir o nome da pátria o público mal teve tempo de se ajeitar e outra quebradeira começou com Lethargica, do incrível Obzen.


Infelizmente não consegui capturar um vídeo decente da apresentação, já que não sou muito bom com outras coisas num celular que possam ir além de digitar uma mensagem. Contudo algumas fotos saíram dentro do desejado (e do possível), e acredito que elas poderão exemplificar um pouco disso que estou dizendo quanto a performance dos suecos no palco. 




Após dezesseis espetaculares atuações eles saíram de cena, acenando como se tivessem findado de fato, com o ato final sendo a última do setlist que já era conhecido por todos, pois já haviam excursionado em nossos irmãos de fronteira. Mas aí alguém teve a brilhante ideia, lá no fundão, de começar a clamar por uma das canções mais conhecidas deles que é Future Breed Machine do aclamado play Destroy Erase Improve. Então eles voltaram ao palco, e veja só caro leitor, com uma cara de que estavam impressionados combinaram na hora, empunharam seus instrumentos outra vez, mesmo sendo uma faixa fora do setlist, e digo mais, segundo pesquisas feitas o Brasil, é o BRASIL foi o único país que teve, nessa turnê Sul-americana, o prazer de presenciar ao vivo esse clássico do ProgMetal. Lembro-me da cena até agora: Deixaram seus pertences no palco e tudo escureceu, de repente uma voz, que passou a ser seguida pelas demais, os trouxe novamente num ecoar de três palavras incessantemente repetidas: "FUTURE BREED MACHINE! FUTURE BREED MACHINE! FUTURE BREED MACHINE!"


E assim terminou o apoteótico show num sábado de novembro, que sem dúvida jamais será lembrado apenas como um sábado de novembro qualquer.
 
\m/ Obrigado Meshuggah!

Setlist:

    Swarm
    Combustion
    Rational Gaze
    Obzen
    Lethargica
    Do Not Look Down
    The Hurt that Finds You First
    I Am Colossus
    Bleed
    Demiurge
    New Millennium Cyanide Christ
    Dancers to a Discordant System

Encore:

    Mind's Mirrors
    In Death - Is Life
    In Death - Is Death
    The Last Vigil 
    Future Breed Machine.

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