Jimi Hendrix ganha museu em Londres

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 10:22

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Jimi Hendrix ganhará um museu permanente em Londres. Trata-se de um escritório que o músico sempre alugava no fim dos anos 1960 e dizia ser a "única casa que teve". 

O museu terá exposições sobre o músico, seu trabalho e legado musical e ainda não tem data para inaugurar.

A música no meu 2013

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 00:02

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Hoje é 31 de dezembro de 2013, mais conhecido como “último dia do ano” e como caiu na terça-feira, o dia que posto a minha coluna semanal, decidi prestar uma homenagem às canções que considero as melhores lançadas em 2013 (para ouvi-las é só clicar em cima do nome) – e também a alguns outros fatores que considerei marcantes.

#1 – God is Dead? – Black Sabbath (apenas Black Sabbath!)
#2 – Black John – Stone Sour (que pegada! Que refrão e que letra foda!)
#3 – Monstrance Clock– Ghost (um hino do mal; certamente a maior convocação de culto ao cramunhão na música; o coral entoando o refrão no final é de arrepiar até ao Papa)
#4 – Elevate – The Winery Dogs (sem mais comentários, hard rock técnico de primeiríssima linha)
#5 – Flores da VidaReal – Ed Motta (descobri que existe AOR fora do Hard Rock com o Ed Motta e seu novo disco; e que riffs AORes lindos essa canção tem!)
#6 – Give Life Back toMusicDaft Punk (a canção começa e eu fico esperando o Michael Jackson aparecer a qualquer momento)
#7 – DopeLady GaGa (provando que é uma excelente cantora; mesmo que soe bêbada em alguns momentos. Essa menina tem uma voz de leão!)
#8 – The Looking Glass – Dream Theater (climão de hard rock certeiramente influenciado pelo Rush)
#9 – A Door Into Summer Joe Satriani (Satriani fazendo seus fraseados conversarem com o ouvinte)
#10 – Sense of InsanityBlackfield (lindas melodias, refrão incrível; Steven Wilson é um gênio)

Surpresas do ano:

O álbum The Mediator Between Head and Hands Must be the Heart, do Sepultura; não esperava nada demais da banda, e eles me surpreenderam com uma pegada que lembra os bons e velhos tempos, especialmente as palhetadas e riffs de Andreas Kisser e a brutalidade do baterista Eloy Casagrande.

Avenged Sevenfold no Rock in Rio; eu já gostava da banda, mas o show dos caras in loco me fez curtir ainda mais e respeitar mais a banda, que faz um puta som ao vivo, pesado, consistente e não deixou ninguém parado. Nada mal para uma banda em que 9 em cada 10 “roqueiros” do país dizia que levaria garrafadas por tocar no mesmo dia de Iron Maiden e Slayer. Além disso a banda lançou um bom disco também, Hail to the King.



Destaques:

O death metal teve um grande ano em 2013. Seja de qualquer uma das vertentes, do death metal old school ao atual death metal técnico, os lançamentos foram gloriosos. Destaco os novos discos de Gorguts, Suffocation, Rivers of Nihil, Hypocrisy e, claro, Immolation e Revocation, que até entraram na minha lista dos 10 melhores discos do ano.

O prog, também em todas as suas vertentes, do tradicional ao djent, teve mais um ano grandioso. De Steven Wilson a Dream Theater, passando por Intronaut, Tesseract, Ihsahn, Haken e mais uma inúmera quantidade de bandas.

Bruce Springsteen com um show simplesmente fantástico no Rock in Rio 2013.

Retornos esperados: Black Sabbath e Carcass voltando com discos de estúdio. Só o fato de ter disco novo já daria muita mídia para ambas, e o fato dos dois álbuns serem ótimos, foi melhor ainda.

Humberto Gessinger lançando o primeiro disco solo em um disco que é mezzo Engenheiros do Hawaii mezzo tributo ao Rio Grande do Sul, com diversos convidados e ex-membros do Engenheiros do Hawaii E voltando a tocar baixo. Grande.

Decepções do ano:

Super Collider, mais recente trabalho do Megadeth. Um disco ruim com R maiúsculo.

O show do Bon Jovi no Rock in Rio. Chato, burocrático, sem emoção e com um set list muito mal montado. E ainda assim foi a turnê mais lucrativa do ano, o que prova a relevância dessa banda.


Discos ao vivo:

Principalmente agora mais próximo ao fim do ano, alguns ótimos discos ao vivo chegaram no mercado: o excelente Live at Luna Park, do Dream Theater, gravado na Argentina; o sempre magistral Rush veio com seu Clockwork Angels Tour; o Nightwish aproveitou a oficialização de Floor Jansen como vocalista e lançou Showtime, Storytime (aliás, a efetivação de Floor é um dos meus destaques do ano também) e o Muse com Live at Rome Olympic Stadium foram alguns dos melhores lançamentos ao vivo do ano.


Uma pena:

Este ano, como em todos os outros, é a lei da vida, morreram muitos músicos importantes – alguns eram verdadeiras lendas. Entre esses nomes estão o de caras como Alvin Lee, do Ten Years After, J.J. Cale, Jeff Hanneman (Slayer), Lou Reed, Ray Manzarek (The Doors) e Richie Havens.  George Duke, que tocou na Mothers of Invention e Chi Cheng, do Deftones também se foram.

Outras mortes também chamaram a atenção, como as de Chorão e Champignon, dois membros icônicos do Charlie Brown Jr., uma das mais populares bandas brasileiras. Enquanto o vocalista foi encontrado morto após uma overdose, o baixista se matou alguns meses depois – dizem que ele estava em depressão. Posso dizer que essas mortes, principalmente a do Chorão, me fizeram mudar alguns conceitos. Por isso tiro este parágrafo em especial para tratar sobre isso. Alguns dias depois da morte do Chorão eu passei toda a discografia do Charlie Brown Jr. pro meu iPod (e eu já tinha baixada – e se não a tivesse, a baixaria) e ouvi bastante até descobrir que, porra, eu gosto de Charlie Brown Jr. Não que eu deseje a morte de alguém, mas em um país que Los Hermanos e O Teatro Mágico são idolatrados, perder o Charlie Brown Jr. é complicado. Concordando ou não com suas palavras e/ou atitudes, Chorão ainda era uma voz para a juventude. Seus colegas de geração ou já tiveram suas carreiras afundadas, ou se converteram, ou, sei lá, morreram também, e o cara permanecia lá com a atitude dele em meio a esse cenário de bom mocismo e pagapauzismo de MPB que vive o rock nacional.

“E aí, galera, diversidade é legal, mas não deixa o rock morrer nessa porra, hein. E rock é camisa preta. Não tem essa porra de amarelinho, vermelhinho, rosinha.”

E se você já teve 17 anos e gostava de rock, é impossível não se identificar com um trecho como:
“Você falou pra ela que eu sou louco e canto mal, que eu não presto e que eu sou um marginal; que eu não tenho educação, que eu só falo palavrão e que pra socialite eu não tenho vocação; sei que isso tudo é verdade, mas, eu quero que se foda essa porra de sociedade (...)”



Estive observando também a minha LastFM; segue abaixo imagens com os meus álbuns mais ouvidos e logo depois uma com as bandas/artistas mais ouvidos em 2013. É claro que a lista não é completamente real por 2 motivos: 1) o que eu ouvi no celular o ano todo não computou na LastFM; 2) o scrobble do meu iPod não funciona com determinadas bandas (sério, tem bandas que ele simplesmente ignora, como por exemplo o Guns n’ Roses, banda que ouvi muito em 2013 e certamente estaria aí nas duas listas se o scrobble funcionasse direito) - quer gerar o seu? Clique aqui.




É isso aí! Que 2014 seja ainda melhor!

Troféu That Rock Music 2013: Black Sabbath e The Winery Dogs

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 23:39

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Na nossa votação de melhores do ano, apenas 2 discos foram citados entre os 10 ou nas menções honrosas de nossos 3 editores; e a eles, nós aqui do TRMB, concedemos o simbólico Troféu TRMB como Destaque do Ano!


Black Sabbath com o álbum 13

 O que chama a atenção em 13 é o excelente instrumental, especialmente da guitarra e baixo. Os caras mantiveram a sonoridade de décadas atrás e músicas como The End of the Beggining e Damaged Soul (belíssimos solos) deixam isso bem claro. Destaco Loner e Live Forever, ambas com baixo foderoso e a forte e marcante presença da guitarra engenhosa de Tony Iommi. (Rose Gomes, na lista de Melhores do Ano)

Manteve a maldade, a qualidade é incontestável dos instrumentistas, ressalva particular e com certeza também generalizada para Geezer Butler e Tony Iommi que nunca decepcionaram, Brad Wilk nada deixou a desejar, teve pegada, em nenhum momento foi o ponto fraco do compilado, colaborou e bastante. Ozzy canta como ninguém, porque ninguém é tão sem fôlego quanto ele (haha). Brincadeiras de lado, evidentemente, e nem se esperava algo muito maior dele, desempenhou o que podia. Aquelas notas altíssimas que alcançava ficaram trancadas, para ouvi-las outra vez só dando um play no Sabotage. Outro ponto a se ressaltar é que parecem ter se tornado muito mais questionadores do que apenas tementes ao demônio. Falam muito mais de temas religiosos como a presença ou não de um Deus e isso é bacana. Evidentemente não é o que faz melhor ou pior, só muda, e mudanças sempre são... mudanças. O que há de se tirar o chapéu é para Dear Father, que encerrou o álbum com a mesma chuva que inicia a primeira faixa de seu debut e que são bem similares. Não só pela chuva que cai obviamente, mas naquele momento em que ela tem seu clímax é idêntica a explosão pós-trítonos da Black Sabbath, até mesmo as variações no baixo ao término de cada passagem são semelhantes. Isso tem sem dúvida um valor extraordinário, pois de certa forma demonstra que eles, possivelmente, encerraram as atividades da mesma forma que começaram, muito mais ricos e famosos hoje é claro, com o espírito de Black Sabbath! (João C. Martins, na sua coluna Caverna de John)

Pela importância histórica da banda, pelo significado de um novo disco de estúdio completo com Ozzy Osbourne no vocal, pelos recentes acontecimentos que envolveram direta ou indiretamente a banda (até mesmo a morte de Ronnie James Dio), este álbum se tornaria um dos mais comentados do ano, sem dúvida alguma. Fica óbvio que o produtor Rick Rubin convenceu os caras a emularem a si mesmos nos primeiros discos; End of the Beginning remete à Black Sabbath e Loner tem um quê de N.I.B., enquanto Zeitgeist se parece assustadoramente com Planet Caravan. E o que importa? É Black Sabbath! Melhor soar como a si mesmo do que inventar novas modas que não vão a lugar algum. Destaco o blues infernal de Damaged Soul, a quebradeira de Age of Reason e a tensa God is Dead? 13 não trouxe nada de novo ao som do Black Sabbath. E nem precisava. E muito menos era isso que os fãs queriam. Todos queriam ouvir o velho Black Sabbath e ver se esses caras ainda sabiam fazer aquilo. E claro que eles sabem, afinal foram eles que inventaram. (Carlos H. Silva, em colaboração ao Shogunidades)


The Winery Dogs com o álbum The Winery Dogs


O que temos quando se junta três exímios músicos dotados de um talento descomunal? A resposta é fácil, simplesmente um dos melhores álbuns do ano! O disco traz um tom vibrante que se faz presente em absolutamente todas as faixas. O toque preciso do experiente Sheehan, as viradas impactantes de Portnoy e o vocal intenso de Kotzen garantem o sucesso deste trabalho que já era um grande sucesso anunciado antes mesmo da minha primeira audição. Destaco as faixas ElevateDesire e The Other Side. (Rose Gomes, na lista de Melhores do Ano)


Confesso que nunca acompanhei assiduamente a carreira de nenhum desses músicos absurdamente talentosos, entretanto quando ouvi I'm no Angel pela primeira vez, percebi que vinha fazendo muito mal. Mike Portnoy, o que falar? É de uma sutileza bruta naqueles tambores, consegue ser um paradoxo que combina; Richie Kotzen, toca guitarra de um jeito bem peculiar, canta muito bem, além de ser bonitão que só (desculpe-me), e aquele que eu considero o ponto de equilibrio na banda, Billy Sheehan que numa linha de baixo impressionante ditou o ritmo em muitas canções como Desire,You Saved Me, The Dying (minha favorita) e Elevate. (João C. Martins, na lista de Melhores do Ano)

Não era muito difícil imaginar que de uma junção de Mike Portnoy (bateria, ex-Dream Theater) com Billy Sheehan (baixo, ex-Mr. Big, ex-David Lee Roth) e Richie Kotzen (guitarra e vocal, ex-Poison, ex-Mr. Big) sairia não só uma grande banda, como um dos grandes discos do ano. The Winery Dogs é repleto de passagens técnicas, como era de se esperar pelo gabarito dos caras, porém o diferencial está no clima hard rock com influência funk (aquele Funk Rock Deep Purpleano da fase Stormbringer) que passeia por todo o álbum, transformando as canções em potenciais hits radiofônicos como a pesada e zeppeliana Elevate e a linda balada I'm no Angel, uma mistura de Rory Gallagher com Jimi Hendrix que é de arrepiar. Desire, We Are One e Six Feet Deeper são outros grandes exemplos do porquê deste disco estar presente em pelo menos 8 de cada 10 listas de melhores do ano. Uma performance absurdamente boa de Portnoy, Sheehan & Kotzen. Um power-trio que já nasceu grande e já colocou seu nome na história. (Carlos H. Silva, em colaboração ao Shogunidades)


Ano que vem quem sabe rola um desenhinho de troféu, né?


Ninguém Sai Daqui Vivo: um pouco sobre a história do The Doors

Posted by Rose Gomes | Posted in , | Posted on 10:04

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Por Rose Gomes


“Há coisas que são conhecidas e coisas que são desconhecidas, e, entre elas, há portas." Esta frase de William Blake repetida algumas vezes por Jim Morrison, o complexo vocalista da banda The Doors e pelo tecladista do quarteto americano, Ray Manzarek, define o espírito de uma das bandas mais populares dos anos 60. Em “Ninguém Sai Vivo Daqui” escrito pelo jornalista Jerry Hopkins e por Danny Sugerman, secretário de longa data da banda, a biografia do líder do The Doors é o registro mais completo  e detalhado sobre os primeiros passos dos músicos à fama e os problemas que se seguiram em decorrência dela e do uso excessivo de drogas feito em especial por Morrison.

O vocalista é apresentado não apenas como um rockstar babaca que tinha seus péssimos momentos e fazia piadas dignas de um espírito de porco, mas também como um jovem dotado de extrema  generosidade, sensibilidade e inteligência,  sempre envolto com  questões filosóficas, o cinema e a poesia.



Do início da vida de Morrison, sua infância com seus pais e irmãos até o auge com o Doors, as drogas, as prisões, as mulheres que passaram por sua agitada vida sentimental, o livro de Hopkins retrata todos os pormenores e se torna indispensável a qualquer fã não só da banda como de música, em geral.

Um dos grandes destaques da biografia fica por conta das passagens de algumas letras, o processo de composição e o ponto de vista dos integrantes do grupo, que passou por altos e baixos, tendo se enfraquecido após a morte de Jim Morrison em julho de 1971.




Jim Morrison – “Ninguém Sai Vivo Daqui” (No One Here Gets Out Alive)

Jerry Hopkins e Danny Sugerman

Editora Novo Século – 405 páginas




Um acontecimento extraordinário no show de Steel Panther.

Posted by João Carlos Martins | Posted in | Posted on 15:10

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Neste último dia 19 de dezembro, a banda americana Steel Panther, se apresentou em Kansas City no Midland Theater. O show corria normal e empolgante como sempre, até ter sido avistado pelos integrantes um garoto segurando um cartaz que dizia, I challenge Satchel to a guitar solo (Eu desafio Satchel para um solo de guitarra). O guitarrista e vocalista da banda aceitou o desafio, e foi aí que a apresentação ganhou um adendo, diria que, incrível! O garoto Aidan Fisher, de apenas onze (11) anos precisou somente de duas canções para mostrar que é mais um daqueles prodígios que conhecemos, como Jason Becker por exemplo. A performance do garoto foi nas faixas Eruption e no cover de The Kinks, You Really Got Me. Confira no vídeo se o garoto é bom mesmo.
 

 

O que mais chama a atenção é a frieza com que o pequeno toca o instrumento. Tomara que ele forme uma banda algum dia.
 
Na dedicatória de Satchel ao rapaz até ele se rendeu dizendo: "Aiden - Você venceu!!!"    






Rush: álbum de estreia será relançado em 2014

Posted by Rose Gomes | Posted in | Posted on 10:21

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O Rush relançará seu álbum debut em 2014. De acordo com o site RushIsABand.com, a edição comemorativa do disco que completa 40 anos no próximo ano, trará versão remasterizada e encarte retrabalhado. Outros detalhes serão divulgados em breve.

Vespas Mandarinas no Parque Augusta

Posted by João Carlos Martins | Posted in , | Posted on 21:39

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por João C. Martins

Neste último sábado (21/12), a banda Vespas Mandarinas se apresentou no Parque Augusta, o show foi gratuito, e cheio de boas intenções. 

Caso você não faça ideia de onde esteja localizado o tal Parque Augusta, não fique espantado, afinal de contas a maioria dos que estavam lá também não sabiam da existência do local. A fim de impedir uma suposta investida do governo contra o espaço, ativistas, famosos, a banda, participaram de uma espécie de manifestação, nada como as que nos acostumamos a ver, melhor dizendo, a data foi marcada por uma forma de propagar, tanto o parque, quanto as intenções parlamentares. O local ficou bem cheio, pois contou com a presença não só dos músicos, agora famosos, mas também de jornalistas, por exemplo Marcelo Rubens Paiva, Antonio Prata e Marcelo Tas. O evento contou também com a participação da banda Mulheres Negras. E antes de começar, deixo claro a você que foi um belo show, embora o local não fosse o mais apropriado para tal.
Como informação nunca é demais, o nome dos aviadores são: André Dea (Bateria), Thadeu Meneghini (Guitarra e vocal), Chuck Hipolitho (Guitarravocal) e Flavio Guarnieri (Baixo).


O show foi o penúltimo da banda nesse ano, e evidentemente tocaram a maioria das faixas de seu mais recente lançamento, o álbum de estreia dos rapazes, Animal Nacional.



Como todos já sabem sou um grande fã dessa banda, pois fazem algo bem diferente do que tem sido feito em termos de "Rock" no Brasil, principalmente quando cantado em português. Apesar de sempre deixarem de lado canções muito boas, o show empolgou e muito, contudo, pelo fato de a estrutura não ser nem um pouco adequada para qualquer tipo de espetáculo, os espectadores tiveram que permanecer sentados... num show de Rock. Enfim, esse não precisa ser o problema do mundo, já que esse foi um show de graça, entretanto, outro aspecto que evitou um melhor desempenho deu-se pelo fato de que o som estava muito baixo, mal se ouvia os backing vocals quando eram feitos por Chuck, tampouco se ouvia quando ele cantava, além da banda ficar limitada a uma apresentação, poderia dizer que tímida, mas justiça seja feita, em nenhum momento se decepcionaram pelos contratempos. Outro ponto negativo, no que diz respeito a estrutura do local, foi a falta de iluminação - não consegui nenhuma foto por isso - durante a apresentação, por falta de ciência não foi, já que desde o anúncio, a subida dos moços ao palco estava programada para às 19:00. Entraram bem depois do horário estabelecido, mas não pararam para conversas depois que tudo estava pronto, Bateria montada, Guitarras afinadas, som passado, é hora de começar! Santa Sampa foi a de abertura. Como citado anteriormente, a maioria das canções foram as do disco lançado em 2013, porém isso não quer dizer que deixariam de lado seus, jovens, mas clássicos hinos que não fizeram parte do compilado, sendo eles Retroceder, Antes que você conte até dez e Sasha Grey. O show foi bastante efusivo, não deixou a peteca cair em segundo algum, nem mesmo no cover de São Paulo dos Inocentes, onde chamaram uma garota para cantar com eles, garota essa que mais resmungou do que qualquer outra coisa.
 
De fato o propósito maior do evento era mostrar ao mundo, ou aos paulistanos no mínimo, que um canto verde ainda vive na nossa cidade, não só vive, mas sobrevive entre baladas e bares da Rua Augusta. Apesar de eu não ser muito adepto do discurso de um dos ativistas que lá estava, pois me parecia vermelho demais, se é que me entende, concordo que a perpetuação do Parque Augusta é algo que só trará benefícios a todos, desde os fãs de música, até os fãs de piquenique.



Setlist:

Santa Sampa
A Prova
Vício e o Verso
Não Sei o Que Fazer Comigo
Retroceder
Cobra de Vidro
O Amor e o Ocaso
Antes que você conte até dez
Sasha Grey
Distraídos Venceremos
Um Homem Sem Qualidades
O Inimigo



Encore

São Paulo (Inocentes cover)

Sleep, para acabar com seu sono de Natal

Posted by João Carlos Martins | Posted in | Posted on 16:48

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Durante a semana tive uma ideia, e essa ideia por um triz não dará certo, mas como isso pouco importa, vou coloca-la em prática assim mesmo. Como se sabe, dia 25 de dezembro é (foi) Natal, data em que o Papai Noel completa mais uma primavera e dia onde todos que nem olham na sua cara, ou lembram de sua existência durante o ano, se tornam seus melhores amigos, ou seja, se somarmos tudo isso o que temos? Isso aí, Jesus Cristo, Stoner Metal e muito, mas muito Rock 'n' Roll!
Caso esteja se perguntando se sou um Herege, por falar dessa forma, saiba que a resposta é, não. O único propósito de fazer essas associações, é o seguinte: Natal+Corja=Presentes; Natal+"Igreja"=Jesus. Sendo assim meio caminho já está andado, mas ainda não deve ter ficado muito claro o que foi que impulsionou a escolha do tema, caso esteja muito ansioso... Calma aê caro leitor, calma aê. Obviamente esse é um blog de Música, evidentemente aqui sempre conversamos sobre Rock de várias vertentes, é claro que gostamos do Natal, então isso quer dizer que nada melhor que uma banda com todos esses atributos para celebrar esse feriado tão bacana, e essa banda é... continue lendo, só mais um pouquinho.
O conjunto que se apresentará nessa caverna tão ilustre, não é nenhuma novidade no mundo do Stoner e do Doom Metal, porém, talvez seja uma novidade para quem não ingressou, de fato, nesse segmento. O power trio de San Jose - Califórnia, está na ativa desde 1990, e o álbum do qual falaremos hoje foi lançado em 1999, sua formação para o compacto ficou assim:
Chris Hakius (Bateria), Matt Pike (Guitarra) e Al Cisneros (Baixo e vocal). Sem mais delongas, nosso papo de hoje é sobre, Sleep e o álbum Jerusalem!




Agora sim tudo faz sentido, não é? Jerusalem, Jesus, Natal, Rock... Rá! 
 
Brincadeiras a parte, essa foi minha escolha por conta do nome mesmo, e por um outro fato muito peculiar nesse disco, que ficará claro ao término de nossa prosa. 


Trata-se de uma sonoridade extremamente densa, pesada, e muito suja, não é aconselhável a audição desse num primeiro contato com o gênero, afinal pode ser que você acabe se cansando, sem querer menosprezar, ou classificar alguém, mas é preciso um certo nível de maturidade para perceber o quão grandioso é o trabalho do grupo.
Com todos os elementos que o estilo pede, Sleep mantém uma introdução gigante no compilado, com riffs de guitarra repetidos e incansávelmente distorcidos, os primeiros seis minutos permanecem assim. Quando quando finalmente entra o vocal de Al, você pode perceber, ainda mais o peso que é dado, pela forma que ele entoa as palavras da canção, são todas esticadas, de forma até meio que ritualística. A presença de solos, apesar de serem bem efêmeras, são pontos altos na faixa, afinal são, se assim se pode chamar, a ruptura na densidade que se vê com maior frequência nesse álbum. Quase todas as melodias iniciam e encerram da mesma foram, contudo não se pode dizer que isso é alguma falta de técnica, ou desleixo, é a forma com que o Doom se propagou, e Sleep não é considerada uma banda lendária dentro dessa subdivisão sem méritos. O álbum encerra-se numa sonoridade impressionantemente compassada, além do timbre sem igual. Ah! E antes que você pense que esqueci de citar canção por canção como venho fazendo, saiba que esse é um full lenght de uma só faixa, e diferente de um single essa faixa tem cinquenta e dois minutos, que embora seja dividido em seis partes, não se nota a pausa entre uma e outra, definitivamente um clássico.


E como temos apenas uma canção, vale a pena acompanha-lo com a letra. Vamos cantar!



Observações:

  • Antes de existir Sleep, os três integrantes oficiais da banda, compunham junto de mais dois indivíduos a banda Abestosdeath. Os outros eram Tom Choi e Keith Krate, ambos tocavam guitarra;

  • Sleep iniciou como um quarteto, Justin Marler completava como segundo guitarrista;

  • Um fato interessantíssimo sobre Justin Marler é que após a gravação do primeiro disco da banda, Volume One, ele desapareceu, pouco tempo depois descobriram que o mesmo havia se integrado ao Mosteiro Ortodoxo Oriental, tornando-se assim um monge. Após algum tempo e o lançamento de alguns livros, Justin retomou sua carreira musical, com o antigo amigo Chris Hakius, onde formaram The Sabians.

Rush: a excelência ao vivo, Pt. 2

Posted by TRMB | Posted in , | Posted on 16:51

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A parte 1 pode ser vista clicando aqui.

Continuando na irrepreensível discografia ao vivo do Rush, chegamos à era dos lançamentos após disco ou turnê especial, completamente o oposto do que ocorreu nas três décadas anteriores, onde a banda lançava um disco ao vivo após quatro de estúdio.


2005 - R30

Comemorando 30 anos do lançamento do primeiro disco, o Rush resolveu fazer uma turnê celebrativa que deu suporte ao disco de covers lançado naquele ano, Feedback (2004), onde gravaram canções de artistas que os influenciaram lá no final dos anos 60, como The Yardbirds, The Who, Cream e Buffalo Springfield. Gravado em Frankfurt, na Alemanha, em 24 de setembro de 2004 (portanto, o primeiro disco ao vivo do Rush 100% gravado em um show só, já que as duas últimas faixas de Rush in Rio não foram gravadas no Rio), R30 é um apanhado das diferentes fases da banda, mas com foco no material dos anos 90, como Roll the Bones, Dreamline, Animate Resist, além de resgatar canções como Xanadu, Mystic Rhythms Between the Wheels. Particularmente é o meu disco ao vivo preferido da banda, principalmente devido à produção, que deixou tudo muito nítido, em especial os bumbos de Neil Peart.


2008 - Snakes & Arrows Live

Gravado em dois shows nos dias 16 e 17 de outubro de 2007 na Holanda, em suporte ao álbum ao disco Snakes & Arrows , a versão "live" registrou o setlist daquela tour que privilegiou o álbum lançado em 2007, tendo nada menos que nove canções presentes. Os caras fizeram mais alguns resgates na carreira: Digital Man, a bela Entre Nous e a sensacional Mission, além de Circumstances. Mas a mais celebrada volta foi mesmo a de A Passage to Bangkok com direito até a Geddy Lee empunhando novamente um baixo Rickenbacker.







2009 - Grace Under Pressure Tour

Este disco foi gravado em 1984 em suporte à turnê de Grace Under Pressure, mas só foi lançado na caixa Rush Replay X 3, em 2009; mais curto que os demais, contem apenas 11 faixas, sendo algumas delas medleys interessantes como YYZ/2112 Vital Signs/Finding My Way/In the Mood. Outros clássicos como Closer to the Heart e The Spirit of Radio também estão registrados aqui.











2011 - Time Machine: Live in Cleveland

Em 2011, o Rush resolveu comemorar 30 anos do álbum Moving Pictures , considerado seu maior clássico e maior sucesso comercial, com uma turnê onde tocaria todo o disco na íntegra - e de brinde apresentariam duas canções inéditas em todo show. Foi nessa turnê que a banda veio ao Brasil pela segunda vez, e este que vos escreve teve o imenso prazer de assistir ao show da Time Machine TourA produção do vídeo foi da Banger Productions, a mesma que cuidou do dvd Beyond the Lighted Stage, o documentário com a história da banda. O set list abrangia toda a carreira da banda, de Working Man (1974) a Far Cry (2007), além das inéditas Caravan BU2B. No meio disso tudo, é claro, Moving Pictures na íntegra, com a banda afiadíssima em clássicos como Tom Sawyer e Limelight, além de The Camera Eye, que não era executada ao vivo desde 1982. O local escolhido para a gravação foi especial: Cleveland, em Ohio (EUA); foi lá que, em 1974, a radialista Donna Halper tocou um som do Rush pela primeira vez nos EUA, era Working Man, e resultou no início do sucesso dos canadenses por lá.



2013 - Clockwork Angels Tour

Em suporte ao bem sucedido disco Clockwork Angels (2012), o Rush partiu para uma turnê mundial - que infelizmente não veio à América do Sul - onde contaram, pela primeira vez, com mais músicos no palco além dos 3 caras da banda: a Clockwork Angels String Ensemble, uma mini orquestra com nove músicos conduzidos pelo maestro David Campbell que participaram em "apenas" 14 das 30 canções executadas no setlist. Obviamente isso foi um "tchan" extra para o som da banda, principalmente em clássicos como Red Sector A, Dreamline e nas novas Carnies The Garden. Os registros foram feitos nos shows de Dallas, San Antonio e Phoenix, no mês de novembro de de 2012.













5 canções para você comemorar o natal de verdade

Posted by Rose Gomes | Posted in , | Posted on 11:44

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Por Rose Gomes



Pois é, mais um ano que se passa e ele, nosso amado (ou nem tanto) natal chegou, para alegria de muitos ou tédio total de outros. Para celebrar esta data em que você encontra aquela sua tia chata que te pergunta dos (as) namorados (as) ou aquele seu tio sem noção que faz aquela piadinha infame do “pavê ou pá comê”, resolvi escolher cinco sons para te ajudar a “segurar a barra” na “noite feliz”:

Garotos Podres – Papai Noel Velho Batuta

Do disco Mais Podres do que Nunca de 1985, a música que canta a rebeldia contra o bom velhinho teve a letra alterada para burlar a censura da época.  



AC/DC – Mistress for Christmas – A porrada natalina de Angus & Cia faz parte do disco The Razors Edge, de 1990.




Ramones Merry Christmas (I Don’t Wanna Fight Tonight) – Mais um pouco do bom punk rock com esta versão dos Ramones, pertencente ao álbum Brain Drain (último trampo de estúdio dos caras), de 1989.




Elvis Presley – Blue Christmas – Que especial do Roberto Carlos o quê! Natal que se preze tem que ter o verdadeiro Rei, Elvis Presley, com uma das melhores canções do disco natalino do cantor, Elvis' Christmas Album, de 1957.




Iron Maiden - Another Rock n´ Roll Christmas – Pra fechar com grande estilo nada melhor que a Donzela de Ferro mostrando que também sabe fazer a linha Feliz Natal.



Ratos de Porão: disco novo é mais metal e tem participação de um porco

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 23:33

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Em entrevista para a Rolling Stone, os membros do Ratos de Porão falaram sobre o novo disco da banda e algumas de suas características, inclusive sobre a participação do porco Atum, de propriedade de João Gordo.

Assista:





2112: entenda a épica canção do Rush

Posted by TRMB | Posted in , , | Posted on 13:03

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Hoje é dia 21/12 e para os fãs de uma banda em especial, hoje é mais conhecido como "dia do Rush"! Por quê? Porque um dos álbuns mais clássicos do trio canadense de rock progressivo chama-se 2112 (1976) e obviamente que todos nós fãs desses caras faríamos uma ligação especial deste título com este dia.



O Rush Fã Clube Brasil tem em seu site a explicação ou teorias sobre praticamente 100% da discografia da banda, e então, com todos os créditos possíveis, copio aqui (para o original, clique aqui) para que todos entendam a canção 2112, que tem mais de 20 minutos e é dividida em 7 partes, uma distopia (manja 1984, Laranja Mecânica, etc?) muito influenciada por Ayn Rand, que fez com que na época Neil Peart (o letrista da banda) fosse chamado de "direitista", "nazista" e coisas do gênero. Hoje Neil, certamente, seria chamado de "reaça". E tenho pra mim que ele não ligaria nem um pouco.

Vamos ao que interessa:

2112
Música por Lee e Lifeson / Letra por Peart
Com admiração à genialidade de Ayn Rand

O trabalho na canção 2112 relaciona-se ao romance Anthem, lançado em 1937 pela escritora e filósofa russa Ayn Rand. Nascida em 06 de março de 1905 na cidade de São Petersburgo, Rand passou a viver nos EUA a partir de 1926, tendo optado por divulgar sua filosofia inicialmente através de obras de ficção. Seu trabalho a expõe como uma das mais intransigentes e coerentes defensoras da razão contra as várias formas de irracionalismo, do indivíduo contra as várias formas de coletivismo (social ou estatal) e da liberdade contra todas as formas de servitude.

Em seu romance Anthem, o qual acabou por trazer inspiração para Peart na composição lírica de 2112, Rand fala sobre um futuro inespecífico quando a humanidade entrava numa nova época de escuridão como resultado dos males da irracionalidade, do coletivismo (o estado é sempre maior que o indivíduo) e da fraqueza do pensamento socialista e econômico. Os avanços tecnológicos são cuidadosamente planejados (quando e como) e o conceito de individualismo foi eliminado (por exemplo, a palavra "I" - Eu - desaparecera das línguas). Como é comum em seu trabalho, Rand traça uma distinção clara entre os valores de igualdade e fraternidade do socialismo/comunismo e os valores de propriedade e individualidade do Capitalismo. Ela ilustra as ameaças à liberdade humana, inerente a noções sociais do altruísmo e da caridade, criando uma imagem de um mundo afundado na barbárie através de um sentimento de obrigação social extraviado.

"... Não sou primariamente uma advogada do capitalismo, mas do egoísmo; e não sou primariamente uma advogada do egoísmo, mas da razão. Se alguém reconhece a supremacia da razão e a aplica consistentemente, tudo o mais segue. Isto - a supremacia da razão - foi, é e será a preocupação primária de meu trabalho, e a essência do Objetivismo. ... A razão na epistemologia leva ao egoísmo na ética, que por sua vez leva ao capitalismo na política. A estrutura hierárquica não pode ser invertida, nem pode um nível posterior se sustentar sem o fundamental". (Ayn Rand, "Brief Summary", em The Objectivist, Setembro de 1971, p.1089).

"Não podemos lutar contra o coletivismo, a menos que lutemos contra sua base moral: altruísmo. Não podemos lutar contra o altruísmo, a menos que lutemos contra sua base epistemológica: irracionalismo. Não podemos lutar contra nada - a menos que lutemos por alguma coisa: e aquilo pelo que devemos lutar é a supremacia da razão, e uma visão do homem como ser racional". (Ayn Rand, "Don't Let it Go", em Philosophy: Who Needs It?, p.214).

Sobre 2112, iniciamos mencionando que muitos consideram a canção como uma possível crítica de Peart à indústria musical, esta que geralmente se propõe a controlar a expressão do artista. Apesar das coincidências de contexto que facilmente nos levariam a afirmar tal conclusão, não temos nenhuma declaração de quaisquer integrantes que esgote esse assunto.

I. Overture

Com Overture o Rush inicia a viagem de 2112, através de um instrumental intenso que é rapidamente reconhecido como uma das canções mais marcantes de toda carreira da banda. Essa primeira parte é finalizada com a seguinte frase cantada por Geddy Lee: "...and the Meek shall inherit the Earth...". Este trecho consiste na citação da Bíblia "E os humildes herdarão a terra" encontrada no Livro dos Salmos (capítulo 37 versículo 11) e no Evangelho Segundo Mateus (capítulo 5 versículo 5). A frase foi escolhida como uma espécie de profecia acerca do fechamento da história proposta por Peart.

II. The Temples of Syrinx

Imediatamente somos lançados numa viagem sonora poderosa em The Temples Of Syrinx, onde a história se inicia – o mundo oprimido da Federação Solar. Aqui conhecemos através dos versos de Peart as principais características do contexto vivido em 2112, que existe sob o domínio dos sacerdotes. Esse segmento se encerra como um coração batendo em fúria, num clímax que somente o talento do Rush poderia criar e que magicamente se transforma na próxima parte do conto.

III. Discovery

Discovery apresenta um trabalho intrincado de guitarra feito por Alex Lifeson que maravilhosamente transmite a descoberta do antigo instrumento pelo personagem central numa caverna alagada. A fabulosa progressão desse trecho é marcada por um tocar de cordas que revela uma acústica magistral, descrevendo a cena da descoberta para o ouvinte ao mesmo tempo em que o incita a apreciar o desenrolar dos acontecimentos.

IV. Presentation

Presentation traz uma mágica discussão entre os sacerdotes que querem seguir firmes em sua realidade opressora e o homem que trouxe a descoberta até eles. O desempenho vocal de Geddy Lee nesse trecho é simplesmente genial, pois a maneira com que muda o canto ríspido e acusador dos sacerdotes para a fala envergonhada e descrente do descobridor é algo capaz de deixar os ouvintes mais sensíveis hipnotizados.

V. Oracle: The Dream

Oracle: The Dream segue através de uma caminhada elegante de emoções que transporta o ouvinte para uma viagem ao passado, buscando descobrir a verdadeira razão para a opressão que agora ocorre além do que ainda estava por vir.

VI. Soliloquy

Soliloquy é talvez o segmento mais poderoso e emocionante em 2112. Ele fala da decisão definitiva do personagem após tanta desilusão – o suicídio. Peart escreveu letras incríveis durante toda sua carreira, mas poucas se equivalem às linhas finais deste trecho, que é cantado por Lee com imenso poder e sentimento: "Acho que não posso continuar. Leve embora esta fria e vazia vida. Minhas forças estão fracas no profundo desespero. Meu sangue jorra sem parar..."

VII. The Grand Finale

A maratona triunfante de 20 minutos termina com The Grand Finale. Assim como começou, a canção se encerra com um instrumental poderoso que assustadoramente relembra a derrota da opressão enquanto Peart proclama (três vezes): "... Atenção todos os Planetas da Federação Solar, nós assumimos o controle".



Heavy Metal 70's: 14 discos especiais

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 12:15

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Mais uma lista da semana aqui no TRMB, desta vez o tema será o heavy metal feito nos anos 70, um tema tão abrangente que dói o coração ter que deixar certas bandas e discos de fora. Um daqueles tópicos que nem 100 discos são suficientes, pois trata-se de uma época em que o heavy metal e o hard rock ainda não eram duas coisas diferentes, como conseguimos diferenciar hoje em dia. Veja abaixo o que cada um de nós escolheu - e sintam-se à vontade para postar suas listas (ou nos xingar) nos comentários!



Black Sabbath - Black Sabbath (1970)





Falar em heavy metal e anos 70 na mesma frase e não citar o debut do Black Sabbath é, bem... até dá, mas em algum momento você tem que citar quem começou tudo. Não existe antes do Black Sabbath. Tiveram bandas que cantavam sobre “o cara lá de baixo”, bandas que tocavam forte, pesado, mas quem levou isso a um outro nível e criou um gênero completamente novo e por conseqüência uma infinidade de subgêneros foi o Black Sabbath com o álbum Black Sabbath, lançado em uma sexta-feira 13 de fevereiro de 1970. Sei que os anos que fecham com 0 ainda são considerados da década anterior, mas não tem jeito. Este é O disco quando falamos de heavy metal e anos 70. Dos sinos e sinistros da canção Black Sabbath até a tradicional Wicked World, ouvimos os caras passearem pelo blues e pelo experimental com muito peso e atitude. Até hoje imagino as pessoas ouvindo este disco pela primeira vez no início dos anos 70 e não consigo imaginar nada que veio depois, em qualquer gênero, que tenha tido o mesmo impacto. (Carlos H. Silva)


Rising - Rainbow (1976)


Rising do Rainbow, esta verdadeira preciosidade de 1976 é daqueles discos que em apenas 6 faixas traz toda a sonoridade que satisfaz nossos sentidos ávidos em ouvir um bom som. O vocal irretocável do grande Ronnie James Dio e os riffs magistrais de Ritchie Blackmore, mais uma vez ele, nos brindam a cada faixa, do início ao fim. Isso sem esquecer da  performance mais do que especial do gênio Cozy Powell com a sua excitante pegada na batera. Não posso deixar de citar a monstruosa Stargazer, grande destaque do disco. (Rose Gomes)


Return to Fantasy - Uriah Heep (1975)





Uriah Heep, para mim é uma das bandas que fundamentou, ao lado de Black Sabbath, Deep Purple, U.F.O., entre outras, isso que hoje em dia chamamos de Heavy Metal. Consigo ver nesse álbum vários elementos que foram e continuam sendo usados por bandas como Helloween e Iron Maiden por exemplo. Claro que são estilos completamente diferentes os vistos atualmente, pode-se até imaginar o que se passa pela cabeça de alguém que os escuta pela primeira vez sem um prévio aviso. A canção que abre o compilado, Return to Fantasy, considero um dos maiores ícones do Metal, sem contar Devil's Daughter, Why Did You Go e a alucinante Showdown. (João C. Martins)


Sad Wings of Destiny - Judas Priest (1976)



O Judas tem uma discografia muito sólida nos 70, principalmente do segundo álbum em diante, que é exatamente o Sad WIngs of Destiny, onde já podemos notar todas as características que os tornaram famosos: os riffs sagazes e faiscantes, as guitarras gêmeas, a cozinha sólida e forte e, é claro, os vocais bem acima da média de Rob Halford, um dos grandes nomes de toda a história do instrumento (afinal, cordas vocais precisam estar afinadas...). Clássicos que são obrigatórios nos set lists até hoje são deste álbum: a épica Victim of Changes, que abre o trabalho, a desafiadora The Ripper e as tradicionais Genocide e Epitaph. (João C. Martins)



Deep Purple In Rock - Deep Purple (1970)


In Rock é sem dúvida um dos discos mais pesados e impactantes que o Purple fez e o primeiro a mostrar que a banda já sabia o caminho que iria seguir. Ritchie Blackmore mostra seus solos e riffs espetaculares (coisa que logo na primeira faixa, Speed King, você nota claramente na senhora introdução). Jon Lord, um dos melhores tecladistas que uma banda pôde ter, juntamente com Ian Paice nas viradas infernais e Roger Glover em seu baixo viajante nos brindam com as excelentes faixas Flight of the Rat, Into the Fire e Hard Lovin´Man, isso sem falar na classicaça Child in Time que traz o vocal grandioso de Ian Gillan. (Rose Gomes)



Paranoid - Black Sabbath (1970)




Black Sabbath é uma banda capaz de estar em quase, se não em todas, as listas do que quer que você imagine. Escolhi Paranoid, pois ele contém dois dos maiores hinos da história do metal, que são nada mais que Iron Man e a própria Paranoid, e embora ele não seja tão tinhoso como o debut dos caras, o peso inconfundível ali se fez presente. Evidentemente não se encontra essa característica apenas nas anteriormente citadas, mas também em War Pigs, que é pura revolta, Eletric Funeral que é um clássico sem dúvida e, a minha favorita nesse play, Hand of Doom. (João C. Martins)

Paranoid é simplesmente um dos discos mais importantes do Black Sabbath e sem dúvida do heavy metal, considerado um álbum altamente influente e essencial para qualquer um que queira “adentrar” nesta vertente. O disco é recheado de grandes clássicos e já abre com a porrada War Pigs, seguida de outro grande hino, Paranoid. Os riffs únicos de Iron Man também marcam presença neste trabalho que traz ainda toda a distorção de  Electric Funeral e as peripécias únicas do mestre Iommi em Fairies Wear Boots. (Rose Gomes)


Overkill - Motörhead (1979)


Apesar de Lemmy Kilmister sempre dizer que o Motörhead é uma banda de rock n’ roll, ninguém consegue desvincular a banda do heavy metal devido a sua tamanha influência e sonoridade. Dos bumbos duplos de Phil ‘Animal’ Tayloer, passando pela guitarra blueseada de ‘Fast’ Eddie Clark e chegando até o baixo gordo e vocal zangado de Lemmy, Overkill é, como todo álbum da banda, um cruzado de direita na sua cara. Porrada atrás de porrada. E tem Overkill, Stay Clean, No Class, Damage Case... (Carlos H. Silva)



Lucifer's Friend - Lucifer's Friend (1970)




Talvez o Lucifer´s Friend não tenha sido uma banda que alcançou a notoriedade como grandes nomes do heavy metal, mas sem dúvida este é um dos grupos precursores do movimento que já em seu trabalho de estreia, o autointitulado álbum de 1970, apresenta um heavy metal de excelente qualidade, ficando no mesmo nível de um Sabath ou Purple. Considero este disco muito mais heavy metal do que todos os discos do Led Zeppelin (banda que muitos dizem iniciar o metal junto com outros grupos já citados e coisa que não consigo concordar) e considero as faixas Ride in the Sky, Keep Goin´, Baby You're A Liar e Lucifer's Friend como as melhores deste álbum que traz como forte destaque a técnica de Dieter Horns no baixo, as viradas de Joachim Rietenbach na batera e os vocais esgarniçados e potentes de John Lawton. (Rose Gomes)



Burn - Deep Purple (1974)



Como já deu pra perceber, sou muito mais um Heavy festeiro do que extremo, gosto dessa parada mais grooveada, se assim posso dizer, e gostando disso Burn não poderia ficar de fora de jeito nenhum. Além de ser um excelente álbum contou com a estreia de dois rapazes, que não sei se eram bons, me responda você, os nomes eram (apenas), David Coverdale e Glenn Hughes, que como diria um amigo: "O melhor backing vocal do mundo, depois do Don Brewer", deixe-se claro que era muito mais que um mero vocal de apoio, exemplo disso é a que da nome ao disco, onde há uma divisão nas responsabilidades, assim como em (minha favorita) Sail Away e também e empolgante Lay Down, Stay Down. (João C. Martins)



Montrose - Montrose (1973)


Um dos álbuns mais pesados daquele início de década, Montrose, autointitulado disco da banda liderada por Ronnie Montrose e que tinha como vocalista Sammy Hagar, é impecável do início ao fim. Os riffs pesadaços e densos de Rock Candy, a sujeira de Rock the Nation e a atitude de canções como Bad Motor Scooter Space Station #5 fazem deste álbum um clássico do heavy metal dos anos 70. Pouco mais de 30 minutos de uma porradaria impecável. (Carlos H. Silva)



Lonesome Crow - Scorpions (1972)



Neste disco  o Scorpions aparece bem mais pesado e até mesmo sombrio, focando no heavy metal com pitadas progressivas e psicodélicas. Muitas faixas remetem a Sabbath, Zeppelin e até mesmo Coven, bandas do cenário musical daquela época. Nem sombra do hard farofa dos anos 90 e It All Depends é prova disso. Inheritance, a faixa mais obscura é uma das grandes canções do disco. Além dos efeitos medonhos, a dupla Michael Schenker e Lothar Heimberg  mostra que sabe muito bem o que está fazendo.(Rose Gomes)



On Stage - Rainbow (1977)


Elejo este, entre tantos dessa magnifica banda, unicamente por se tratar de um disco ao vivo, e que só é possível identificar isso devido aos gritos da plateia a cada fim de faixa, afinal esses caras eram deslumbrantes tanto em estúdio quanto a céu aberto. Ele é um set list formado a partir de canções tanto de discos já lançados, como os que viriam a ser, além de um cover da anterior banda de Blackmore, diga-se de passagem, canção essa que faz parte do álbum que citei do Purple, que é Mistreated. Nele o ritmo não cai em nenhum segundo, mesmo na balada antes citada, ou na cadenciada Catch the Rainbow, contudo não se pode negar que o povo ficou doido mesmo com Kill the King e na que a sucede Man on the Silver Mountain (HEY). (João C. Martins)


Kiss - Kiss (1974)


Nos anos 70 os conceitos de “heavy metal” e “hard rock” como existem hoje era pura bobagem. Hoje nós conseguimos dizer, principalmente a partir das bandas dos anos 80, o que é heavy metal e o que é hard rock. Mas lá atrás, depois do Black Sabbath, todo mundo que tocava pesado e alto fazia parte da mesma cena, era tudo “heavy metal” ou tudo “hard rock”. É por isso que fazer uma lista de heavy metal dos anos 70 passa necessariamente pelas bandas de hard rock. E o Kiss é uma dessas bandas, e o seu debut de 1974 foi um dos grandes álbuns daquela década. Quer coisa mais heavy metal que os solos de Ace em 100,000 Years ou os riffs de Black Diamond? Como trata-se de Kiss, obviamente que temos as festivas Strutter e Deuce para animar qualquer lugar. Tem até guitarra dobrada em Love Theme From Kiss... (Carlos H. Silva)


Rocka Rolla - Judas Priest (1974)




Este álbum do Judas Priest é um dos que mais gosto, muito por conta desse baixão constante ditando as regras do jogo. A guitarra que cantarola por aqui e acolá, cheia de riffs e solos, mas quem está no comando é o gravezão do baixo. Além disso a performance dos caras era sensacional, Rob Halford ainda fazia uso de longas madeixas, sem contar os trejeitos referindo-se a Robert Plant. A faixa título do full lenght é incrível, porém chamo a atenção para a qualidade de, uma bem conhecida também,  Never Satisfied. (João C. Martins)

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